O futuro a Deus pertence
26.01.2011
No livro “O futurista e o adivinho”, publicado em 2001, elaboramos uma visão (futuro possível) para o Brasil em 2010. A nossa perspectiva futurista foi realizada utilizando 165 cenários, nas seis áreas fundamentais de um desenvolvimento para o nosso país: o Estado e seu organismo econômico, população e as migrações, ecologia, tecnologias, ciências e reinvenção do social. O projeto está baseado em um estudo comparativo com muitos outros países, como recomendam várias organizações futuristas internacionais das quais fazemos parte. Brevemente estaremos trazendo para vocês os resultados obtidos e as nossas frustrações.
Em nossos outros livros sobre planejamento estratégico, qualidade de vida e longevidade, também recomendamos, como de grande importância no mundo atual, a elaboração de planos e projetos pessoais de vida. Com as grandes e rápidas variações atuais de nosso mundo, nas suas várias perspectivas de desenvolvimento, planejar o nosso futuro torna-se vital
As mudanças em certas áreas são rápidas e grandiosas e mais, o progresso caminha em progressão geométrica e não aritmética. Isto querendo dizer que evidenciamos verdadeiros saltos nas nossas perspectivas futuras. Podemos então imaginar com facilidade como seremos e estaremos em 2050? Não. Mas o que teremos nos próximos anos há melhores possibilidades de acertar. Por isto a nossa recomendação de planejar a nossa vida a curto prazo.
Nós, os brasileiros, não fomos acostumados a duas coisas essenciais da vida: planejar o amanhã e guardar as memórias do passado. Dois “pecados capitais”. Costumamos dizer: “o futuro a Deus pertence!”. Claro que pertence sim, mas Ele nos deixa livres para as nossas decisões e podemos lhe dar uma grande “ajuda” e sermos felizes, vivermos mais e melhor. Ele agradecerá.
Então o conselho que sempre damos, em escritos, palestras e pelos órgãos de comunicações, é a elaboração de um plano de vida, que pode ser escrito de uma maneira simples e fácil em um caderno ou pequeno livreto. Para o idoso o planejamento futuro nos parece ainda mais importante e deve ser menor (indicamos um ou dois anos). Será mais fácil, correto e de grande “sabor” quando realizamos aquilo que foi planejado e, mais ainda, quando realizamos coisas boas alem do previsto.
As regras que damos para todos são simples: o que fazer, como e quando, o que evitar e o que não fazer. Mas também importante, será pensar nas eventualidades não previstas e ter as indicações de como evitá-las ou mudar o nosso plano.
De início até poderá parecer muito difícil, mas com a prática pode-se tornar um “jogo” muito bom para o exercício de nosso cérebro. Vamos jogar com a nossa vida? Um convite para 2011.
Antero Coelho Neto - Médico, professor e presidente da Academia Cearense de Medicina
terça-feira, março 15, 2011
COMUNICAÇÃO EM SAÚDE
29.12.2010
Neste final de ano quero agradecer aos meus leitores que prestigiam e valorizam o que escrevo. Como é bom ouvir de vocês que gostam do que escrevo. São momentos de sensações profundas da minha vida que valem a pena. Por isso a valorização que comento sempre da comunicação nos níveis individuais e coletivos.
Por uma feliz coincidência estava na Organização Mundial da Saúde (OMS), no início da década de 90, quando o tema da “promoção da saúde” começava a ser analisado e desenvolvido. Ao regressar para o Brasil, em 1994, centralizei minhas atividades e atenção nesta área da saúde, juntamente com os condicionantes da nossa qualidade de vida e da longevidade, que formam a “trinca” responsável por uma vida longa e saudável.
Tenho tentado ampliar o tema em uma magnitude mais significativa e útil. Como já destaquei antes, ele está constituído pela prevenção das enfermidades, prática de estilos de vida saudáveis, proteção contra os fatores de riscos (físicos, químicos e biológicos), ambiente saudável e comunicação em saúde.
Gostaria de destacar o papel da comunicação entre o médico, seus clientes e o povo em geral. Falo da comunicação em saúde nos seus vários aspectos técnicos e operacionais entre todos os participantes do processo. Isto tem melhorado nos últimos anos, mas ainda é insuficiente pelo muito que é necessário.
Em primeiro lugar, deve o médico ressaltar para seus clientes, e população em geral, a grandeza desses componentes fazendo com que eles saibam as vantagens do uso da comunicação na prevenção e cura das doenças.
Também, comunicar os aspectos gerais e específicos das enfermidades possíveis ou existentes e as suas diferentes possibilidades presentes e futuras para eles e para seus familiares. Antigamente a nossa profissão quase nada informava para os pacientes e menos ainda para o público em geral. Felizmente isso mudou e muitos dos nossos atuais médicos são importantes comunicadores.
Mas também é necessário destacar, principalmente quando falamos de pacientes idosos, o inverso. Falo das informações que o paciente deve dar para o seu médico e que é, simplesmente, vital. Usando muitos medicamentos, quando vão se consultar com um novo médico, o que é muito frequente no nosso país, não lembram nomes e dosagens e alguns evitam até falar neles. E o resultado é a possibilidade de perigoso acúmulo ou para-efeitos. Por isso, recomendo sempre que guardem todas as receitas e bulas em uma espécie de “dossier” da saúde e levem para seus médicos nas novas consultas. Garanto que eles ficarão eternamente gratos.
Assim, usando este jornal amigo, desejo para todos vocês um Ano Novo cheio de “boas” comunicações individuais e coletivas. E, aproveitando o demonstrado em várias pesquisas de organizações famosas que “comunicar faz bem à saúde e a nossa longevidade”, vamos aumentar ainda mais os idosos saudáveis em 2011?
Antero Coelho Neto - Médico, Prof. e Pres.da Academia Cearense
Neste final de ano quero agradecer aos meus leitores que prestigiam e valorizam o que escrevo. Como é bom ouvir de vocês que gostam do que escrevo. São momentos de sensações profundas da minha vida que valem a pena. Por isso a valorização que comento sempre da comunicação nos níveis individuais e coletivos.
Por uma feliz coincidência estava na Organização Mundial da Saúde (OMS), no início da década de 90, quando o tema da “promoção da saúde” começava a ser analisado e desenvolvido. Ao regressar para o Brasil, em 1994, centralizei minhas atividades e atenção nesta área da saúde, juntamente com os condicionantes da nossa qualidade de vida e da longevidade, que formam a “trinca” responsável por uma vida longa e saudável.
Tenho tentado ampliar o tema em uma magnitude mais significativa e útil. Como já destaquei antes, ele está constituído pela prevenção das enfermidades, prática de estilos de vida saudáveis, proteção contra os fatores de riscos (físicos, químicos e biológicos), ambiente saudável e comunicação em saúde.
Gostaria de destacar o papel da comunicação entre o médico, seus clientes e o povo em geral. Falo da comunicação em saúde nos seus vários aspectos técnicos e operacionais entre todos os participantes do processo. Isto tem melhorado nos últimos anos, mas ainda é insuficiente pelo muito que é necessário.
Em primeiro lugar, deve o médico ressaltar para seus clientes, e população em geral, a grandeza desses componentes fazendo com que eles saibam as vantagens do uso da comunicação na prevenção e cura das doenças.
Também, comunicar os aspectos gerais e específicos das enfermidades possíveis ou existentes e as suas diferentes possibilidades presentes e futuras para eles e para seus familiares. Antigamente a nossa profissão quase nada informava para os pacientes e menos ainda para o público em geral. Felizmente isso mudou e muitos dos nossos atuais médicos são importantes comunicadores.
Mas também é necessário destacar, principalmente quando falamos de pacientes idosos, o inverso. Falo das informações que o paciente deve dar para o seu médico e que é, simplesmente, vital. Usando muitos medicamentos, quando vão se consultar com um novo médico, o que é muito frequente no nosso país, não lembram nomes e dosagens e alguns evitam até falar neles. E o resultado é a possibilidade de perigoso acúmulo ou para-efeitos. Por isso, recomendo sempre que guardem todas as receitas e bulas em uma espécie de “dossier” da saúde e levem para seus médicos nas novas consultas. Garanto que eles ficarão eternamente gratos.
Assim, usando este jornal amigo, desejo para todos vocês um Ano Novo cheio de “boas” comunicações individuais e coletivas. E, aproveitando o demonstrado em várias pesquisas de organizações famosas que “comunicar faz bem à saúde e a nossa longevidade”, vamos aumentar ainda mais os idosos saudáveis em 2011?
Antero Coelho Neto - Médico, Prof. e Pres.da Academia Cearense
A nossa consciência
03.11.2010
Na prática de nossa vida, as pessoas entendem “consciência” como a responsável pelo conhecimento de nossos atos e constitui como que apenas uma “análise crítica” do que fazemos. Mas ela tem uma importância muito maior e constitui uma dimensão da vida que perdemos muito quando não sabemos utilizá-la nos seus “poderes e capacidades” para a melhoria e engrandecimento de nossa vida.
Constitui a total diferenciação entre o homem e os animais.
Somente o homem tem consciência de seus atos e pode valorizá-los, modificá-los e utilizá-los para o bem e para o mal e isto ocorre pela existência da nossa córtex cerebral que os animais não possuem. Por isso alguns pesquisadores afirmam que, depois da qualidade e da quantidade, a dimensão mais importante de vida na prática diária é a consciência. E elas estão intimamente vinculadas.
A chamada “consciência objetiva” nos possibilita que os fenômenos sejam conhecidos e manipulados pelo indivíduo e principalmente representada pelos verbos amar, ser, querer, ter, fazer etc. e a “consciência subjetiva” consiste na capacidade que temos de perceber, conceituar, representar, etc. A junção das duas consciências dá uma enorme importância para a nossa vida. Querer uma coisa e usar a força da consciência para alcançá-la é a maneira correta e possível que devemos e podemos utilizar.
“Eu quero aquele carro!” “Quero aquela casa!” “Eu vou mudar meus hábitos apesar das dificuldades!” “Sei o quanto será difícil, mas vou
ser aprovado nesse concurso!” “Eu serei presidente da República!”
E conseguimos. E muitas coisas mais podemos fazer, utilizando a força de nossa consciência. O mecanismo como isso ocorre ainda não tem uma completa explicação dos estudiosos no assunto: psicólogos, biólogos, endocrinólogos, psiquiatras, neurologistas etc.
A explicação mais provável estaria na possibilidade que temos de poder atuar nos nossos próprios neurotransmissores nos seus diferentes tipos: noradrenalina, serotonina, dopamina, dopa, acetilcolina, neuropeptídios, etc., e assim nos dando a aceitação dos fatos, tranquilidade no seus manejos, força para continuar atuando frente aos problemas, valorizando ou não os diferentes novos fatos etc.
Outros afirmam que o mecanismo é muito diferente e não teria o papel tão importante dos neurotransmissores. Tudo indica que a explicação não esteja circunscrita à nenhuma área cerebral específica, mas se espalhe difusamente pelo celebro.
Mas seja como for, vamos tentar utilizar a nossa consciência? Vamos buscar utilizar o seu valor nas mudanças necessárias de nosso comportamento? Vamos nos olhar no espelho todas as manhãs e dizer “Eu sou lindo!”. Uma coisa temos já a certeza. Ficaremos lindos, pelo menos para nós mesmos.
E é o que mais interessa, não?
ANTERO COELHO NETO
03.11.2010
Na prática de nossa vida, as pessoas entendem “consciência” como a responsável pelo conhecimento de nossos atos e constitui como que apenas uma “análise crítica” do que fazemos. Mas ela tem uma importância muito maior e constitui uma dimensão da vida que perdemos muito quando não sabemos utilizá-la nos seus “poderes e capacidades” para a melhoria e engrandecimento de nossa vida.
Constitui a total diferenciação entre o homem e os animais.
Somente o homem tem consciência de seus atos e pode valorizá-los, modificá-los e utilizá-los para o bem e para o mal e isto ocorre pela existência da nossa córtex cerebral que os animais não possuem. Por isso alguns pesquisadores afirmam que, depois da qualidade e da quantidade, a dimensão mais importante de vida na prática diária é a consciência. E elas estão intimamente vinculadas.
A chamada “consciência objetiva” nos possibilita que os fenômenos sejam conhecidos e manipulados pelo indivíduo e principalmente representada pelos verbos amar, ser, querer, ter, fazer etc. e a “consciência subjetiva” consiste na capacidade que temos de perceber, conceituar, representar, etc. A junção das duas consciências dá uma enorme importância para a nossa vida. Querer uma coisa e usar a força da consciência para alcançá-la é a maneira correta e possível que devemos e podemos utilizar.
“Eu quero aquele carro!” “Quero aquela casa!” “Eu vou mudar meus hábitos apesar das dificuldades!” “Sei o quanto será difícil, mas vou
ser aprovado nesse concurso!” “Eu serei presidente da República!”
E conseguimos. E muitas coisas mais podemos fazer, utilizando a força de nossa consciência. O mecanismo como isso ocorre ainda não tem uma completa explicação dos estudiosos no assunto: psicólogos, biólogos, endocrinólogos, psiquiatras, neurologistas etc.
A explicação mais provável estaria na possibilidade que temos de poder atuar nos nossos próprios neurotransmissores nos seus diferentes tipos: noradrenalina, serotonina, dopamina, dopa, acetilcolina, neuropeptídios, etc., e assim nos dando a aceitação dos fatos, tranquilidade no seus manejos, força para continuar atuando frente aos problemas, valorizando ou não os diferentes novos fatos etc.
Outros afirmam que o mecanismo é muito diferente e não teria o papel tão importante dos neurotransmissores. Tudo indica que a explicação não esteja circunscrita à nenhuma área cerebral específica, mas se espalhe difusamente pelo celebro.
