domingo, fevereiro 10, 2013


O Povo- O bem contra o mal

Artigo publicado em  23/01/2013


Sabemos que todas as línguas apresentam, desde os seus inícios, a palavra “bem” com o significado de uma qualidade certa ou desejável e “mal” como o não desejado e prejudicial. Já a noção de Bem e Mal no sentido moral ou religioso, significando a “purificação” e “impureza” de nossa vida e corpo, tem sido de uso mais recente com a chamada filosofia pré-socrática,

São duas condições importantes de nossa vida, estudadas e explicadas de diferentes maneiras e razões de muitas seitas e religiões e até de variáveis comportamentos humanos, originando muitas pesquisas científicas sobre os causadores dessas manifestações.

Já sabemos que algumas emoções da nossa vida originam, em várias células de nosso corpo, do chamado complexo hormonal, a produção de substâncias denominadas neuro-transmissores que apresentam importantes funções responsáveis pelo nosso bem-estar, satisfação de viver e felicidade.

São vários os neuro-transmissores “positivos” de nosso corpo e muitos são os centros de pesquisas do mundo interessados no assunto (adrenalina, nor-adrenalina, dopa, dopamina, serotonina, melatonina, acetil-colina, encefalina, endorfina, etc.). Muitos deles transformam-se em serotonina que, por esta razão, é chamada por muitos de “substância do bem-estar” e que podemos dizer “do bem do corpo”.

Estudando as diferentes emoções conhecidas do corpo humano, causadoras de uma melhor qualidade de vida e maior longevidade e ampliando o modelo usado por Juan Hitzig (alfabeto emocional), identificamos as mais importantes e que denominamos de “positivas”: 1. amor; 2. sexo; 3. sabor; 4. sono; 5. alegria; 6. liberdade; 7. serenidade; 8. amizade.

Por outro lado, destacamos que também são várias as emoções que provocam a elaboração das substâncias que causam a destruição de células importantes do organismo. São os chamados radicais ácidos e oxidantes e que podem ser representados pelo que denominamos de “radical” que funciona para o “mal de nosso corpo”.

As emoções responsáveis pela elaboração desse destruidor celular são, a nosso ver: 1. raiva; 2. rancor; 3. pessimismo; 4. ressentimento; 5. tristeza; 6. negativismo. E como resultado podemos ter um estado de depressão ou de estresse que são responsáveis pela diminuição de muitos anos de nossas vidas.

Assim sendo, amigos do bem, temos de procurar ao máximo buscar as emoções que causam serotonina e evitar as que provocam radical. E se assim fazemos estamos lutando pelo nosso bem, de nossa família e da comunidade em geral.

Recomendo então, neste início de ano, para todos os leitores, um plano de qualidade e longevidade de vida, baseado nesse modelo simples e fácil de ser aplicado e que chamamos de “muita serotonina e pouco radical”.

Antero Coelho Neto

acoelho@secrel.com.br

Médico e professor

 

terça-feira, janeiro 01, 2013


O Povo

Dia 26-12-12

                      O GALHO, O TERÇO E A BOLA

São 3 coisas que parecem não ter relação alguma entre si, mas são os principais objetos que os praticantes de caminhadas diárias, nas praças cearenses e Avenida Beira-Mar , levam nas mãos.

O galhinho de arruda simboliza nossas crendices tão curiosas e freqüentes. O terço, confirma nossa grande religiosidade católica. E a bolinha de borracha para os exercícios com os dedos das mãos para uma estimulação muscular durante a sua caminhada.

O galhinho e o terço, ambos fortes protetores, são utilizados pelas mulheres que caminham quase sempre em grupos, falando alegremente e, frequentemente, todas contando suas estórias familiares ao mesmo tempo.  Estou criticando? Não, elas têm aquela bendita capacidade mental que as permite fazer várias coisas ao mesmo tempo.

A bolinha é utilizada pelos homens, velhos e novos, que buscam perfeição muscular ou saúde corporal. Muitos sozinhos e, quando em grupos, falando de problemas sociais, política ou futebol. Eu, que caminho sozinho, pelo meu próprio ritmo, fazendo de conta que não estou ouvindo, fico me deliciando com as “fofocas” que ouço.