Mas seja como for, vamos tentar utilizar a nossa consciência? Vamos buscar utilizar o seu valor nas mudanças necessárias de nosso comportamento? Vamos nos olhar no espelho todas as manhãs e dizer “Eu sou lindo!”. Uma coisa temos já a certeza. Ficaremos lindos, pelo menos para nós mesmos.
E é o que mais interessa, não?
ANTERO COELHO NETO
segunda-feira, novembro 01, 2010
CINCO SENTIDOS NA QUALIDADE DE VIDA
Quando se analisa a imensa literatura científica sobre Qualidade de Vida verificamos a enormidade dos estudos e trabalhos realizados sobre a manutenção, desenvolvimento, melhoria, tratamento e valorização da nossa vida através dos 5 Sentidos (capacidades). A visão, audição, paladar, tato e olfato são as razões claras e necessárias da existência de centenas de especialidades, sub-especialidades e práticas em saúde, psicologia, educação, trabalho, esportes, etc. E muita coisa se estuda e se faz, há muitos anos, para manter os nossos sentidos livres de qualquer lesão ou patologia.
Infelizmente, apesar do enorme desenvolvimento de técnicas utilizando os nossos 5 sentidos, elas não são praticadas pelos vários profissionais envolvidos na promoção da saúde da população em geral com a devida importância e freqüência, na terapêutica de doenças como a ansiedade, depressão, estresse e outras patologias importantes.
Temos estudado, usado e indicado essa prática e os resultados da chamada “terapia pelos sentidos”, têm sido excelentes. Os 5 sentidos são elementos importantes na formação de nossos hábitos e é evidente que a decisão de mudá-los é fundamental e deve existir. E mudar hábitos e costumes, sabemos todos, não é fácil. Assim , para melhorar a nossa vida, destacamos:
Usar a Visão como um sentido terapêutico, nos colocando em um ambiente calmo e próprio, olhando fotos, slides, filmes, vídeos, televisão, etc. em momentos de total concentração e satisfação, esquecendo todas as situações adversas existentes. Mas é na leitura e escrita que encontramos a maior e nem sempre bem utilizada aplicação do sentido da Visão. Ler suficiente e adequadamente e saber utilizar a arte de escrever, é uma grande indicação para solucionar os maiores problemas diários, possibilitando uma grande melhoria de nossa vida.
A Audição tem sido utilizada com excelentes resultados, ouvindo o som agradável do ambiente natural em total relaxamento ou ouvindo o som de músicas lindas e queridas através dos aparelhos técnicos modernos que podem transmitir sons extremamente agradáveis. Alguns, fanáticos de músicas especiais, chegam a entrar em verdadeiros “êxtases psicológicos”, como chamamos na prática alegre de nossa abordagem.
Na utilização do Paladar temos a necessidade de alimentos especiais com grande sabor para o praticante e seu uso feito de maneira toda especial.
Degustar, por exemplo, o sabor de um vinho tinto especial, em grande concentração mental é uma pratica muito indicada, também pelo valor do vinho na nossa longevidade e pelo seu sabor delicioso.
O Olfato nos permite sentir o cheiro de um ambiente natural com variados perfumes que pode ser utilizado para nos ajudar a alcançar outros planos de sensação. Alguns cientistas utilizam diferentes baterias com cheiros variados com ótimos resultados no relaxamento corporal e mental. Muitos de nós guarda o cheiro que sentimos em alguns locais quando crianças.
E o Tato humano também constitui um excepcional Sentido para relaxar e fazer esquecer as vicissitudes da vida. Utilizar as mãos passando suavemente sobre a pele do rosto, pescoço, tórax e barriga para fazer carícias com o pensamento em coisas boas da vida pode dar um grande relaxamento. E o beijo com amor tem sido o suporte maior de muitos momentos e destacado em lindos livros, teatros e filmes.
E é grátis o uso de nossos Sentidos auxiliando o custo de medicamentos que são necessários nessas eventualidades patológicas.
É isto ai amigos, o uso dos 5 Sentidos auxiliando na cura ou profilaxia de muitas sensibilidades patológicas da vida humana. Acreditem e depois creditem ao nosso Deus que nos deu essas incríveis sensações.
Antero Coelho Neto
Infelizmente, apesar do enorme desenvolvimento de técnicas utilizando os nossos 5 sentidos, elas não são praticadas pelos vários profissionais envolvidos na promoção da saúde da população em geral com a devida importância e freqüência, na terapêutica de doenças como a ansiedade, depressão, estresse e outras patologias importantes.
Temos estudado, usado e indicado essa prática e os resultados da chamada “terapia pelos sentidos”, têm sido excelentes. Os 5 sentidos são elementos importantes na formação de nossos hábitos e é evidente que a decisão de mudá-los é fundamental e deve existir. E mudar hábitos e costumes, sabemos todos, não é fácil. Assim , para melhorar a nossa vida, destacamos:
Usar a Visão como um sentido terapêutico, nos colocando em um ambiente calmo e próprio, olhando fotos, slides, filmes, vídeos, televisão, etc. em momentos de total concentração e satisfação, esquecendo todas as situações adversas existentes. Mas é na leitura e escrita que encontramos a maior e nem sempre bem utilizada aplicação do sentido da Visão. Ler suficiente e adequadamente e saber utilizar a arte de escrever, é uma grande indicação para solucionar os maiores problemas diários, possibilitando uma grande melhoria de nossa vida.
A Audição tem sido utilizada com excelentes resultados, ouvindo o som agradável do ambiente natural em total relaxamento ou ouvindo o som de músicas lindas e queridas através dos aparelhos técnicos modernos que podem transmitir sons extremamente agradáveis. Alguns, fanáticos de músicas especiais, chegam a entrar em verdadeiros “êxtases psicológicos”, como chamamos na prática alegre de nossa abordagem.
Na utilização do Paladar temos a necessidade de alimentos especiais com grande sabor para o praticante e seu uso feito de maneira toda especial.
Degustar, por exemplo, o sabor de um vinho tinto especial, em grande concentração mental é uma pratica muito indicada, também pelo valor do vinho na nossa longevidade e pelo seu sabor delicioso.
O Olfato nos permite sentir o cheiro de um ambiente natural com variados perfumes que pode ser utilizado para nos ajudar a alcançar outros planos de sensação. Alguns cientistas utilizam diferentes baterias com cheiros variados com ótimos resultados no relaxamento corporal e mental. Muitos de nós guarda o cheiro que sentimos em alguns locais quando crianças.
E o Tato humano também constitui um excepcional Sentido para relaxar e fazer esquecer as vicissitudes da vida. Utilizar as mãos passando suavemente sobre a pele do rosto, pescoço, tórax e barriga para fazer carícias com o pensamento em coisas boas da vida pode dar um grande relaxamento. E o beijo com amor tem sido o suporte maior de muitos momentos e destacado em lindos livros, teatros e filmes.
E é grátis o uso de nossos Sentidos auxiliando o custo de medicamentos que são necessários nessas eventualidades patológicas.
É isto ai amigos, o uso dos 5 Sentidos auxiliando na cura ou profilaxia de muitas sensibilidades patológicas da vida humana. Acreditem e depois creditem ao nosso Deus que nos deu essas incríveis sensações.
Antero Coelho Neto
terça-feira, agosto 24, 2010
"Nosso Velho Querido"
NOSSO VELHO QUERIDO
Na luta que temos para a promoção da saúde e prevenção das doenças nas
idades extremas da vida – infância e velhice – é que encontramos as
barreiras mais complexas e desafiantes.
E, das idades extremas, a velhice no Brasil é a mais carente de ajuda e de
suporte. No racional e cruel jogo das prioridades, simplesmente "elimina-se"
o velho.
As barreiras psicossociais são graves e importantes na medida em que há uma
profunda mudança no comportamento do próprio indivíduo ao atingir a velhice
ao lado da clássica e criticável atitude de rejeição dos familiares, ainda
comum em algumas sociedades do mundo. No Brasil estamos, felizmente,
começando a melhorar.
A causa fundamental dessa mudança comportamental é o medo que muitos temos
da velhice. Medo biológico da deficiência ou incapacidade funcional de todos
os nossos órgãos vitais e da vida em relação ao meio exterior. Medo
fisiológico da diminuição das motivações orgânicas, determinantes que são as
mais preocupantes para os homens em geral. E há, também, o medo da
ociosidade, da dependência, da segregação familiar e da sociedade. Chegar ao
o momento do "nada fazer" e do "nada poder fazer" é uma cruel antevisão do
homem maduro no mundo moderno. Quando as taxas de desemprego atingem valores
insuportáveis, essa situação agrava-se ainda mais.
As barreiras orgânicas, representadas pela patologia das células e dos
órgãos envelhecidos são de enorme complexidade pelo pouco conhecimento que a
ciência dispõe sobre as causas fisiopatológicas do processo de
envelhecimento protoplasmático e, principalmente, sobre a sua morte.
Várias e graves doenças acontecem após os 50 anos de idade acometendo os
sistemas cardio-vascular, endócrino, urinário, respiratório, digestivo,
músculo-esquelético e metabolismo. Sem esquecer, naturalmente, o estigma do
câncer que, inexoravelmente, aparece com maior freqüência à medida que
avançamos nos anos. As ciências médicas não conseguiram ainda aquele
progresso que desejávamos no tratamento dessas inúmeras doenças mas o
progresso nessa década passada foi muito estimulante.
As barreiras funcionais ainda são muito complexas pois há uma grande
inadequação gerencial na administração dos problemas dos indivíduos da
terceira e quarta idades e a não utilização da Promoção da Saúde e
dos devidos níveis de atenção da saúde da população.
O Censo Brasil 2010, iniciado este mês, será de enorme importância para
comprovar o progresso de nossos idosos. E em 2020 estaremos aqui, novamente,
para comentar as melhorias alcançadas. De acordo?
Dr. Antero Coelho Neto
Médico e Professor
Na luta que temos para a promoção da saúde e prevenção das doenças nas
idades extremas da vida – infância e velhice – é que encontramos as
barreiras mais complexas e desafiantes.
E, das idades extremas, a velhice no Brasil é a mais carente de ajuda e de
suporte. No racional e cruel jogo das prioridades, simplesmente "elimina-se"
o velho.
As barreiras psicossociais são graves e importantes na medida em que há uma
profunda mudança no comportamento do próprio indivíduo ao atingir a velhice
ao lado da clássica e criticável atitude de rejeição dos familiares, ainda
comum em algumas sociedades do mundo. No Brasil estamos, felizmente,
começando a melhorar.
A causa fundamental dessa mudança comportamental é o medo que muitos temos
da velhice. Medo biológico da deficiência ou incapacidade funcional de todos
os nossos órgãos vitais e da vida em relação ao meio exterior. Medo
fisiológico da diminuição das motivações orgânicas, determinantes que são as
mais preocupantes para os homens em geral. E há, também, o medo da
ociosidade, da dependência, da segregação familiar e da sociedade. Chegar ao
o momento do "nada fazer" e do "nada poder fazer" é uma cruel antevisão do
homem maduro no mundo moderno. Quando as taxas de desemprego atingem valores
insuportáveis, essa situação agrava-se ainda mais.
As barreiras orgânicas, representadas pela patologia das células e dos
órgãos envelhecidos são de enorme complexidade pelo pouco conhecimento que a
ciência dispõe sobre as causas fisiopatológicas do processo de
envelhecimento protoplasmático e, principalmente, sobre a sua morte.
Várias e graves doenças acontecem após os 50 anos de idade acometendo os
sistemas cardio-vascular, endócrino, urinário, respiratório, digestivo,
músculo-esquelético e metabolismo. Sem esquecer, naturalmente, o estigma do
câncer que, inexoravelmente, aparece com maior freqüência à medida que
avançamos nos anos. As ciências médicas não conseguiram ainda aquele
progresso que desejávamos no tratamento dessas inúmeras doenças mas o
progresso nessa década passada foi muito estimulante.
As barreiras funcionais ainda são muito complexas pois há uma grande
inadequação gerencial na administração dos problemas dos indivíduos da
terceira e quarta idades e a não utilização da Promoção da Saúde e
dos devidos níveis de atenção da saúde da população.
O Censo Brasil 2010, iniciado este mês, será de enorme importância para
comprovar o progresso de nossos idosos. E em 2020 estaremos aqui, novamente,
para comentar as melhorias alcançadas. De acordo?
Dr. Antero Coelho Neto
Médico e Professor
ProQVida
O IQVida , desde há algum tempo não tem mais personalidade jurídica como organismo operacional e fiscal
Presentemente constitui um dos Programas da Fundação Brasil Cidadão e denominado ProQVida. Com isto acreditamos que ganharemos muito mais operacionalidade e conseguiremos com muito mais facilidade atingir os nossos objetivos técnicos e científicos.
Antero Coelho Neto
Presentemente constitui um dos Programas da Fundação Brasil Cidadão e denominado ProQVida. Com isto acreditamos que ganharemos muito mais operacionalidade e conseguiremos com muito mais facilidade atingir os nossos objetivos técnicos e científicos.
Antero Coelho Neto
domingo, junho 20, 2010
Amor na Vida
A grande importância do amor como um dos elementos condicionantes de nossa Qualidade de Vida e também Longevidade, somente foi conhecida e destacada pelos pesquisadores há poucos anos. Amor, qualidade de vida e longevidade eram sempre analisados como condições independentes.
Amor tem sido assunto de grande destaque e de ampla e belíssima significação por escritores, poetas, cantores e religiosos. Mas na minha infância e até poucos anos atrás a palavra Amor era reservada para configurar a procurada situação emocional entre sexos opostos ou, o amor à Deus.