E aí destaco os três importantes elementos para nossa longevidade: a atividade física, a boa fofoca e a religiosidade. Fico satisfeito ao comprovar, cada vez mais, o reconhecimento, pela nossa população, de suas importâncias, com o aumento de nossa longevidade. Principalmente pelas mulheres.

“Vida ativa” tem sido um Projeto da OMS, desde há vários anos, e então incorporei este determinante como essencial para a nossa vida com boa  longevidade. Por isso, tem sido um  “slogan” de nosso programa “Novas Idades”, transmitido pela Rádio Universitária-FM, todos os sábados, as 11:00 horas, para que os ouvintes possam alcançar uma maior longevidade: “Tenham uma Vida Ativa, Criativa e Saudável” destacam os Drs. João Macedo, Charlys Nogueira, Jarbas Roriz e o velho aqui que escreve, responsáveis pelo Programa.

Mas, também, tenho de destacar um outro fato que encontramos nas praçinhas e locais de caminhadas: os praticantes são quase todos  das classes média e alta. Muitos dispõem de automóveis (agora cada vez mais) e podem chegar aos locais apropriados. E aí vem a nítida demonstração de que os pobres não são praticantes de caminhadas diárias. Academias de ginásticas? Nem pensar. Pobre tem de trabalhar muito para poder viver e não tem tempo para caminhar ou fazer exercícios. Claro que alguns poucos têm já uma atividade física realizada nos seus trabalhos. São porem, cansativas e, algumas vezes, estafantes e traumáticas para determinadas partes do corpo. É isto aí, meus amigos ricos e da classe média, pobre não tem nem o “direito” de praticar atividade física recomendável. E fica mais fácil de adquirir várias doenças conhecidas e mais propenso às práticas proibidas, como beber e fumar.

Daí, pensei na possibilidade do próximo Prefeito de Fortaleza inovar, criando um programa de “Vida Ativa” com as praticas recomendadas para todos os seus funcionários e para a população pobre em geral, nos diferentes bairros da cidade. E que passem também a usar o galho, o terço ou a bola, alcançando  uma maior longevidade, evitando esta alarmante obesidade atual e tendo mais satisfação de viver e momentos de felicidade no ano novo.

 

Antero Coelho Neto

Médico e Professor


 

sexta-feira, setembro 07, 2012


              ANTI-ENVELHECIMENTO

O assunto, finalmente, ganhou a devida importância no Brasil, quando o Conselho Federal de Medicina assumiu sua esperada função e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia discutiu o problema como tema principal, em seu Congresso nacional, realizado há poucos dias no Rio de Janeiro. E, mais importante, tornou-se um problema conhecido nacionalmente, quando  a TV Globo transmitiu, no seu programa Fantástico, informações e provas do uso inadequado e de conduta anti-ética de médicos brasileiros, inclusive alguns conhecidos cearenses. 

O fato é de extrema gravidade tendo em vista que a base fundamental da chamada “medicina anti-envelhecimento” é que a mesma tem o suporte da indústria farmacêutica, uma das mais ricas e poderosas do mundo.

Alem disso, sabemos que sua atuação, muito inteligente, se faz principalmente: (1) Pela doação de verbas para grandes e famosas universidades e instituições de saúde, realizarem trabalhos de pesquisas em assuntos correlatos, envolvendo renomados professores e pesquisadores e (2) Também adotando uma conduta de aplicação dos estilos de vida saudáveis, principalmente a atividade física, o  não uso de elementos como o fumo e álcool, com a prática fundamental de uma alimentação saudável,  envolvendo importantes e ricas industrias alimentares.

Como interessado no assunto do envelhecimento, ainda no meu tempo na OMS, comecei a analisar a proposta da medicina anti-envelhecimento desde o seu início, há 25 anos. Ao regressar para Fortaleza, e já em 2003, criamos a ACLON (Academia de Ciências da Longevidade) onde continuamos estudando os problemas da vida longa, inclusive o anti-envelhecimento. Foi quando, em 2005, ao participar de um evento em Nova York e visitando o famoso Centro Internacional de Longevidade (ICL), com ramificações em muitos países do mundo, fui advertido pelo seu Diretor, Dr. Robert Buttler, sobre o perigo dessa Medicina, com as suas complicações e para-efeitos. E mais, pelo seu poder econômico. Mesmo nos Estados Unidos, a proposta tem se desenvolvido, apesar de todo o conhecimento existente. Lá, somente são considerados os casos de processos individuais de pessoas prejudicadas por esses medicamentos.

Ao regressar, evidentemente, dissolvemos a Academia, com a devida informação para o nosso Conselho Regional de Medicina.

Daí, também a nossa advertência  para que não utilizem essa poderosa e prejudicial “medicina”  e que a nossa população atingida, faça também a devida acusação, nos órgãos competentes. Preocupa-nos, ainda mais,  devido a prática brasileira do uso exagerado de medicamentos. E nossos idosos adoram tomar remédios.

Por isso este nosso aviso (antes tarde do que nunca): até o presente momento nenhum medicamento foi demonstrado ser “anti” o processo de envelhecimento.
 

Dr. Antero Coelho Neto

Médico e Professor

 

 

 

 

 

 

domingo, agosto 19, 2012

Solidão, meu vício-Artigo de Agosto


O Povo – Online

Artigo 08-08-12



Solidão, meu vício

A solidão constitui um assunto muito comentado, desde o início do desenvolvimento do mundo pensante, por filósofos, poetas, escritores, cientistas, profissionais da saúde e outros. Ao pesquisar, encontramos milhares de conceitos e frases definindo o que seja “solidão”, para muita gente importante. Aristóteles, já dizia: “Quem encontra prazer na solidão, ou é fera selvagem, ou é Deus”. Claro que nem uma coisa e nem outra. Elucubração de filósofo.

Venho estudando a solidão, desde há muitos anos, pela sua grande importância prevista na nossa qualidade de vida e longevidade. E também até já escrevi vários poemas e, um deles, Solidão, meu vício, tem sido um dos mais citados e comentados em vários “blogs e sites” de internautas aficionados do Brasil.

Mas agora o assunto ganha um enorme valor médico quando tem a sua confirmação científica através de uma grande pesquisa efetuada nos EUA e publicada no jornal da Associação Médica Americana, intitulada Solidão nos idosos - Declínio funcional e morte, mostrando o valor dos fatores psicológicos produzindo o “estresse da solidão”, causador de doenças e diminuição da nossa longevidade.

Costumo dividir a solidão em três tipos: física, mental e espiritual. Física, quando a pessoa não tem o contato permanente com outras, por diferentes motivos. Muito comum nos EUA e em vários outros países, pela grande quantidade de idosos morando sozinhos, o que é uma grande preocupação na saúde pública desses países. Agora, estamos chegando a este tipo no Brasil com o aumento rápido de nossos idosos.

Solidão mental quando, tendo ou não o convívio com outras pessoas, fica ”isolada em si”, pensando com prazer ou pesar. E aí são diferentes e conflituosos tipos de consequências, algumas boas, outras más. Para manter a mente ativa são várias as possibilidades indicadas: leitura, música, prática de exercícios cerebrais, neurolinguística, técnica da mente ativa (DMT), neurobiótica, prática de escrever, tocar, cantar, participação em grupos nas suas diferentes modalidades sociais, etc.



Na solidão espiritual a pessoa fica isolada, pensando em seu Deus ou divindades, quando então mobiliza neuro-transmissores, que podem promover satisfação de viver e até momentos de felicidade. As pesquisas têm revelado a enorme importância desses elementos na mobilização de nossa vida normal e na manutenção de nossa saúde, qualidade de vida e também na longevidade. Esses achados científicos reconhecidos engrandecem e estimulam a nossa luta para que todos busquem estilos de vida saudáveis. Confirmando assim a OMS quando publica que: 70% das enfermidades não aparecem quando as pessoas praticam estilos de vida saudáveis.