Meu pai, jamais disse que me amava e eu sei que era isso o que ele sentia pelos seus filhos..Maravilhas sobre o Amor foram escritas de várias maneiras, desde há muitos séculos, passando pelo filósofo grego Platão quando descreveu seu tipo de Amor com ampla e belíssima interpretação que, depois, muitos confundiram com a de um amor impossível. Mas somente há poucos anos as ciências modernas têm revelado que, quando se ama há uma grande mobilização de nosso corpo físico com a elaboração dos chamados neuro-transmissores da felicidade, satisfação, prazer e bem estar (serotonina, acetil-colina, noradrenalina, etc) acarretando uma melhoria da nossa qualidade de vida e também de nossa maior longevidade.
Quem ama mais, vive mais e melhor! Por isso a nossa campanha para que o termo “amor” tenha o seu importante destaque e seja também utilizado entre os homens. Sem a necessidade de uma confusão com o homossexualismo.
Nas mulheres, a permanência por mais anos de vida elaborando o hormônio do crescimento e de mais melatonina (a glândula pineal que fabrica este hormônio permanece mais anos na mulher) fazem com que elas vivam mais (no Brasil 8 anos) que os homens. E como se acostumaram desde o princípio a amar na expressão maior do termo, tem sua qualidade de vida facilitada para melhor.
E o amor do idoso e da idosa? Continua a vantagem para as “nossas” mulheres idosas que, muito frequentemente, amam sem grandes interesses e de uma maneira mais “doce”, alegre e mais permanente. É neste importante momento de minha vida, quando faço uma análise mais detalhada do meu presente e passado, de minhas memórias, que eu encontro diversos momentos em que deveria ter amado mais, dado mais de mim, oferecido mais carinho. Mas eu não sabia o que sei hoje em dia, não tinha o conhecimento para tais transformações de comportamento pois arrastava a pesada carga de uma herança de preconceitos e repressão cultural.
Muitos homens idosos pensam e agem ainda de uma maneira teimosa de não querer mudar. “Eu sou assim mulher e você tem que me aguentar”. E elas aguentam sim, até a nossa partida quando então elas contratam um jovem e alegre dançarino para ir às festas dançar e ser felizes. E outras coisas mais.Vale então esta minha advertência aos “machos” que ainda pensam assim e não sabem que estão perdendo muitos anos de vida com qualidade. Por isso minha atual e frequente conclamação: machos copiem as mulheres (nesse bom sentido, claro) e vivam mais anos com satisfação e felicidade. Eu sempre brinco e digo nas minhas palestras, conferências, programas de rádio: Eu estou cada vez mais feminino. E elas adoram quando ouvem isso.
Amor tem sido assunto de grande destaque e de ampla e belíssima significação por escritores, poetas, cantores e religiosos. Mas na minha infância e até poucos anos atrás a palavra Amor era reservada para configurar a procurada situação emocional entre sexos opostos ou, o amor à Deus.
Meu pai, jamais disse que me amava e eu sei que era isso o que ele sentia pelos seus filhos..Maravilhas sobre o Amor foram escritas de várias maneiras, desde há muitos séculos, passando pelo filósofo grego Platão quando descreveu seu tipo de Amor com ampla e belíssima interpretação que, depois, muitos confundiram com a de um amor impossível. Mas somente há poucos anos as ciências modernas têm revelado que, quando se ama há uma grande mobilização de nosso corpo físico com a elaboração dos chamados neuro-transmissores da felicidade, satisfação, prazer e bem estar (serotonina, acetil-colina, noradrenalina, etc) acarretando uma melhoria da nossa qualidade de vida e também de nossa maior longevidade.
Quem ama mais, vive mais e melhor! Por isso a nossa campanha para que o termo “amor” tenha o seu importante destaque e seja também utilizado entre os homens. Sem a necessidade de uma confusão com o homossexualismo.
Nas mulheres, a permanência por mais anos de vida elaborando o hormônio do crescimento e de mais melatonina (a glândula pineal que fabrica este hormônio permanece mais anos na mulher) fazem com que elas vivam mais (no Brasil 8 anos) que os homens. E como se acostumaram desde o princípio a amar na expressão maior do termo, tem sua qualidade de vida facilitada para melhor.
E o amor do idoso e da idosa? Continua a vantagem para as “nossas” mulheres idosas que, muito frequentemente, amam sem grandes interesses e de uma maneira mais “doce”, alegre e mais permanente. É neste importante momento de minha vida, quando faço uma análise mais detalhada do meu presente e passado, de minhas memórias, que eu encontro diversos momentos em que deveria ter amado mais, dado mais de mim, oferecido mais carinho. Mas eu não sabia o que sei hoje em dia, não tinha o conhecimento para tais transformações de comportamento pois arrastava a pesada carga de uma herança de preconceitos e repressão cultural.
Muitos homens idosos pensam e agem ainda de uma maneira teimosa de não querer mudar. “Eu sou assim mulher e você tem que me aguentar”. E elas aguentam sim, até a nossa partida quando então elas contratam um jovem e alegre dançarino para ir às festas dançar e ser felizes. E outras coisas mais.Vale então esta minha advertência aos “machos” que ainda pensam assim e não sabem que estão perdendo muitos anos de vida com qualidade. Por isso minha atual e frequente conclamação: machos copiem as mulheres (nesse bom sentido, claro) e vivam mais anos com satisfação e felicidade. Eu sempre brinco e digo nas minhas palestras, conferências, programas de rádio: Eu estou cada vez mais feminino. E elas adoram quando ouvem isso.
terça-feira, maio 11, 2010
"Saúde só, é pouco!"
SAÚDE SÓ, É POUCO!
Está chegando no Brasil a conscientização da importância de “trabalhar” a qualidade de vida dos enfermos pelos profissionais de saúde que são responsáveis por eles. Estamos começando a acreditar e praticar a afirmação de que “saúde só é pouco”. Isto querendo significar que devemos ir além de, simplesmente, curar o enfermo.
Assumiremos a cultura de pensar em Q.V. para os nossos doentes e que isto não é um luxo impossível, mesmo para os milhões de brasileiros pobres e portadores de doenças.
Buscar a melhoria da Q.V. vai envolver a saúde dentro de um processo global da qual ela não pode ser manejada isoladamente. Sem uma visão integrada e holística de nossos clientes dentro das dimensões da vida, a saúde que por acaso possa ser alcançada, não terá sustentabilidade.
Um aspecto que destacaremos é que o conhecido e tradicional check-up, que se iniciou na década dos 60’s, teve seu máximo desenvolvimento nos anos 70’s, 80’s e 90,s. Agora começa a ser contestado, apesar de muitas pessoas ainda seguirem com o duvidoso hábito. Ele está dirigido para o diagnóstico das condições de saúde no momento e de prováveis enfermidades existentes.
Através de uma grande bateria de exames laboratoriais sofisticados e a partir de um diagnóstico negativo, presumem que o cliente está livre para viver a sua vida como vinha fazendo. Com os exames “normais”, e isso acontece na maior parte dos casos, o comportamento do cliente quase sempre é: “estou ótimo, posso continuar fazendo tudo como dantes” ou “posso continuar comendo, bebendo, sedentário e fumando como sempre”.
Está dirigido principalmente para detectar enfermidades, de acordo com os padrões médicos de uma época que já está passando, com o “mistério” científico cultivado exageradamente..
Esse check-up tradicional também ainda é utilizado por pessoas que, pagando caro por um seguro ou plano de saúde, tentam compensar esse alto custo fazendo exames. Assim, no momento atual dos nossos conhecimentos e de acordo com os nossos princípios dirigidos para um processo integral de melhoria de qualidade de vida e na tentativa de obtenção de uma vida saudável sem enfermidades, mas também com satisfação, estamos indicando o que denominamos o “check-up para a vida”.
Esse exame, de custo muito baixo, utilizando somente os exames laboratoriais complementares que sejam necessários pelos reais fatores de risco, é indicado para determinar as possibilidades futuras do cliente manter-se saudável, identificar uma doença não conhecida antes, verificar a progressão dessa patologia e suas possibilidades futuras e, principalmente, utilizar o exame como instrumento educacional e orientador de uma vida saudável. Durante esse exame explicamos os diferentes elementos importantes para a prevenção de futuras enfermidades próprias da idade se não forem tomadas ações preventivas e de proteção; estimulamos a adoção de novos hábitos que sejam saudáveis e analisamos, com mais detalhes, alguns aspectos do corpo (distribuição da gordura, dados antropométricos, posturas, etc.).
Acreditamos que, assim, temos muito mais condições de ajudar a todos que querem ter uma vida mais longa e mais saudável, utilizando um exame muito mais econômico e de melhor qualidade. Nele você fala com seu médico e não com as máquinas.
Este é o cenário prospectivo e futurista que faço para o Brasil nesta década. Vocês estão de acordo?
Antero Coelho Neto –
Médico e professor
Está chegando no Brasil a conscientização da importância de “trabalhar” a qualidade de vida dos enfermos pelos profissionais de saúde que são responsáveis por eles. Estamos começando a acreditar e praticar a afirmação de que “saúde só é pouco”. Isto querendo significar que devemos ir além de, simplesmente, curar o enfermo.
Assumiremos a cultura de pensar em Q.V. para os nossos doentes e que isto não é um luxo impossível, mesmo para os milhões de brasileiros pobres e portadores de doenças.
Buscar a melhoria da Q.V. vai envolver a saúde dentro de um processo global da qual ela não pode ser manejada isoladamente. Sem uma visão integrada e holística de nossos clientes dentro das dimensões da vida, a saúde que por acaso possa ser alcançada, não terá sustentabilidade.
Um aspecto que destacaremos é que o conhecido e tradicional check-up, que se iniciou na década dos 60’s, teve seu máximo desenvolvimento nos anos 70’s, 80’s e 90,s. Agora começa a ser contestado, apesar de muitas pessoas ainda seguirem com o duvidoso hábito. Ele está dirigido para o diagnóstico das condições de saúde no momento e de prováveis enfermidades existentes.
Através de uma grande bateria de exames laboratoriais sofisticados e a partir de um diagnóstico negativo, presumem que o cliente está livre para viver a sua vida como vinha fazendo. Com os exames “normais”, e isso acontece na maior parte dos casos, o comportamento do cliente quase sempre é: “estou ótimo, posso continuar fazendo tudo como dantes” ou “posso continuar comendo, bebendo, sedentário e fumando como sempre”.
Está dirigido principalmente para detectar enfermidades, de acordo com os padrões médicos de uma época que já está passando, com o “mistério” científico cultivado exageradamente..
Esse check-up tradicional também ainda é utilizado por pessoas que, pagando caro por um seguro ou plano de saúde, tentam compensar esse alto custo fazendo exames. Assim, no momento atual dos nossos conhecimentos e de acordo com os nossos princípios dirigidos para um processo integral de melhoria de qualidade de vida e na tentativa de obtenção de uma vida saudável sem enfermidades, mas também com satisfação, estamos indicando o que denominamos o “check-up para a vida”.
Esse exame, de custo muito baixo, utilizando somente os exames laboratoriais complementares que sejam necessários pelos reais fatores de risco, é indicado para determinar as possibilidades futuras do cliente manter-se saudável, identificar uma doença não conhecida antes, verificar a progressão dessa patologia e suas possibilidades futuras e, principalmente, utilizar o exame como instrumento educacional e orientador de uma vida saudável. Durante esse exame explicamos os diferentes elementos importantes para a prevenção de futuras enfermidades próprias da idade se não forem tomadas ações preventivas e de proteção; estimulamos a adoção de novos hábitos que sejam saudáveis e analisamos, com mais detalhes, alguns aspectos do corpo (distribuição da gordura, dados antropométricos, posturas, etc.).
Acreditamos que, assim, temos muito mais condições de ajudar a todos que querem ter uma vida mais longa e mais saudável, utilizando um exame muito mais econômico e de melhor qualidade. Nele você fala com seu médico e não com as máquinas.
Este é o cenário prospectivo e futurista que faço para o Brasil nesta década. Vocês estão de acordo?
Antero Coelho Neto –
Médico e professor
quarta-feira, março 03, 2010
"Riscos Físicos, os esquecidos".
O Povo -Opinião
Artigo
Riscos físicos, os esquecidos.
Antero Coelho Neto -03 Mar 2010
Entre os condicionantes fundamentais da promoção da saúde e garantia da longevidade, estão os cuidados físicos, químicos e biológicos. A evidência da necessidade de prevenção em cuidados especiais com os riscos físicos, principalmente, vem se tornando cada vez maior na medida que a nossa longevidade aumenta.
Nos países desenvolvidos esses cuidados têm crescido e melhorado de uma maneira vertiginosa. As estatísticas européias, canadenses e americanas revelam que, mesmo assim, as probabilidades de acidentes e quedas dos idosos com fraturas de bacia e colo de fêmur são altamente preocupantes. Podem ocasionar que até 50% dos fraturados não mais se levantam e destes até 10% possam morrer no primeiro ano após o acidente. Uma estatística que chega a ser superior à morte por acidente vascular, primeira causa de morte, em pessoas acima de 80 anos de idade.
Daí a explicação simples do aumento extraordinário de medidas preventivas governamentais e privadas, com o desenvolvimento fabuloso da indústria contra os acidentes físicos, que passou a ser uma das maiores nos Estados Unidos.
No Brasil também foi comprovado que mais de 50% dos idosos com mais de 80 anos caem uma vez por ano. Como membro da ``Associação Internacional de Casas e Serviços para os Idosos-`` (IAHSA), participei há poucos anos, na Flórida, do maior congresso de tecnologia e saúde em minha longa vida profissional, com mais de 80 mil participantes e uma extraordinária programação e exibição tecnológica onde pude comprovar a enorme importância dada ao assunto: a queda nos idosos.
No sul do Brasil a preocupação com o assunto tem aumentado bastante, principalmente a partir do trabalho da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). No Ceará, infelizmente, apesar da ação da SBGG-CE na área da saúde pouco tem sido feito nas áreas públicas e privadas e isto não parece preocupar.