Como bem destaca o geriatra João Macedo, para nosso programa Novas Idades, na Rádio-FM Universitária, a grande importância dessa pesquisa da solidão dos americanos é consolidar o papel dos aspectos sociais na saúde do idoso. Por isso este lembrete terminal : ”Nunca fique sozinho. Esteja sempre em contato com você mesmo, seus familiares, seus amigos ou com seu Deus”. E aí vai poder atingir os 120 anos de vida a que já tem direito.

Antero Coelho Neto

acoelho@secrel.com.br

Médico e professor


domingo, julho 01, 2012




O Povo

Longevidade ativa, criativa e saudável

Artigo public. 17-05-12

No dia 19 de maio comemoramos seis anos do Novas Idades, na Rádio FM Universitária. Serão 300 programas junto com os geriatras João Macedo, Charlys Nogueira e Jarbas Roriz, que, somados aos 370 realizados durante sete anos na Rádio AM do Povo (denominados Novas Dimensões, por sugestão do eterno amigo Demócrito), somam 670.

Foram 13 anos de satisfação e muitos momentos de felicidade. Todos eles com o objetivo fundamental de analisar, discutir e indicar a importância de se ter uma longevidade ativa, criativa e saudável. Sempre brinco com os meus velhos amigos dizendo que devemos sempre buscar essa “trinca” para um futuro feliz. São determinantes estudados por muitos pesquisadores conhecidos e com resultados já mundialmente comprovados.

A vida deve e tem de ser “ativa”. E “ativa” não quer dizer simplesmente prática de atividade física ou outro tipo de reconhecido valor atual para o nosso corpo. A abrangência é muito maior. Sumamente importante é manter a mente em atividade constante. Para isto temos uma série de indicações já pesquisadas e testadas as suas validades para a manutenção de nossas memórias cognitiva (mais eficazes), dedutiva, interpretativa e associativa. Leitura, prática de jogos e de técnicas específicas para a manutenção da mente estão largamente difundidas. A internet tem sido um excelente meio de comunicação valorizando o tema da mente ativa.

Mas também devemos destacar a possibilidade e a necessidade de uma prática de atividade social, cultural, religiosa, familiar e ambiental. Não parar nunca. Quando o corpo não puder mais ser ativo, que a mente seja. E que não exista nenhuma demência.

Que a nossa capacidade de elaborar coisas novas para nós mesmos, para a família e para melhorar nossas condições financeiras e facilitar a nossa vida, seja constantemente valorizada. A capacidade de “criar” é um dos mais importantes determinantes da nossa satisfação de viver e da qualidade de vida. Eu faço e você? E a saúde, como tê-la e como mantê-la neste nosso país tão ingrato com a nossa saúde, educação e satisfação de viver?

Aconselhamos praticar ao máximo as indicações da promoção da saúde, como sempre estamos repetindo (prevenção das enfermidades, dos riscos físicos, químicos e biológicos, estilos de vida saudáveis, educação e comunicação sobre saúde) e utilizar corretamente os diferentes níveis de atenção da saúde - postos e hospitais. Promoção da saúde é muito mais de nossa responsabilidade direta, mas os níveis de atenção de saúde não são, e aí está a grande dificuldade do brasileiro. Por isso a validade de gritar sempre: saúde para a nossa satisfação de viver. Saúde para a nossa vida longa.

Por isso sempre pedimos para nossos amigos, leitores e ouvintes: tentem, busquem e achem como ter uma vida ativa, criativa e saudável. E quanto mais cedo isto for praticado, mais anos de vida vamos conquistar. Mais anos da vida que já temos direito serão resgatados. Vamos praticar a “trinca” da vida longa?

Antero Coelho Neto

acoelho@secrel.com.br

Professor, médico e presidente da Academia Cearense de Medicina




                              FELICIDADE INTERNA PRÓPRIA  - FIP

Desde há anos, venho acompanhando o progresso da chamada Felicidade Interna Bruta do Butão e, em diferentes oportunidades, consultei a opinião de autoridades importantes em qualidade de vida. Constitui  uma interpretação diferente para aquele país muito religioso, baseada nos valores espirituais budistas, com pouco desenvolvimento técnico, social e com uma economia adaptada à cultura do país. Correta sua posição contrária à valorização econômica exclusiva (PIB) como muitos dos modelos utilizados para medida de nossa qualidade de vida.  Baseia-se no princípio de que o desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e material são simultâneos. Apenas confundem bem-estar (BE) e satisfação de viver (SV) com felicidade.

Do mesmo modo, tenho estudado os principios e aplicações do IDH  (Indice de Desenvolvimento Humano) cujos valores e resultados são muito indicados para os nossos costumes e necessidades. Mas, para muitos, inclusive para mim, ainda insuficientes para classificar e comparar grupos sociais e populações heterogêneas.   

Na minha opinião, “felicidade” existe apenas em momentos e é uma condição própria na vida de cada um e não condicionada exclusivamente por fatores econômicos, sociais, religiosos, com limites numéricos em praticamente todos os desejos, valores, responsabilidades, grandezas, necessidades, amores, mudanças e futuro de cada indivíduo.

Amigos, o desenvolvimento dos nossos momentos de felicidade são, quase sempre, de nossa própria responsabilidade.

Tenho elaborado uma proposta de melhoria das dimensões da vida e destacado este meu interesse. São 3 as dimensões produzidas ou melhoradas pela qualidade de vida da pessoa: bem-estar, satisfação de viver e felicidade. Tenho já destacado essa diferenciação que muitas pessoas, e até profissionais e cientistas confundem, ou interpretam como eles julgam e querem. Daí a minha proposta do que tenho chamado “Felicidade Interna Própria- FIP”, quando destaco que sou eu que digo quando sou feliz.

Claro que a valorização dos princípios e determinantes de nossa qualidade de vida têm tido um progresso e destaque, em todo o universo, nos últimos 20 anos. No Brasil, isso tem sido altamente gratificante e importante para a nossa vida e longevidade saudável. E temos batalhado intensamente para que isso possa acontecer em todas as regiões do país

O que destaco é que não temos de culpar e criticar, exclusivamente, políticos e governantes pela nossa Felicidade.  Nós também somos os responsáveis. E os maiores, muitas vezes.

E um dos exercícios que costumo indicar é anotar os momentos quando se sentem “felizes”, destacando as “causas” e “porquê”. Depois, revê-los e tentar repeti-los ou, até melhorá-los. Quando fazemos um Diário de nossa vida, devemos anotar os nossos momentos felizes com suas causas e efeitos. E valorizá-los.

Parece uma coisa muito insignificante? Mas não é. Nós somos os “mobilizadores” de nossa própria Felicidade. Ela é Minha! Ela é Própria!

Claro que a Presidente Dilma Rousseff pode e deve me ajudar, na  intensidade e freqüência dos momentos de felicidade! Pois estes não são nada fáceis de serem conseguidos.



Antero Coelho Neto

acoelho@secrel.com.br

Professor, médico e presidente da Academia Cearense de Medicina






terça-feira, maio 01, 2012


Artigo  340- 21/03/2012

O Povo - Online

NA BUSCA DO EQUILÍBRIO

Para muitos, e para mim também, a palavra maior do Universo é “equilíbrio”. E a sua busca, deve ser o nosso maior desafio, luta e, algumas vezes, êxito. Quando se estuda as leis do Universo, encontramos sempre uma busca constante, uma tendência evidente das chamadas leis da natureza e da vida. E aí a verdade sobre esses complexos elementos se torna mais difícil quando se estuda as diferentes e conhecidas interpretações filosóficas, científicas, sociológicas e religiosas de grandes homens do passado como Platão, Aristóteles, Karl Marx, Freud, Hobbes, Rousseau, John Locke e, muitos outros.