Qual o edifício residencial ou condomínio interessado no assunto? Quais os fabricantes e lojas especiais de produtos para prevenir os acidentes com os idosos? Riscos físicos em velhos? Que importância tem isso? E o pior: que autoridade municipal ou estadual está interessada em melhorar as calçadas, passeios e avenidas e retirar a sujeira para prevenir as quedas? Triste do velho como eu que sai de casa distante três quadras da praça do Hospital Militar para caminhar. E em lá chegando? Que tristeza!
A nossa nova e grande esperança é que agora com a questão ambiental atingindo a sua desejada importância os riscos físicos estejam concebidos dentro da nova concepção de ecologia integral relacionada à saúde.
Que a ecologia pessoal, social e ambiental estimule o conhecimento e as práticas preventivas e os cuidados com os riscos físicos. É o cuidado com o ambiente da casa, rua, quadra, bairro, cidade e, mais ainda, com o nosso próprio corpo (alimentação saudável, movimentação física, respiração adequada, sono e repouso necessários) e também o cuidado com outros seres humanos nossa grande esperança.
Que os profissionais de saúde e das áreas tecnológicas e sociais se integrem em nossa (SBGG-CE) grande luta contra os riscos físicos para a melhoria da qualidade de vida e maior longevidade ativa, criativa e saudável.
E que, principalmente, os nossos próximos eleitos lembrem-se disto e façam o que é preciso e têm o dever de fazer.
Viva o ambiente! Viva a vida!
Antero Coelho Neto - Médico e professor
Artigo
Riscos físicos, os esquecidos.
Antero Coelho Neto -03 Mar 2010
Entre os condicionantes fundamentais da promoção da saúde e garantia da longevidade, estão os cuidados físicos, químicos e biológicos. A evidência da necessidade de prevenção em cuidados especiais com os riscos físicos, principalmente, vem se tornando cada vez maior na medida que a nossa longevidade aumenta.
Nos países desenvolvidos esses cuidados têm crescido e melhorado de uma maneira vertiginosa. As estatísticas européias, canadenses e americanas revelam que, mesmo assim, as probabilidades de acidentes e quedas dos idosos com fraturas de bacia e colo de fêmur são altamente preocupantes. Podem ocasionar que até 50% dos fraturados não mais se levantam e destes até 10% possam morrer no primeiro ano após o acidente. Uma estatística que chega a ser superior à morte por acidente vascular, primeira causa de morte, em pessoas acima de 80 anos de idade.
Daí a explicação simples do aumento extraordinário de medidas preventivas governamentais e privadas, com o desenvolvimento fabuloso da indústria contra os acidentes físicos, que passou a ser uma das maiores nos Estados Unidos.
No Brasil também foi comprovado que mais de 50% dos idosos com mais de 80 anos caem uma vez por ano. Como membro da ``Associação Internacional de Casas e Serviços para os Idosos-`` (IAHSA), participei há poucos anos, na Flórida, do maior congresso de tecnologia e saúde em minha longa vida profissional, com mais de 80 mil participantes e uma extraordinária programação e exibição tecnológica onde pude comprovar a enorme importância dada ao assunto: a queda nos idosos.
No sul do Brasil a preocupação com o assunto tem aumentado bastante, principalmente a partir do trabalho da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). No Ceará, infelizmente, apesar da ação da SBGG-CE na área da saúde pouco tem sido feito nas áreas públicas e privadas e isto não parece preocupar.
Qual o edifício residencial ou condomínio interessado no assunto? Quais os fabricantes e lojas especiais de produtos para prevenir os acidentes com os idosos? Riscos físicos em velhos? Que importância tem isso? E o pior: que autoridade municipal ou estadual está interessada em melhorar as calçadas, passeios e avenidas e retirar a sujeira para prevenir as quedas? Triste do velho como eu que sai de casa distante três quadras da praça do Hospital Militar para caminhar. E em lá chegando? Que tristeza!
A nossa nova e grande esperança é que agora com a questão ambiental atingindo a sua desejada importância os riscos físicos estejam concebidos dentro da nova concepção de ecologia integral relacionada à saúde.
Que a ecologia pessoal, social e ambiental estimule o conhecimento e as práticas preventivas e os cuidados com os riscos físicos. É o cuidado com o ambiente da casa, rua, quadra, bairro, cidade e, mais ainda, com o nosso próprio corpo (alimentação saudável, movimentação física, respiração adequada, sono e repouso necessários) e também o cuidado com outros seres humanos nossa grande esperança.
Que os profissionais de saúde e das áreas tecnológicas e sociais se integrem em nossa (SBGG-CE) grande luta contra os riscos físicos para a melhoria da qualidade de vida e maior longevidade ativa, criativa e saudável.
E que, principalmente, os nossos próximos eleitos lembrem-se disto e façam o que é preciso e têm o dever de fazer.
Viva o ambiente! Viva a vida!
Antero Coelho Neto - Médico e professor
domingo, fevereiro 21, 2010
Nosso Programa de Rádio: Novas Idades
Ouça nosso Programa "Novas Idades" por Rádio ou através da Internet, todos os sábados, as 11:00 horas e colabore com a Promoção da Saúde relacionada com a Qualidade de Vida do brasileiro.
Veja nosso folder abaixo e não falte, TODOS OS SÁBADOS.
Antero e João Macedo
"NOVAS IDADES" :
Um Programa que trabalha promoção da saúde e qualidade de vida para que as pessoas atinjam a Terceira e Quarta Idades de forma ativa, criativa e saudável
Realização:
Centro de Atenção ao Idoso da UFC,
Instituto de Geriatria e Gerontologia do Ceará
Fundação Brasil Cidadão (FBC-IQVida),
em parceria com a
Liga de Geriatria e Gerontologia e a
Divisão de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário Walter Cantídio da UFC.
Coordenação: Dr. Antero Coelho Neto e
Dr. João Macedo Coelho Filho
Colaboradores Permanentes: Dr. Charlys Barbosa e Dr. Jarbas Roriz
Apresentação: Todos os sábados - 11 horas - ao vivo
RÁDIO FM UNIVERSITÁRIA - 107,9 Mhz Fone: 3366-7474
Internet: www.radiouniversitariafm.com.br
acoelho@secrel.com.br
jmacedocoelho@yahoo.com.br
Avenida Universidade, 2910 - Benfica - CEP: 60.020-181 - Fortaleza - Ceará
OBS: NO DIA 27/09/2008 COMPLETAMOS 500 PROGRAMAS (Dispomos de todos os Programas Gravados e Fotografados em DVD's -Coleção 500 Programas) que podemos enviar para as Bibliotecas que ainda não a possuem e solicitem.
Veja nosso folder abaixo e não falte, TODOS OS SÁBADOS.
Antero e João Macedo
"NOVAS IDADES" :
Um Programa que trabalha promoção da saúde e qualidade de vida para que as pessoas atinjam a Terceira e Quarta Idades de forma ativa, criativa e saudável
Realização:
Centro de Atenção ao Idoso da UFC,
Instituto de Geriatria e Gerontologia do Ceará
Fundação Brasil Cidadão (FBC-IQVida),
em parceria com a
Liga de Geriatria e Gerontologia e a
Divisão de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário Walter Cantídio da UFC.
Coordenação: Dr. Antero Coelho Neto e
Dr. João Macedo Coelho Filho
Colaboradores Permanentes: Dr. Charlys Barbosa e Dr. Jarbas Roriz
Apresentação: Todos os sábados - 11 horas - ao vivo
RÁDIO FM UNIVERSITÁRIA - 107,9 Mhz Fone: 3366-7474
Internet: www.radiouniversitariafm.com.br
acoelho@secrel.com.br
jmacedocoelho@yahoo.com.br
Avenida Universidade, 2910 - Benfica - CEP: 60.020-181 - Fortaleza - Ceará
OBS: NO DIA 27/09/2008 COMPLETAMOS 500 PROGRAMAS (Dispomos de todos os Programas Gravados e Fotografados em DVD's -Coleção 500 Programas) que podemos enviar para as Bibliotecas que ainda não a possuem e solicitem.
Promoção da Saúde
Publicado no jornal "O Povo" em 3 Fev 2010 -
Já lá se vão muitos anos que se fala na ``nova`` escola de medicina para o País. A Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, no fim da década de 60 e início de 70, desenvolveu um importante movimento para a melhoria do ensino médico e da organização pedagógica e administrativa da Escola, com a proposta inovadora e adequada do médico para a comunidade. Foram anos de glória e de alegria nossa na medida em que conseguimos graduar um profissional diferente com características completamente inovadoras e orientado para trabalhar na comunidade.
Mas poucos anos durou o sonho. Alguns professores que jamais quiseram a mudança e lá estavam por engano conseguiram a incrível façanha de destruir o modelo estabelecido. Depois, na Faculdade de Medicina da USP, tentaram um curso experimental, ao lado do tradicional, com características inovadoras e algo semelhante ao de Brasília, mas logo foi desativado pelos inimigos das mudanças.
Há uns 25 anos, houve outro excelente movimento chamado de ``o médico necessário`` desenvolvido na nossa Faculdade de Medicina da UFC.
Mais uma vez, muitos reconheceram a imensa necessidade de melhoria do curso, adequação curricular, modernização dos processos educacionais, formação de um profissional dirigido para as necessidades da comunidade em geral com a utilização do conhecimento prático já adquirido por inúmeras outras escolas de todo o mundo.
Foram meses de prazer e de muito trabalho quando muitos disseram qual era o médico necessário para nosso Estado. Mas o sonho durou pouco e quase nada foi feito. Depois, em épocas mais recentes, muito se tem discutido sobre a necessidade de melhorias no ensino médico e na criação de novas escolas de Medicina.
Alguns médicos são extremamente rápidos em incorporar as novas tecnologias, os medicamentos que aparecem no mercado e os novos aparelhos sofisticados que inventam com frequência, tornando a Medicina cada vez mais distante das suas reais necessidades de humanização, promoção da saúde e metodologia adequada para a atenção da saúde que são as três condições essenciais para o ensino médico.
Para mim, o problema maior está exatamente no fato de que falam de novas escolas de medicina com novas metodologias (ensino-aprendizagem, participativas, ativas, ensino por objetivos, baseada em evidências, etc) e até de humanização, mas esquecem o outro elemento fundamental: promoção da saúde com melhoria da qualidade de vida, com seus componentes (prevenção das enfermidades, prática de estilos de vida saudáveis, proteção contra os fatores de riscos, mobilização do conhecimento para uma vida saudável e busca da melhoria das condições socioeconômicas para a saúde da população). A OMS já declarou que somente com estilos saudáveis evitamos 70% das doenças.
Por acreditar nisso é que o professor Viliberto Porto e eu elaboramos o projeto de um ``novo`` curso de Medicina para Quixadá (Faculdade Católica Rainha do Sertão). Infelizmente o Ministério da Educação, numa atitude radical, suspendeu a criação de cursos de Medicina até não sabemos quando. Quem sabe um dia, no Brasil, se acredite nas evidências da qualidade de vida relacionada à saúde.
Antero Coelho Neto - Médico e professor de Medicina
Já lá se vão muitos anos que se fala na ``nova`` escola de medicina para o País. A Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, no fim da década de 60 e início de 70, desenvolveu um importante movimento para a melhoria do ensino médico e da organização pedagógica e administrativa da Escola, com a proposta inovadora e adequada do médico para a comunidade. Foram anos de glória e de alegria nossa na medida em que conseguimos graduar um profissional diferente com características completamente inovadoras e orientado para trabalhar na comunidade.
Mas poucos anos durou o sonho. Alguns professores que jamais quiseram a mudança e lá estavam por engano conseguiram a incrível façanha de destruir o modelo estabelecido. Depois, na Faculdade de Medicina da USP, tentaram um curso experimental, ao lado do tradicional, com características inovadoras e algo semelhante ao de Brasília, mas logo foi desativado pelos inimigos das mudanças.
Há uns 25 anos, houve outro excelente movimento chamado de ``o médico necessário`` desenvolvido na nossa Faculdade de Medicina da UFC.
Mais uma vez, muitos reconheceram a imensa necessidade de melhoria do curso, adequação curricular, modernização dos processos educacionais, formação de um profissional dirigido para as necessidades da comunidade em geral com a utilização do conhecimento prático já adquirido por inúmeras outras escolas de todo o mundo.
Foram meses de prazer e de muito trabalho quando muitos disseram qual era o médico necessário para nosso Estado. Mas o sonho durou pouco e quase nada foi feito. Depois, em épocas mais recentes, muito se tem discutido sobre a necessidade de melhorias no ensino médico e na criação de novas escolas de Medicina.
Alguns médicos são extremamente rápidos em incorporar as novas tecnologias, os medicamentos que aparecem no mercado e os novos aparelhos sofisticados que inventam com frequência, tornando a Medicina cada vez mais distante das suas reais necessidades de humanização, promoção da saúde e metodologia adequada para a atenção da saúde que são as três condições essenciais para o ensino médico.
Para mim, o problema maior está exatamente no fato de que falam de novas escolas de medicina com novas metodologias (ensino-aprendizagem, participativas, ativas, ensino por objetivos, baseada em evidências, etc) e até de humanização, mas esquecem o outro elemento fundamental: promoção da saúde com melhoria da qualidade de vida, com seus componentes (prevenção das enfermidades, prática de estilos de vida saudáveis, proteção contra os fatores de riscos, mobilização do conhecimento para uma vida saudável e busca da melhoria das condições socioeconômicas para a saúde da população). A OMS já declarou que somente com estilos saudáveis evitamos 70% das doenças.
Por acreditar nisso é que o professor Viliberto Porto e eu elaboramos o projeto de um ``novo`` curso de Medicina para Quixadá (Faculdade Católica Rainha do Sertão). Infelizmente o Ministério da Educação, numa atitude radical, suspendeu a criação de cursos de Medicina até não sabemos quando. Quem sabe um dia, no Brasil, se acredite nas evidências da qualidade de vida relacionada à saúde.
Antero Coelho Neto - Médico e professor de Medicina
Satisfação de Viver
Publicado no jornal "O Povo" em 06 Jan 2010 -
Neste início de ano eu desejo para todos vocês uma permanente ``Satisfação de viver``. E o que é isto? Muita gente confunde os termos qualidade de vida, bem-estar, satisfação de viver e felicidade. E tudo se complica ainda mais porque Qualidade de Vida é uma dimensão ou condição de vida de interpretação complexa e variada, na dependência do local do nascimento e de vivência, idade, classe social, nível de educação e até circunstancial.
A nossa consciência, dimensão exclusiva do ser humano, animal que possui córtex cerebral, é que interpreta as ``sensações`` de uma maneira exclusiva e que nos dar a capacidade de querer, ser, fazer, saber, sentir e ter. E as sensações humanas nos possibilitam ter e sentir bem-estar, satisfação de viver e felicidade.
A literatura está recheada de definições, principalmente de felicidade, por famosas e variadas personalidades da humanidade. Algumas são realmente lindas e satisfazem o prazer de muitos colecionadores de palavras bonitas e variadas. No Google, você vai encontrar mais de 15 milhões de referências para felicidade e quase 3 milhões para qualidade de vida. Mas, numa análise realizada por nós, consultando vários centros internacionais famosos de pesquisas no assunto, através de um programa nosso realizado pela Internet e trabalhando em vários momentos importantes com grupos da população brasileira,, chegamos a seguinte conclusão: - o bem -estar físico, mental e social é uma sensação de tranquilidade, um equilíbrio harmônico de não existência de problemas nessas áreas;- na satisfação de viver, alem de um bem-estar, há um prazer de participar, alegria de ser útil e necessário, de gostar de si mesmo, de amar outras pessoas e seu Deus; -já a felicidade é sentida em momentos especiais, de maior satisfação e de grande alegria e, assim sendo, está presente apenas em momentos especiais de nossa vida.. Ninguém é ou pode ser feliz por toda a vida e nem por períodos muito longos. Alguma coisa acontece para modificar o nosso sistema produtor dos neuro-transmissores responsáveis por essa sensação e ela desaparece. Claro que pode voltar outra vez e será essa a nossa busca constante.
E exatamente são os Condicionantes de Qualidade de Vida, principalmente as condições financeiras básicas, educação, saúde, estilos saudáveis de vida e ambiente,, que mobilizam as nossas sensações de satisfação de viver e felicidade. Sem eles tudo fica muito difícil e até impossível.
Por isso é que defendemos e indicamos, como de fundamental importância, fazer um plano de vida, anual para os idosos, para alcançarmos ou mantermos a nossa satisfação de viver e conseguir o máximo de tempos felizes. Bem-estar é bom, mas é pouco. Dizer isto num país com tantos miseráveis como o nosso pareceria até um contrassenso.E então, neste início de ano de eleições, vamos aproveitar e votar apenas naqueles candidatos que possibilitem, principalmente, os condicionantes de nossa qualidade de vida.
Por certo vamos exigir que se comprometam com eles e que digam como vão fazer para mudar. Por certo não vamos votar naqueles que roubam a nossa felicidade e satisfação de viver no Brasil.
Antero Coelho Neto - Médico e professor
Neste início de ano eu desejo para todos vocês uma permanente ``Satisfação de viver``. E o que é isto? Muita gente confunde os termos qualidade de vida, bem-estar, satisfação de viver e felicidade. E tudo se complica ainda mais porque Qualidade de Vida é uma dimensão ou condição de vida de interpretação complexa e variada, na dependência do local do nascimento e de vivência, idade, classe social, nível de educação e até circunstancial.
A nossa consciência, dimensão exclusiva do ser humano, animal que possui córtex cerebral, é que interpreta as ``sensações`` de uma maneira exclusiva e que nos dar a capacidade de querer, ser, fazer, saber, sentir e ter. E as sensações humanas nos possibilitam ter e sentir bem-estar, satisfação de viver e felicidade.
A literatura está recheada de definições, principalmente de felicidade, por famosas e variadas personalidades da humanidade. Algumas são realmente lindas e satisfazem o prazer de muitos colecionadores de palavras bonitas e variadas. No Google, você vai encontrar mais de 15 milhões de referências para felicidade e quase 3 milhões para qualidade de vida. Mas, numa análise realizada por nós, consultando vários centros internacionais famosos de pesquisas no assunto, através de um programa nosso realizado pela Internet e trabalhando em vários momentos importantes com grupos da população brasileira,, chegamos a seguinte conclusão: - o bem -estar físico, mental e social é uma sensação de tranquilidade, um equilíbrio harmônico de não existência de problemas nessas áreas;- na satisfação de viver, alem de um bem-estar, há um prazer de participar, alegria de ser útil e necessário, de gostar de si mesmo, de amar outras pessoas e seu Deus; -já a felicidade é sentida em momentos especiais, de maior satisfação e de grande alegria e, assim sendo, está presente apenas em momentos especiais de nossa vida.. Ninguém é ou pode ser feliz por toda a vida e nem por períodos muito longos. Alguma coisa acontece para modificar o nosso sistema produtor dos neuro-transmissores responsáveis por essa sensação e ela desaparece. Claro que pode voltar outra vez e será essa a nossa busca constante.
E exatamente são os Condicionantes de Qualidade de Vida, principalmente as condições financeiras básicas, educação, saúde, estilos saudáveis de vida e ambiente,, que mobilizam as nossas sensações de satisfação de viver e felicidade. Sem eles tudo fica muito difícil e até impossível.
Por isso é que defendemos e indicamos, como de fundamental importância, fazer um plano de vida, anual para os idosos, para alcançarmos ou mantermos a nossa satisfação de viver e conseguir o máximo de tempos felizes. Bem-estar é bom, mas é pouco. Dizer isto num país com tantos miseráveis como o nosso pareceria até um contrassenso.E então, neste início de ano de eleições, vamos aproveitar e votar apenas naqueles candidatos que possibilitem, principalmente, os condicionantes de nossa qualidade de vida.
Por certo vamos exigir que se comprometam com eles e que digam como vão fazer para mudar. Por certo não vamos votar naqueles que roubam a nossa felicidade e satisfação de viver no Brasil.
Antero Coelho Neto - Médico e professor
Pecados Capitais
Pecados capitais
Publicado no jornal "O Povo" em 02 Dez 2009
Já lá se vão milênios que o homem, sentindo a gravidade dos vícios do corpo, criou os “pecados” que deveriam ser evitados visando manter a “alma” ou “espírito” de bem com o Senhor. Alguns pecados seriam perdoáveis mas os “capitais” eram merecedores de condenação. Nós sabemos hoje que esses pecados são na maioria maus estilos de vida, resultados de uma vida mal orientada e mais dirigida para os prazeres da gula, sexo, satisfação física e psíquica.
Temos já destacado em várias oportunidades, por palavras escritas ou faladas, que esses pecados ou maus costumes são de três tipos: os que são culpa nossa e que constituem a grande maioria (60 a 70%); os que são culpa de nosso próprio corpo (genética) com aproximadamente 15 a 20% de ocorrência e os que são culpa do ambiente enfermo onde moramos e trabalhamos com até 20% de responsabilidade e que somente agora estão sendo destacados no nosso país
O novo Relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre “Riscos à Saúde Global” está confirmando esse conhecimento quando destaca que a nossa saúde depende dos hábitos comportamentais (maior responsável), características ambientais e saúde pública . E também é extremamente importante quando afirma que os principais riscos de mortalidade no mundo são: pressão alta (responsável por 13%), consumo de tabaco (9%), hiperglicemia (6%), inatividade física (6%) e obesidade ou estar acima do peso (5%).
Vejam que apenas esses cinco ``pecados`` são responsáveis por 40% de mortalidade do homem atual. E mais ainda: a má nutrição infantil , sexo inseguro, álcool, condições precárias de higiene e alta pressão arterial, devem ser responsabilizados por cerca de um quarto dos 60 milhões de mortes prematuras em todo o mundo, anualmente, como muito bem destacou a OMS. É o “pecado capital” ocasionando a morte do filho logo após o seu nascimento.
E o Relatório não fica somente nisso, comprova que a falta ou mau uso de alimentos nutritivos apresenta-se como um grande risco para os que moram em países mais pobres.
Mas também que a obesidade e o sobrepeso representam riscos ainda maiores nos países ricos ou em desenvolvimento, levando a uma situação na qual esses “pecados” causam mais mortes no mundo do que o baixo peso.
Estão vendo, caros leitores, aonde nós chegamos? O grande diferencial agora é que sabemos os valores e as causas desses determinantes ou “pecados” o que não acontecia no passado, quando colocávamos toda a culpa no nosso “destino”, nos pais ou nos amigos, como eu próprio fiz durante muitos anos de minha vida. E também e muito freqüentemente, culpamos os nossos governantes.
Agora sabemos que a culpa é quase toda nossa! E ai leitores? Preparados para o Carnaval que se aproxima ou não estão interessados em saber que os seus ``pecados``, quando não bem controlados podem matar? Por isso o aviso do amigo ``chato``, como sou chamado algumas vezes: moderação. E que na 4ª feira de Cinzas voltem a ter uma vida equilibrada e saudável. Pois a grande verdade e sabedoria da natureza é o equilíbrio.
Antero Coelho Neto - Médico e professor
Publicado no jornal "O Povo" em 02 Dez 2009
Já lá se vão milênios que o homem, sentindo a gravidade dos vícios do corpo, criou os “pecados” que deveriam ser evitados visando manter a “alma” ou “espírito” de bem com o Senhor. Alguns pecados seriam perdoáveis mas os “capitais” eram merecedores de condenação. Nós sabemos hoje que esses pecados são na maioria maus estilos de vida, resultados de uma vida mal orientada e mais dirigida para os prazeres da gula, sexo, satisfação física e psíquica.
Temos já destacado em várias oportunidades, por palavras escritas ou faladas, que esses pecados ou maus costumes são de três tipos: os que são culpa nossa e que constituem a grande maioria (60 a 70%); os que são culpa de nosso próprio corpo (genética) com aproximadamente 15 a 20% de ocorrência e os que são culpa do ambiente enfermo onde moramos e trabalhamos com até 20% de responsabilidade e que somente agora estão sendo destacados no nosso país
O novo Relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre “Riscos à Saúde Global” está confirmando esse conhecimento quando destaca que a nossa saúde depende dos hábitos comportamentais (maior responsável), características ambientais e saúde pública . E também é extremamente importante quando afirma que os principais riscos de mortalidade no mundo são: pressão alta (responsável por 13%), consumo de tabaco (9%), hiperglicemia (6%), inatividade física (6%) e obesidade ou estar acima do peso (5%).
Vejam que apenas esses cinco ``pecados`` são responsáveis por 40% de mortalidade do homem atual. E mais ainda: a má nutrição infantil , sexo inseguro, álcool, condições precárias de higiene e alta pressão arterial, devem ser responsabilizados por cerca de um quarto dos 60 milhões de mortes prematuras em todo o mundo, anualmente, como muito bem destacou a OMS. É o “pecado capital” ocasionando a morte do filho logo após o seu nascimento.
E o Relatório não fica somente nisso, comprova que a falta ou mau uso de alimentos nutritivos apresenta-se como um grande risco para os que moram em países mais pobres.
Mas também que a obesidade e o sobrepeso representam riscos ainda maiores nos países ricos ou em desenvolvimento, levando a uma situação na qual esses “pecados” causam mais mortes no mundo do que o baixo peso.
Estão vendo, caros leitores, aonde nós chegamos? O grande diferencial agora é que sabemos os valores e as causas desses determinantes ou “pecados” o que não acontecia no passado, quando colocávamos toda a culpa no nosso “destino”, nos pais ou nos amigos, como eu próprio fiz durante muitos anos de minha vida. E também e muito freqüentemente, culpamos os nossos governantes.
Agora sabemos que a culpa é quase toda nossa! E ai leitores? Preparados para o Carnaval que se aproxima ou não estão interessados em saber que os seus ``pecados``, quando não bem controlados podem matar? Por isso o aviso do amigo ``chato``, como sou chamado algumas vezes: moderação. E que na 4ª feira de Cinzas voltem a ter uma vida equilibrada e saudável. Pois a grande verdade e sabedoria da natureza é o equilíbrio.
Antero Coelho Neto - Médico e professor
Resiliência na Saúde e na Qualidade de Vida
“RESILIÊNCIA NA SAÚDE E NA QUALIDADE DE VIDA”
Publicado no jornal "O Povo" em 04-11-2009 –
As empresas e as organizações privadas, mais uma vez se antecipam e até desenvolvem novos processos operativos na busca da qualidade de vida de seus funcionários, ao contrário das organizações públicas que parecem pouco se importar com os seus integrantes.
Como já destacamos em artigo anterior sobre Saúde Corporativa, muitas organizações privadas do nosso país, desenvolvem importantes e efetivos programas de promoção da qualidade de vida de seus funcionários. Agora estão utilizando os ensinamentos dessa “nova tecnologia” denominada RESILIÊNCIA.
Muitas organizações privadas do sul do país estão desenvolvendo programas específicos sobre o assunto, declarando resultados surpreendentes. Diferentes técnicas pedagógicas são utilizadas de acordo com o tipo de trabalho e de profissionais operantes e seus problemas apresentados em termos de saúde, capacitação e qualidade de vida em geral.