Pena que muitas, melhor diria, quase todas, lutas da humanidade são dirigidas para os extremos. Evidentes e famosas lutas políticas (esquerda ou da direita), classes sociais (ricos e pobres), religiosidades (cristãos, muçulmanos, espíritas, uniteístas, deístas, agnósticos, etc.), estilos de vida (fumantes, comilões, beberrões, preguiçosos, etc.), tendências, vontades, amores, etc. etc. Muitos dizem, “mas nos extremos é que estão os prazeres maiores da vida”. Isto é verdade para muitos, sabemos disso, o que torna muito difícil mudá-los. Prazer é um sentido que desenvolvemos, cada um de nós, de uma maneira diferente. Mais e menos prazer. Sinto prazer com isso, ou não sinto prazer nenhum. Ele sente, mas eu não. Entre os homens e as mulheres, ainda maiores são as diferenças.

As tendências predominantes na humanidade sempre têm sido para os prazeres extremos. Para o maior ou para o menor. Mas, para alguns poucos “privilegiados”, o centro ou o equilíbrio entre as tendências tem sido possível e demonstra sabedoria ou oportunismo. Os nossos sistemas endócrino, circulatório, nervoso, muscular, etc., buscam sempre um equilíbrio funcional. E o verbo “buscar” passa a ser importante para a pessoa. A vida, com a busca pelo equilíbrio, passa a ser o estereotipo desejado para os que sabem desses conhecimentos e os praticam. Vocês sabem disso. Ou não aceitam isto como verdade?

Sempre que me perguntam como eu vou vivendo, respondo “na busca do equilíbrio”. E para os amigos tento explicar, como estou fazendo agora com vocês. Na procura de um ambiente em equilíbrio, na busca pela vida com saúde e com melhor qualidade de vida. Constitui a busca de uma vida sempre subindo os degraus para alcançar o andar superior. Agora, estou no quarto andar ou quarta idade. E não está fácil, mas farei tudo o que possa, darei todo o meu empenho para isto. E sempre obedecendo as leis do meu equilíbrio mental, físico e espiritual. E da natureza em que vivo, evidentemente.

Mas também é preciso lembrar-se de Albert Einstein quando disse: “viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio.” Isto significando que a coisa não é fácil. É preciso movimentar-se, ser ativo, para alcançar o equilíbrio necessário e buscado.

Antero Coelho Neto

acoelho@secrel.com.br

Médico, professor e presidente da Academia Cearense de Medicina

quinta-feira, dezembro 22, 2011


PALAVRAS DE SATISFAÇÃO NO ÚLTIMO PROGRAMA DE 2011 E DE DESEJADAS PERSPECTIVAS PARA 2012



 ·      Nossa satisfação e felicidade com o Programa –

Foram 47 Programas transmitidos em 2011, que foram todos gravados e fotografados para a nossa Memória, que estão sendo analisados e sumarizados para a nossa Homepage, DVD’s e HD’s para distribuição pelas Bibliotecas mais importantes do Brasil e também de alguns países do estrangeiro.

Estamos totalizando 653 Programas realizados que somados aos 370 realizados na AM do Povo perfazem um total de 653 Programas.

E também estamos analisando os assuntos e convidados participantes para destaque de nosso Programa nos seus objetivos fundamentais e de nossa rádio FM Universitária.

·      Meus agradecimentos aos Companheiros de Equipe, Estudantes da Liga de GG, pessoal da Rádio, participantes convidados e os Ouvintes que são a Razão fundamental de nosso Programa.

·      Assim sendo enviamos para todos Vocês a seguinte Mensagem:



MENSAGEM DE NATAL  E ANO NOVO (de 2012)


       Queridas e Queridos Ouvintes de nosso Programa “Novas Idades” na  Rádio Universitária - FM


·      Neste Natal e  passagem de Ano, desejamos que todos  vocês  pensem  na Vida com muito amor, quando o nosso espírito  se eleva e a Satisfação de Viver prevalece e temos muitos momentos de Felicidade

·      Para que a Qualidade e Quantidade da Vida sejam a nossa busca constante , associadas a uma conduta humana, digna e ética.

·      Tudo devemos fazer para alongar a quantidade de nossos anos com saúde física e mental e desenvolvimento espiritual.

 ·      Procuremos aprender para nos transformar, cada vez mais, em seres produtivos e criativos.