Resiliência é um termo utilizado pela Física há 2 séculos. Recentemente foi incorporado pela Psicologia para definir a capacidade que algumas pessoas apresentam de passar por situações de estresses e continuarem com a vida de maneira normal e saudável.
Temos exemplos de indivíduos que conseguem vencer dificuldades, obstáculos, grandes traumas e até catástrofes, sem apresentarem seqüelas. Constitui, portanto, um grande atributo da personalidade desenvolvida no contexto psico-social-cultural em que a pessoa vive.
Pode e deve estar presente em vários locais e praticada por diferentes profissionais, principalmente das áreas de educação e saúde.
Deveria ser matéria de grande destaque na formação e desenvolvimento de profissionais dessas duas áreas. Escolas, faculdades, universidades, unidades de saúde, consultórios e hospitais são locais onde a resiliência é de enorme importância. Processos de resiliência no contexto da hospitalização deverá ser assunto de estudo nos próximos anos como estão já salientando alguns pesquisadores.
Claro que em alguns países mais desenvolvidos, as técnicas de uso e manejo da nova tecnologia (ou nova ciência) vem sendo destacadas.
Entre as diferentes doenças psicosomáticas que apresentam os brasileiros que não possuem resiliência estão: estresse, síndrome do pânico, gastrite, doenças intestinais, hipertensão arterial e várias outras patologias.
É possível mantermos boa qualidade de vida e o equilíbrio de nossa saúde, praticando o desenvolvimento da resiliência.
Portanto, deveremos destacar para o público em geral que já temos o conhecimento, maneiras e possibilidades de se aumentar a capacidade de resiliência dos brasileiros sofredores.
Usar a resiliência para manter sadio e ativo, o pobre cidadão que se encontra frente a esta triste situação social do Brasil atual é a nossa fundamental responsabilidade como profissional da saúde.
E muitos brasileiros, alguns técnicos e estudiosos dos problemas políticos e sociais do Brasil, estão afirmando com grande destaque que uma nova modalidade de Resiliência seja usada na política como solução salvadora . Queira Deus!
Antero Coelho Neto, Médico e Professor
Publicado no jornal "O Povo" em 04-11-2009 –
As empresas e as organizações privadas, mais uma vez se antecipam e até desenvolvem novos processos operativos na busca da qualidade de vida de seus funcionários, ao contrário das organizações públicas que parecem pouco se importar com os seus integrantes.
Como já destacamos em artigo anterior sobre Saúde Corporativa, muitas organizações privadas do nosso país, desenvolvem importantes e efetivos programas de promoção da qualidade de vida de seus funcionários. Agora estão utilizando os ensinamentos dessa “nova tecnologia” denominada RESILIÊNCIA.
Muitas organizações privadas do sul do país estão desenvolvendo programas específicos sobre o assunto, declarando resultados surpreendentes. Diferentes técnicas pedagógicas são utilizadas de acordo com o tipo de trabalho e de profissionais operantes e seus problemas apresentados em termos de saúde, capacitação e qualidade de vida em geral.
Resiliência é um termo utilizado pela Física há 2 séculos. Recentemente foi incorporado pela Psicologia para definir a capacidade que algumas pessoas apresentam de passar por situações de estresses e continuarem com a vida de maneira normal e saudável.
Temos exemplos de indivíduos que conseguem vencer dificuldades, obstáculos, grandes traumas e até catástrofes, sem apresentarem seqüelas. Constitui, portanto, um grande atributo da personalidade desenvolvida no contexto psico-social-cultural em que a pessoa vive.
Pode e deve estar presente em vários locais e praticada por diferentes profissionais, principalmente das áreas de educação e saúde.
Deveria ser matéria de grande destaque na formação e desenvolvimento de profissionais dessas duas áreas. Escolas, faculdades, universidades, unidades de saúde, consultórios e hospitais são locais onde a resiliência é de enorme importância. Processos de resiliência no contexto da hospitalização deverá ser assunto de estudo nos próximos anos como estão já salientando alguns pesquisadores.
Claro que em alguns países mais desenvolvidos, as técnicas de uso e manejo da nova tecnologia (ou nova ciência) vem sendo destacadas.
Entre as diferentes doenças psicosomáticas que apresentam os brasileiros que não possuem resiliência estão: estresse, síndrome do pânico, gastrite, doenças intestinais, hipertensão arterial e várias outras patologias.
É possível mantermos boa qualidade de vida e o equilíbrio de nossa saúde, praticando o desenvolvimento da resiliência.
Portanto, deveremos destacar para o público em geral que já temos o conhecimento, maneiras e possibilidades de se aumentar a capacidade de resiliência dos brasileiros sofredores.
Usar a resiliência para manter sadio e ativo, o pobre cidadão que se encontra frente a esta triste situação social do Brasil atual é a nossa fundamental responsabilidade como profissional da saúde.
E muitos brasileiros, alguns técnicos e estudiosos dos problemas políticos e sociais do Brasil, estão afirmando com grande destaque que uma nova modalidade de Resiliência seja usada na política como solução salvadora . Queira Deus!
Antero Coelho Neto, Médico e Professor
O Brasil na próxima década
O Brasil na próxima década
Publicado no jornal "O Povo" em 07 Out 2009
Como estudioso no assunto da futurologia e membro ativo de várias associações, sempre tenho procurado fazer a previsão dos cenários futuros de nosso país.
Lembro para os leitores que no meu livro publicado em 2001, O Futurista e o Adivinho, destaco as mudanças previstas para a próxima década nas áreas do desenvolvimento econômico, tecnologia e as ciências, população e suas migrações, ecologia, assim como a qualidade de vida do povo brasileiro.
Há vários anos defendo, como vários outros estudiosos, que apenas o desenvolvimento econômico, medido pelo PIB, é insuficiente para retratar a felicidade do povo que é o importante na vida de todos.
Para mim, como para vários outros pesquisadores no assunto, as possibilidades de mudanças importantes no cenário mundial para a próxima década são evidentes. Alguns países com as mudanças efetuadas, devem melhorar significativamente de qualidade de vida, valores, cidadania e a longevidade de suas populações. Acreditamos que estes serão os elementos condicionantes mais importantes dos projetos políticos de alguns países do universo.
A busca do desenvolvimento econômico exclusivo está com os dias contados. Existem evidentes sinais que asseguram uma política dirigida para uma ecologia humana e integral em vários países do globo, inclusive no Brasil.
Acreditamos que os políticos e economistas serão inteligentes para entender que suas propostas terão que compartilhar com a segurança, desenvolvimento humano e a satisfação de viver da população. E isto somente poderá ser alcançado através das dimensões fundamentais da vida: saúde, educação, estilos de vida e ambiente saudável. As três primeiras dessas dimensões humanas já são conhecidas de grande parte de nossa população como fundamentais, em virtude da enorme difusão das informações através dos diferentes meios de comunicação. As publicações de muitos autores, a mídia de uma maneira em geral, a Internet e os ensinamentos adquiridos nas Escolas e Universidades tem destacado as nossas necessidades e desejos.
A quarta dimensão, ambiente saudável, finalmente e felizmente no Brasil, constitui assunto de destaque no cenário político de todo o país. A luta contra a destruição dos rios e florestas, aquecimento global e a perda da biodiversidade assim como a prática de uma humanização do ambiente de uma maneira integral, já são e serão os grandes assuntos da próxima década. Muitos já estamos convencidos que o ambiente é de vital importância e os partidos políticos vão ter que mudar suas visões exclusivamente economicistas. Temos de melhorar e aumentar a classe média e diminuir os pobres e, para isto, também é vital aumentar a satisfação do homem no ambiente saudável em que vive.
Vejo que não foi em vão quando procurava um Partido Político em 1984 e, como resultado de minha busca inútil, escrevia meu artigo neste O POVO (``Procura-se um Partido`` em 2/10/84) e concluía dizendo: ”Para conseguir participar de um real partido político é necessário aceitar e valorizar os seus princípios e objetivos fundamentais. Coisas que, infelizmente, não identifico nos Sarneys & Cia, que aí estão na pregação de um novo Partido``. Já naquele tempo... Há 25 anos atrás! Mas vai mudar. Acreditem. As marinas estão chegando.
Antero Coelho Neto - Médico e professor
Publicado no jornal "O Povo" em 07 Out 2009
Como estudioso no assunto da futurologia e membro ativo de várias associações, sempre tenho procurado fazer a previsão dos cenários futuros de nosso país.
Lembro para os leitores que no meu livro publicado em 2001, O Futurista e o Adivinho, destaco as mudanças previstas para a próxima década nas áreas do desenvolvimento econômico, tecnologia e as ciências, população e suas migrações, ecologia, assim como a qualidade de vida do povo brasileiro.
Há vários anos defendo, como vários outros estudiosos, que apenas o desenvolvimento econômico, medido pelo PIB, é insuficiente para retratar a felicidade do povo que é o importante na vida de todos.
Para mim, como para vários outros pesquisadores no assunto, as possibilidades de mudanças importantes no cenário mundial para a próxima década são evidentes. Alguns países com as mudanças efetuadas, devem melhorar significativamente de qualidade de vida, valores, cidadania e a longevidade de suas populações. Acreditamos que estes serão os elementos condicionantes mais importantes dos projetos políticos de alguns países do universo.
A busca do desenvolvimento econômico exclusivo está com os dias contados. Existem evidentes sinais que asseguram uma política dirigida para uma ecologia humana e integral em vários países do globo, inclusive no Brasil.
Acreditamos que os políticos e economistas serão inteligentes para entender que suas propostas terão que compartilhar com a segurança, desenvolvimento humano e a satisfação de viver da população. E isto somente poderá ser alcançado através das dimensões fundamentais da vida: saúde, educação, estilos de vida e ambiente saudável. As três primeiras dessas dimensões humanas já são conhecidas de grande parte de nossa população como fundamentais, em virtude da enorme difusão das informações através dos diferentes meios de comunicação. As publicações de muitos autores, a mídia de uma maneira em geral, a Internet e os ensinamentos adquiridos nas Escolas e Universidades tem destacado as nossas necessidades e desejos.
A quarta dimensão, ambiente saudável, finalmente e felizmente no Brasil, constitui assunto de destaque no cenário político de todo o país. A luta contra a destruição dos rios e florestas, aquecimento global e a perda da biodiversidade assim como a prática de uma humanização do ambiente de uma maneira integral, já são e serão os grandes assuntos da próxima década. Muitos já estamos convencidos que o ambiente é de vital importância e os partidos políticos vão ter que mudar suas visões exclusivamente economicistas. Temos de melhorar e aumentar a classe média e diminuir os pobres e, para isto, também é vital aumentar a satisfação do homem no ambiente saudável em que vive.
Vejo que não foi em vão quando procurava um Partido Político em 1984 e, como resultado de minha busca inútil, escrevia meu artigo neste O POVO (``Procura-se um Partido`` em 2/10/84) e concluía dizendo: ”Para conseguir participar de um real partido político é necessário aceitar e valorizar os seus princípios e objetivos fundamentais. Coisas que, infelizmente, não identifico nos Sarneys & Cia, que aí estão na pregação de um novo Partido``. Já naquele tempo... Há 25 anos atrás! Mas vai mudar. Acreditem. As marinas estão chegando.
Antero Coelho Neto - Médico e professor
sábado, setembro 05, 2009
SAÚDE DO HOMEM
Publicado no Jornal O Povo em 02-09-09
-
É com grande satisfação que constatamos a oficialização do Projeto Nacional de Integração em Promoção e Atenção da Saúde do Homem. Durante muitos anos escrevemos e lutamos pela “igualdade” de uma política de saúde voltada para o homem, de uma maneira global e integrada, articulando os elementos e princípios fundamentais da saúde do corpo, mente e também espírito do homem. Espírito entendido como o conjunto de princípios e sentimentos dependentes das dimensões humanas que caracterizam a vida de cada pessoa: solidariedade, amizade, liberdade, compromissos, participação no meio em que vive, etc. Por que um grande desenvolvimento da saúde da mulher, da criança, do idoso (recente resultado de uma luta de muitos anos) e não também do homem? Por que a discriminação? Que interesses são contrários? Ao se analisar o cenário nacional, comprovamos que muitos homens não têm chance de procurar um médico por falta de tempo, serviço médico adequado e próximo e por não terem condições financeiras e nem estímulo para procurar um médico. E o que se constata é a grande diferença dos números entre os homens e a mulheres: Em 2007 foram ao SUS 2,5 milhões de homens e as mulheres quase 7 vezes mais: 17 milhões. O Instituto Nacional do Câncer, também em 2007, revela 45.400 mulheres com câncer e 49.530 homens apresentam Ca de próstata. O Ministério da Saúde também destaca que os princípios da masculinidade (do machismo brasileiro) limitam a procura preventiva e de promoção da saúde dos serviços médicos específicos. Muitos homens se negam a fazer exames de próstata, pênis, sexualidade, etc. o que tem causado grandes valores estatísticos prejudiciais. E o que mais agrava a situação é o conhecimento de que o homem tem uma alimentação muito mais deficiente, pratica menos exercícios físicos, tem mais estresses, menos religiosidade e sociabilidade, amam e choram menos do que as mulheres. E o mais significativo: bebem e fumam muito mais do que as mulheres. O consumo de álcool em Fortaleza, por exemplo, é de 35,9% de homens e 10,6% de mulheres. Nos dias 14 e 15 de agosto de 2009, a Sociedade Brasileira de Urologia, realizou em São Paulo, o Simpósio Internacional de Saúde do Homem, com uma programação muito variada e integral, articulando a vida saudável com qualidade, sexualidade e convivência com as doenças urológicas. Para confirmar a integração, a palestra de abertura foi proferida pelo ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, que fez uma análise do cenário médico brasileiro. E agora temos a maior alegria, ao constatarmos que o presidente Lula está do nosso lado, quando no Programa “Café com o Presidente”, no dia 10 de agosto passado, afirmou: “Além de procurar menos o serviço de saúde, os homens bebem mais, fumam mais e fazem menos exercícios do que as mulheres. Por isso, a importância de manter os hábitos muito saudáveis e fazer exame de prevenção rotineiramente, para evitar as doenças ou detectá-las em tempo, facilitando o tratamento e a cura.“ Até o presidente Lula! Viva o Brasil!