·      E tudo na graça de nosso Deus, no Deus de cada UM - Criador de Todas as Coisas.

·      Assim, é com muito carinho que desejamos a todos os nossos ouvintes, um Ano de 2012 cheio de  Momentos de Satisfação e de Felicidade.
     

ANTERO COELHO NETO    

 JOÃO MACEDO COELHO FILHO

JARBAS  RORIZ

CHARLYS BARBOSA  NOGUEIRA






terça-feira, novembro 08, 2011


AVISO IMPORTANTE:

Ouça Nosso Programa de Rádio - todos os sábados-11:00 hs
na Rádio FM Universitária - 107,9 mHz denominado
"NOVAS IDADES" onde trabalhamos promoção da saúde, longevidade saudável e qualidade de vida.
E também acesse o nosso outro Site:
http://www.novasidades.com/  

Qualidade de Vida Hospitalar

QUALIDADE DE VIDA HOSPITALAR


02-11-11 - Jornal O Povo

A prática de programas e ações para a melhoria da qualidade de vida nos hospitais brasileiros tem sido uma luta muito difícil. Desde há vários anos o tema passou a ser uma busca importante para algumas organizações de saúde em todo o mundo. Infelizmente não temos tido o necessário desenvolvimento em nosso país. Tivemos, e temos ainda, algumas importantes tentativas que deixaram resultados sim, mas não o suficiente e permanente.

É necessário mudar a forma como alguns profissionais brasileiros de saúde se posicionam frente aos seus objetivos de trabalho: a vida, a saúde e o sofrimento das pessoas enfermas. A experiência mundial tem revelado que as principais queixas dos internados são: sintomas físicos (dor, astenia, dispnéia, náuseas), dificuldades de locomoção e condições emocionais e cognitivas. Quanto a saúde, propriamente dita, vale a promoção da saúde. A vida é o fundamental procurado e de responsabilidade da equipe de saúde.

Com a experiência adquirida na prática da Qualidade Total em vários países da América Latina, temos desenvolvido um modelo de Planejamento Estratégico para a Melhoria da Qualidade Organizacional, no qual o desenvolvimento da melhoria da qualidade de vida hospitalar tem sido de significativa importância. Da mesma forma encontramos, em algumas cidades do nosso país, outras experiências organizacionais referidas por bons profissionais especializados em Qualidade de Vida.

O Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH) foi um programa da Secretaria de Assistência à Saúde, do Ministério da Saúde, com duração de 2000 até 2002. Em 2007 teve novo impulso com a participação de muitos hospitais, principalmente em alguns Estados, com bons resultados. Mas, como acontece muito em nosso país, projetos governamentais não são continuados pelos novos governantes, mesmo que sejam exitosos. E, na grande maioria dos hospitais privados, a proposta não foi seguida.

E a pergunta que fazemos é: a Assistência Hospitalar chega a ser “Deshumana”? Talvez esta denominação tenha sido difícil de aceitação por muitos hospitais. E a resposta seria: a nossa Assistência já é humana e não necessitamos desse Programa. Vamos então desenvolver programas de melhoria da qualidade de vida dos doentes, profisionais de saúde, cuidadores, pessoal da administração, alem da “humanização” do ambiente hospitalar?

Os elementos condicionantes de boa QV. já são nossos conhecidos e, portanto, de mais fácil aplicação e aceitação. E todos vão ganhar.

Humanizar será pouco. Vamos também é Qualificar os Humanos.

E, no momento em que o país sofre uma grande crise hospitalar e da atenção da saúde de um modo em geral, é muito válido lembrar da prática operacionalidade e dos resultados positivos dos programas de melhoria da QV hospitalar já conhecidos e exitosos em muitos países do mundo. Sendo de fácil aplicação e de custos relativamente baixos, com certeza, vão fazer a felicidade de muita gente e, mais ainda, dos secretários de saúde do país.

Querem apostar comigo? Quantos reais?