Antero Coelho Neto -
Médico e professor acoelho@secrel.com.br
-
É com grande satisfação que constatamos a oficialização do Projeto Nacional de Integração em Promoção e Atenção da Saúde do Homem. Durante muitos anos escrevemos e lutamos pela “igualdade” de uma política de saúde voltada para o homem, de uma maneira global e integrada, articulando os elementos e princípios fundamentais da saúde do corpo, mente e também espírito do homem. Espírito entendido como o conjunto de princípios e sentimentos dependentes das dimensões humanas que caracterizam a vida de cada pessoa: solidariedade, amizade, liberdade, compromissos, participação no meio em que vive, etc. Por que um grande desenvolvimento da saúde da mulher, da criança, do idoso (recente resultado de uma luta de muitos anos) e não também do homem? Por que a discriminação? Que interesses são contrários? Ao se analisar o cenário nacional, comprovamos que muitos homens não têm chance de procurar um médico por falta de tempo, serviço médico adequado e próximo e por não terem condições financeiras e nem estímulo para procurar um médico. E o que se constata é a grande diferença dos números entre os homens e a mulheres: Em 2007 foram ao SUS 2,5 milhões de homens e as mulheres quase 7 vezes mais: 17 milhões. O Instituto Nacional do Câncer, também em 2007, revela 45.400 mulheres com câncer e 49.530 homens apresentam Ca de próstata. O Ministério da Saúde também destaca que os princípios da masculinidade (do machismo brasileiro) limitam a procura preventiva e de promoção da saúde dos serviços médicos específicos. Muitos homens se negam a fazer exames de próstata, pênis, sexualidade, etc. o que tem causado grandes valores estatísticos prejudiciais. E o que mais agrava a situação é o conhecimento de que o homem tem uma alimentação muito mais deficiente, pratica menos exercícios físicos, tem mais estresses, menos religiosidade e sociabilidade, amam e choram menos do que as mulheres. E o mais significativo: bebem e fumam muito mais do que as mulheres. O consumo de álcool em Fortaleza, por exemplo, é de 35,9% de homens e 10,6% de mulheres. Nos dias 14 e 15 de agosto de 2009, a Sociedade Brasileira de Urologia, realizou em São Paulo, o Simpósio Internacional de Saúde do Homem, com uma programação muito variada e integral, articulando a vida saudável com qualidade, sexualidade e convivência com as doenças urológicas. Para confirmar a integração, a palestra de abertura foi proferida pelo ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, que fez uma análise do cenário médico brasileiro. E agora temos a maior alegria, ao constatarmos que o presidente Lula está do nosso lado, quando no Programa “Café com o Presidente”, no dia 10 de agosto passado, afirmou: “Além de procurar menos o serviço de saúde, os homens bebem mais, fumam mais e fazem menos exercícios do que as mulheres. Por isso, a importância de manter os hábitos muito saudáveis e fazer exame de prevenção rotineiramente, para evitar as doenças ou detectá-las em tempo, facilitando o tratamento e a cura.“ Até o presidente Lula! Viva o Brasil!
Antero Coelho Neto -
Médico e professor acoelho@secrel.com.br
Homem não chora!
Publicado no Jornal O Povo em 05-08-09
Cresci e me criei ouvindo esta frase de meus pais, familiares e de quase todos os amigos. Homem é homem! Não chora!
São milhares de referências em livros, artigos, pesquisas, músicas, etc. Na linda canção do guitarrista Roberto Frejaj ele canta: “Homem não chora, nem por dor, nem por amor. Homem não chora, nem por ter, nem por perder”
Pobres de nós, que tivemos de pagar um preço altíssimo por isso. Muitos machos morreram, sofreram, padeceram ou perderam ricos e lindos momentos da vida. Foram enganados, mortos e sacrificados em nome dessa “diferença fundamental” com a “pobrezinha” da mulher que realmente dirige e comanda a casa e os filhos fazendo de conta que está seguindo as “ordens” do marido, o grande chefão.
É interessante destacar que as mulheres Celtas, por razões locais específicas, nunca permitiram essa desigualdade e sempre foram as reais comandantes da vida familiar. E lá os homens estão felizes da vida, chorando e vivendo mais.
Claro que temos melhorado muito nesses últimos anos em relação às desigualdades entre os homens e mulheres, mas necessitamos, principalmente em certas regiões do país, melhorar muito mais. Ou “piorar muito mais” como diriam alguns machos?
Mas as brasileiras continuam vivendo mais do que os homens em valores muito acima de inúmeros países do globo. São 8 anos mais. E isto pela prática das mulheres de muitos elementos reconhecidamente de valor na nossa longevidade: maior sociabilidade participando de grupos de convivência e de amigas, dançando e cantando; religiosas e praticando muito mais a espiritualidade; amando com freqüência e habilidade; realizando mais atividade física; trabalhando muito (realizando atividades que lhes dão prazer); bebendo e fumando menos do que os homens. E chorando, sem fragilidade ou vergonha de mostrar para todos sua tristeza ou também alegria.
Comigo aconteceu uma transformação que jamais imaginava: passei a desenvolver vários dessas qualidades ditas femininas e hoje choro com facilidade, me sentindo muito melhor. Aprendi, trabalhando como médico na promoção da saúde e da qualidade de vida relacionada com a saúde e maior longevidade. E foi com as mulheres idosas, principalmente, que aprendi muitas coisas boas da vida humana.. Elas abriram para mim um horizonte diferente e melhor. Por isso, quando dou entrevistas na mídia, palestras nas organizações públicas e privadas ou em cursos de Faculdades, brincando eu afirmo, “Estou cada vez mais feminino”. Eles riem e para que não pensem “outras coisas” eu explico também sorrindo. E todos ficamos alegres.
Por isto, neste momento, o meu conselho: homens, vamos mudar de comportamento e vamos viver muito mais e melhor. E chorar vai nos ajudar muito. Os “machos” que nos condenem, mas “chorar é fundamental”. E que isto possa acontecer antes que a afirmação do famoso geneticista Steve Jones seja uma realidade: “o cromossoma Y vai desaparecer do mapa genético e os homens vão desaparecer”.
Antero Coelho Neto
Médico e professor
Cresci e me criei ouvindo esta frase de meus pais, familiares e de quase todos os amigos. Homem é homem! Não chora!
São milhares de referências em livros, artigos, pesquisas, músicas, etc. Na linda canção do guitarrista Roberto Frejaj ele canta: “Homem não chora, nem por dor, nem por amor. Homem não chora, nem por ter, nem por perder”
Pobres de nós, que tivemos de pagar um preço altíssimo por isso. Muitos machos morreram, sofreram, padeceram ou perderam ricos e lindos momentos da vida. Foram enganados, mortos e sacrificados em nome dessa “diferença fundamental” com a “pobrezinha” da mulher que realmente dirige e comanda a casa e os filhos fazendo de conta que está seguindo as “ordens” do marido, o grande chefão.
É interessante destacar que as mulheres Celtas, por razões locais específicas, nunca permitiram essa desigualdade e sempre foram as reais comandantes da vida familiar. E lá os homens estão felizes da vida, chorando e vivendo mais.
Claro que temos melhorado muito nesses últimos anos em relação às desigualdades entre os homens e mulheres, mas necessitamos, principalmente em certas regiões do país, melhorar muito mais. Ou “piorar muito mais” como diriam alguns machos?
Mas as brasileiras continuam vivendo mais do que os homens em valores muito acima de inúmeros países do globo. São 8 anos mais. E isto pela prática das mulheres de muitos elementos reconhecidamente de valor na nossa longevidade: maior sociabilidade participando de grupos de convivência e de amigas, dançando e cantando; religiosas e praticando muito mais a espiritualidade; amando com freqüência e habilidade; realizando mais atividade física; trabalhando muito (realizando atividades que lhes dão prazer); bebendo e fumando menos do que os homens. E chorando, sem fragilidade ou vergonha de mostrar para todos sua tristeza ou também alegria.
Comigo aconteceu uma transformação que jamais imaginava: passei a desenvolver vários dessas qualidades ditas femininas e hoje choro com facilidade, me sentindo muito melhor. Aprendi, trabalhando como médico na promoção da saúde e da qualidade de vida relacionada com a saúde e maior longevidade. E foi com as mulheres idosas, principalmente, que aprendi muitas coisas boas da vida humana.. Elas abriram para mim um horizonte diferente e melhor. Por isso, quando dou entrevistas na mídia, palestras nas organizações públicas e privadas ou em cursos de Faculdades, brincando eu afirmo, “Estou cada vez mais feminino”. Eles riem e para que não pensem “outras coisas” eu explico também sorrindo. E todos ficamos alegres.
Por isto, neste momento, o meu conselho: homens, vamos mudar de comportamento e vamos viver muito mais e melhor. E chorar vai nos ajudar muito. Os “machos” que nos condenem, mas “chorar é fundamental”. E que isto possa acontecer antes que a afirmação do famoso geneticista Steve Jones seja uma realidade: “o cromossoma Y vai desaparecer do mapa genético e os homens vão desaparecer”.
Antero Coelho Neto
Médico e professor
domingo, junho 14, 2009
Como ganhar mais anos de vida.
Várias pessoas me questionaram sobre o artigo publicado na revista Veja, destacando como podemos ganhar mais anos de vida “boa” e com “qualidade”. Será mesmo verdade isso que a revista publicou?
Quando regressei em 1994, da OPS/OMS e em artigos e entrevistas na mídia, falava de nossas possibilidades presentes e futuras de maior longevidade, soube que alguns amigos duvidavam e um deles chegou a dizer: “O Antero voltou maluco...”
Eu destacava números de organizações internacionais e de pesquisadores conhecidos mundialmente pela seriedade e grandezas. Pois aconteceu que vários desses números tidos como fantasiosos foram superados.
A evolução das ciências responsáveis pelo nosso funcionamento e desenvolvimento orgânico e psicológico, a melhoria das condições ambientais, o uso de práticas já conhecidas de comportamento saudável e de medicamentos modernos têm possibilitado alcançar esses valores.
Os elementos apresentados pela revista estão comprovados por várias pesquisas em organizações de grande destaque. Algumas delas até encontraram resultados mais animadores.
Alguns pesquisadores também famosos, no entanto, descartam a idéia de novos avanços tecnológicos e científicos, dentro do critério de “avanços em progressão geométrica”. Assim sendo, os avanços supostos para aumentos nos próximos 100 anos, chegando até a afirmativa de que alcançaremos em torno de 200 anos de perspectiva de vida, serão dificultados por uma série de impedimentos de nossa própria estrutura física e mental. Dizem alguns que, depois de 80 a 100 anos de perspectivas de vida, mesmo em países como França e Japão, não teremos possibilidades de avanços maiores. Os otimistas, que são muitos, recusam dizendo que esses avanços são imprevisíveis e não são colocados como indicadores nas pesquisas atuais nos seus devidos valores.
Seja como for, a maior importância da valorização dos principais condicionantes de nossa longevidade está também no fato de que eles estão associados a outros elementos estruturais como a prática de uma vida com hábitos e costumes saudáveis em seus aspectos físicos, químicos, biológicos, sociológicos, culturais e espirituais. Verdade que muita coisa tem de ser incorporada a nossa prática de vida diária, principalmente em certas populações do globo para podermos ter uma maior longevidade. Alguns desses condicionantes são simplesmente olvidados e pouca importância lhes é dada. No Brasil, vários são ainda os elementos que são esquecidos pela população e mesmo pelos órgãos de comunicação como a proteção contra os fatores de riscos físicos e químicos.
Termino lembrando que a verdade da longevidade está no equilíbrio: físico, químico, psicológico, biológico, sociológico e espiritual, o que nem sempre é fácil de conquistar e, algumas vezes não são aqueles elementos “espetaculares” que a mídia gosta de comentar.
Antero Coelho Neto
Médico e Professor
Quando regressei em 1994, da OPS/OMS e em artigos e entrevistas na mídia, falava de nossas possibilidades presentes e futuras de maior longevidade, soube que alguns amigos duvidavam e um deles chegou a dizer: “O Antero voltou maluco...”
Eu destacava números de organizações internacionais e de pesquisadores conhecidos mundialmente pela seriedade e grandezas. Pois aconteceu que vários desses números tidos como fantasiosos foram superados.
A evolução das ciências responsáveis pelo nosso funcionamento e desenvolvimento orgânico e psicológico, a melhoria das condições ambientais, o uso de práticas já conhecidas de comportamento saudável e de medicamentos modernos têm possibilitado alcançar esses valores.
Os elementos apresentados pela revista estão comprovados por várias pesquisas em organizações de grande destaque. Algumas delas até encontraram resultados mais animadores.
Alguns pesquisadores também famosos, no entanto, descartam a idéia de novos avanços tecnológicos e científicos, dentro do critério de “avanços em progressão geométrica”. Assim sendo, os avanços supostos para aumentos nos próximos 100 anos, chegando até a afirmativa de que alcançaremos em torno de 200 anos de perspectiva de vida, serão dificultados por uma série de impedimentos de nossa própria estrutura física e mental. Dizem alguns que, depois de 80 a 100 anos de perspectivas de vida, mesmo em países como França e Japão, não teremos possibilidades de avanços maiores. Os otimistas, que são muitos, recusam dizendo que esses avanços são imprevisíveis e não são colocados como indicadores nas pesquisas atuais nos seus devidos valores.
Seja como for, a maior importância da valorização dos principais condicionantes de nossa longevidade está também no fato de que eles estão associados a outros elementos estruturais como a prática de uma vida com hábitos e costumes saudáveis em seus aspectos físicos, químicos, biológicos, sociológicos, culturais e espirituais. Verdade que muita coisa tem de ser incorporada a nossa prática de vida diária, principalmente em certas populações do globo para podermos ter uma maior longevidade. Alguns desses condicionantes são simplesmente olvidados e pouca importância lhes é dada. No Brasil, vários são ainda os elementos que são esquecidos pela população e mesmo pelos órgãos de comunicação como a proteção contra os fatores de riscos físicos e químicos.
Termino lembrando que a verdade da longevidade está no equilíbrio: físico, químico, psicológico, biológico, sociológico e espiritual, o que nem sempre é fácil de conquistar e, algumas vezes não são aqueles elementos “espetaculares” que a mídia gosta de comentar.
Antero Coelho Neto
Médico e Professor
segunda-feira, maio 18, 2009
Responsabilidade social, individual e coletiva na Saúde.
Responsabilidade social, individual e coletiva na Saúde.
Muitos estão perguntando o que significam expressões, que agora estão cada vez mais presentes e atuantes, como: “saúde e responsabilidade social”, “promoção da saúde com satisfação de viver”, “saúde corporativa”, “saúde com qualidade de vida” e outras.
E já estamos muito atrasados na tentativa de desenvolvermos mais ações e projetos dirigidos com estas finalidades.
É exatamente a falta de um “sentimento” de cidadania dirigida para o público não governamental que nos diferencia dos países mais desenvolvidos.
Fomos orientados, durante muitos anos e ainda continuamos, para um “público-governo” em que os bens são na maioria de “propriedade governamental”. Quase tudo é de responsabilidade do governo. A rua e a praça, símbolos da nossa sociedade, são “para” e não “do” povo. E é isto que faz a grande diferença.
Esta praça deve ser do povo e não apenas para o povo. Esta praça é nossa! E não do governo para o povo. O Governo constrói esta rua para o povo, que passa a ser o seu dono. Porque o povo lhe deu o direito e a responsabilidade para isso. O governo faz porque nós queremos que faça a praça e passa a administrá-la porque nós lhe damos essa função. E muitas praças nós mesmos iremos administrá-las. E, como praças, também estão hospitais, centros de saúde, ambulatórios, campanhas de saúde pública e muito mais. Desse direito nasce em contrapartida: a nossa responsabilidade social individual e coletiva;
E isto em saúde é de suma importância porque são muitos os direitos que temos de adquirir, assumindo muitos deveres e funções que darão muito trabalho. Esta praça sendo minha, tenho de ajudar a limpá-la e conservá-la. E toda uma nova conduta social aparece. E muitas palavras novas tomam sentidos mais rigorosos e valorosos como o da responsabilidade individual e coletiva. As organizações particulares, muito mais “inteligentes” estão, rapidamente, adotando a prática da responsabilidade da “saúde corporativa”, como já destaquei em artigo anterior quando fui convidado para participar de vários de seus programas. Os resultados têm sido enormes e de grande significado no sul do país.
Nos países desenvolvidos já não basta que as pessoas tenham somente saúde, mas sim que alcancem saúde com qualidade de vida, longevidade saudável e com satisfação de viver. E assim crescem as nossas responsabilidades individuais no Índice de Desenvolvimento Humano, Promoção da Saúde, Qualidade de Vida, Extensão da Vida, Longevidade Digna, etc. Alguns desses conceitos começaram a ser falados em nosso país mas muito pouco tem sido feito.
É necessário correr para compensar o prejuízo caso contrário, ficaremos sempre perdendo o bonde que passa. Desculpem o lamento. É que tenho sofrido muito nos últimos anos de luta pela nossa responsabilidade pública, mas também individual sobre Qualidade de Vida, Promoção da Saúde e Longevidade ativa, criativa e saudável. Os políticos têm prometido muito e pouco feito. O tempo está passando e o brasileiro ficando velho (como eu próprio) com um ótimo Estatuto do Idoso sem ser aplicado. Até quando?
Desculpem o meu “Delenda Cartago”, mas como “água mole em pedra dura tanto bate até que fura...”
Antero Coelho Neto.( Médico, Professor e Diretor do IQVida)
Muitos estão perguntando o que significam expressões, que agora estão cada vez mais presentes e atuantes, como: “saúde e responsabilidade social”, “promoção da saúde com satisfação de viver”, “saúde corporativa”, “saúde com qualidade de vida” e outras.
E já estamos muito atrasados na tentativa de desenvolvermos mais ações e projetos dirigidos com estas finalidades.
É exatamente a falta de um “sentimento” de cidadania dirigida para o público não governamental que nos diferencia dos países mais desenvolvidos.
Fomos orientados, durante muitos anos e ainda continuamos, para um “público-governo” em que os bens são na maioria de “propriedade governamental”. Quase tudo é de responsabilidade do governo. A rua e a praça, símbolos da nossa sociedade, são “para” e não “do” povo. E é isto que faz a grande diferença.
Esta praça deve ser do povo e não apenas para o povo. Esta praça é nossa! E não do governo para o povo. O Governo constrói esta rua para o povo, que passa a ser o seu dono. Porque o povo lhe deu o direito e a responsabilidade para isso. O governo faz porque nós queremos que faça a praça e passa a administrá-la porque nós lhe damos essa função. E muitas praças nós mesmos iremos administrá-las. E, como praças, também estão hospitais, centros de saúde, ambulatórios, campanhas de saúde pública e muito mais. Desse direito nasce em contrapartida: a nossa responsabilidade social individual e coletiva;
E isto em saúde é de suma importância porque são muitos os direitos que temos de adquirir, assumindo muitos deveres e funções que darão muito trabalho. Esta praça sendo minha, tenho de ajudar a limpá-la e conservá-la. E toda uma nova conduta social aparece. E muitas palavras novas tomam sentidos mais rigorosos e valorosos como o da responsabilidade individual e coletiva. As organizações particulares, muito mais “inteligentes” estão, rapidamente, adotando a prática da responsabilidade da “saúde corporativa”, como já destaquei em artigo anterior quando fui convidado para participar de vários de seus programas. Os resultados têm sido enormes e de grande significado no sul do país.
Nos países desenvolvidos já não basta que as pessoas tenham somente saúde, mas sim que alcancem saúde com qualidade de vida, longevidade saudável e com satisfação de viver. E assim crescem as nossas responsabilidades individuais no Índice de Desenvolvimento Humano, Promoção da Saúde, Qualidade de Vida, Extensão da Vida, Longevidade Digna, etc. Alguns desses conceitos começaram a ser falados em nosso país mas muito pouco tem sido feito.
É necessário correr para compensar o prejuízo caso contrário, ficaremos sempre perdendo o bonde que passa. Desculpem o lamento. É que tenho sofrido muito nos últimos anos de luta pela nossa responsabilidade pública, mas também individual sobre Qualidade de Vida, Promoção da Saúde e Longevidade ativa, criativa e saudável. Os políticos têm prometido muito e pouco feito. O tempo está passando e o brasileiro ficando velho (como eu próprio) com um ótimo Estatuto do Idoso sem ser aplicado. Até quando?
Desculpem o meu “Delenda Cartago”, mas como “água mole em pedra dura tanto bate até que fura...”
Antero Coelho Neto.( Médico, Professor e Diretor do IQVida)
domingo, abril 12, 2009
Jovem pobre, pense no assunto!
ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL O POVO EM 01-04-09
JOVEM POBRE, PENSE NO ASSUNTO"
Sei que não é fácil pedir ao brasileiro jovem e pobre que pense em sua qualidade de vida e, menos ainda, em sua satisfação de viver. Viver satisfeito com tantos problemas e dificuldades? Eu devo estar brincando ou querendo agredi-lo pois não saberia o que é, realmente, ser pobre no Brasil. Longe disso, principalmente quando me lembro do tempo de jovem quando até a comida era difícil em nossa casa. Mas é que muitos estudos e pesquisas atuais estão a revelar, cada vez mais, a importância e a utilização de condicionantes fundamentais da qualidade de vida em jovens pobres: promoção da saúde (prevenção das enfermidades e dos riscos físicos, químicos e biológicos e estilos saudáveis de vida), conhecimento básico e atual sobre qualidade de vida, obtenção de uma educação dirigida para as profissões sócio-culturais e tecnológicas mais necessárias na atualidade e uma auto-estima elevada. No Brasil as pesquisas utilizam apenas indicadores básicos de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e de IDJ (Índice de Desenvolvimento Juvenil) que estão entre os mais baixos dos países em desenvolvimento. Há anos que falo na criação do ISV (Índice de Satisfação de Viver) para ao brasileiros. E uma melhor qualidade de vida pode ser alcançada pelo próprio jovem pobre desde que, realmente, queira alcançar essas condições. É preciso destacar, no entanto, que falo do pobre e não do “muito pobre” que não tem, na grande maioria dos países, pobres ou ricos, a menor possibilidade de dirigir a sua vida e de poder condicionar o seu comportamento para o que quer alcançar. O pobre sim, pode e deve querer. Estudos revelam que a vontade de se desenvolver e ter melhor qualidade de vida, pode mudar condicionantes supostamente imutáveis. Mas essa proposta assusta, pois a responsabilidade passa a ser maior para o próprio indivíduo e menos do Governo como é comum e mais fácil de acusar. O maior esforço passa a ser nosso e isso não é conveniente para muitos acomodados da vida. Pense no assunto jovem, com muito cuidado e verá que isto é uma verdade da atualidade. Esses conhecimentos estão sendo generalizados e utilizados por muitos jovens, principalmente pertencentes às classes pobres e médias de países desenvolvidos e em desenvolvimento. Por exemplo, os europeus jovens (numa pesquisa em 27 países, em 2008), numa escala de 1 à 10 , a média dos participantes deu nota 7 para ”satisfação de viver” e 7,5 para “felicidade”. Mas também, obviamente, nunca esquecer que para podermos alcançar esses condicionantes fundamentais de desenvolvimento humano, temos de saber escolher os nossos políticos e dirigentes públicos que são aqueles que possibilitarão a execução de leis e normas públicas dirigidas para a melhoria da qualidade de vida da população. Que não exista a corrupção dos órgãos públicos destacada atualmente na imprensa e que não mais aconteça como nas últimas eleições, quando os candidatos não quiseram e não falaram nada em qualidade de vida e muito menos em satisfação de viver do brasileiro. Falar em jovem feliz, então, nem pensar! Gente feliz e letrada aprende a votar. Antero Coelho Neto - Médico e Professor acoelho@secrel.com.br
JOVEM POBRE, PENSE NO ASSUNTO"
Sei que não é fácil pedir ao brasileiro jovem e pobre que pense em sua qualidade de vida e, menos ainda, em sua satisfação de viver. Viver satisfeito com tantos problemas e dificuldades? Eu devo estar brincando ou querendo agredi-lo pois não saberia o que é, realmente, ser pobre no Brasil. Longe disso, principalmente quando me lembro do tempo de jovem quando até a comida era difícil em nossa casa. Mas é que muitos estudos e pesquisas atuais estão a revelar, cada vez mais, a importância e a utilização de condicionantes fundamentais da qualidade de vida em jovens pobres: promoção da saúde (prevenção das enfermidades e dos riscos físicos, químicos e biológicos e estilos saudáveis de vida), conhecimento básico e atual sobre qualidade de vida, obtenção de uma educação dirigida para as profissões sócio-culturais e tecnológicas mais necessárias na atualidade e uma auto-estima elevada. No Brasil as pesquisas utilizam apenas indicadores básicos de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e de IDJ (Índice de Desenvolvimento Juvenil) que estão entre os mais baixos dos países em desenvolvimento. Há anos que falo na criação do ISV (Índice de Satisfação de Viver) para ao brasileiros. E uma melhor qualidade de vida pode ser alcançada pelo próprio jovem pobre desde que, realmente, queira alcançar essas condições. É preciso destacar, no entanto, que falo do pobre e não do “muito pobre” que não tem, na grande maioria dos países, pobres ou ricos, a menor possibilidade de dirigir a sua vida e de poder condicionar o seu comportamento para o que quer alcançar. O pobre sim, pode e deve querer. Estudos revelam que a vontade de se desenvolver e ter melhor qualidade de vida, pode mudar condicionantes supostamente imutáveis. Mas essa proposta assusta, pois a responsabilidade passa a ser maior para o próprio indivíduo e menos do Governo como é comum e mais fácil de acusar. O maior esforço passa a ser nosso e isso não é conveniente para muitos acomodados da vida. Pense no assunto jovem, com muito cuidado e verá que isto é uma verdade da atualidade. Esses conhecimentos estão sendo generalizados e utilizados por muitos jovens, principalmente pertencentes às classes pobres e médias de países desenvolvidos e em desenvolvimento. Por exemplo, os europeus jovens (numa pesquisa em 27 países, em 2008), numa escala de 1 à 10 , a média dos participantes deu nota 7 para ”satisfação de viver” e 7,5 para “felicidade”. Mas também, obviamente, nunca esquecer que para podermos alcançar esses condicionantes fundamentais de desenvolvimento humano, temos de saber escolher os nossos políticos e dirigentes públicos que são aqueles que possibilitarão a execução de leis e normas públicas dirigidas para a melhoria da qualidade de vida da população. Que não exista a corrupção dos órgãos públicos destacada atualmente na imprensa e que não mais aconteça como nas últimas eleições, quando os candidatos não quiseram e não falaram nada em qualidade de vida e muito menos em satisfação de viver do brasileiro. Falar em jovem feliz, então, nem pensar! Gente feliz e letrada aprende a votar. Antero Coelho Neto - Médico e Professor acoelho@secrel.com.br
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