Antero Coelho Neto

Professor, Médico e Presidente da Academia Cearense de Medicina











O Valor das Nossas Memórias

O VALOR DAS NOSSAS MEMÓRIAS


05.10.2011
01:30



Jornal O Povo - Online



Um leitor escreveu: “Por que o senhor valoriza tanto a memória? Será que com isto a pessoa passa a não dar o devido valor ao presente? Perdendo tempo guardando os fatos passados?” Boa pergunta, amigo. Eu mesmo fiz esta reflexão quando, em 1990, iniciava a minha aceitação para o que chamei de “trinca da minha vida”: liberdade, amor e memória.

Lembrei então da frase de Gabriel Garcia Márquez: “La vida no es la que uno vivió, sino la que uno recuerda y cómo la recuerda para contarla”.

Sim, mas também é preciso ter cuidado para não “endeusar” o passado. Convencido disso comecei, desde então, a estudar as técnicas de futurologia e passei a pertencer a várias organizações futuristas. Muito aprendi e até escrevi vários artigos e o livro “O Futurista e o Adivinho”, que me deu muita satisfação. Nele destaco a importância de planejar o futuro para alcançar o presente desejado. Nós,



brasileiros, principalmente os nordestinos, não gostamos de planejar o futuro. Sem passado e sem futuro, vamos viver, simplesmente, o presente? E seja o que Deus quiser?

Costumo destacar que temos dois tipos fundamentais de memórias cognitivas: a do presente e a do passado. A primeira é a memória do momento, para a solução das coisas imediatas e que decide sobre “o que” e “como” fazer . A segunda, a que “guarda” os valores antigos, acontecidos, e que valeram e que valem a pena para a pessoa, a família, amigos e, depois, para as bibliotecas e historiadores. De enorme importância com o passar dos anos, nos permite permanecer lúcido e atualizado com as “coisas” do presente, com a nossa vida diária. Os dois tipos constituem toda uma grande luta da gerontologia e geriatria atuais, na tentativa de mantê-las sempre vivas, permitindo a nossa “normalidade”, com o passar dos anos.

Devemos destacar que a mente também mobiliza outros tipos de memórias (associativa, interpretativa, dedutiva, seletiva, etc.), no desenvolver das ações diárias de nossa vida. E mais, a mobilização e bom uso dessas memórias ajudam a permanência de uma vida ativa, saudável e com melhor qualidade.

Portanto, quando valorizo a memória me refiro ao seu conjunto. E, garanto para vocês, esta atitude tem me presenteado com uma evidente melhoria da minha qualidade de vida. Espero que também me ajude na longevidade que vou poder alcançar. E, como destaque especial na perpetuação de nossas memórias sociais, profissionais, educacionais, científicas, técnicas, etc., lembro a importância das bibliotecas, dos colecionadores, dos memorialistas e de outros meios modernos de comunicação.

Vamos então memorizar a nossa vida? Vamos escrever artigos, livros, poesias, canções, manifestos, biografias?



Vamos fotografar, esculpir, pintar, gravar, digitar? Sem isso meu amigo, eu sempre digo: a vida simplesmente passou e não existiu.

E você, amigo velho, vai querer que seu bisneto não saiba nem quem foi o seu bisavô? Nem mesmo o seu nome? Será que você esteve mesmo na Terra?



Antero Coelho Neto, acoelho@secrel.com.br

Médico, professor e presidente da Academia Cearense de Medicina



O VALOR DAS NOSSAS MEMÓRIAS


05.10.2011
01:30

Jornal O Povo - Online

Um leitor escreveu: “Por que o senhor valoriza tanto a memória? Será que com isto a pessoa passa a não dar o devido valor ao presente? Perdendo tempo guardando os fatos passados?” Boa pergunta, amigo. Eu mesmo fiz esta reflexão quando, em 1990, iniciava a minha aceitação para o que chamei de “trinca da minha vida”: liberdade, amor e memória.

Lembrei então da frase de Gabriel Garcia Márquez: “La vida no es la que uno vivió, sino la que uno recuerda y cómo la recuerda para contarla”.

Sim, mas também é preciso ter cuidado para não “endeusar” o passado. Convencido disso comecei, desde então, a estudar as técnicas de futurologia e passei a pertencer a várias organizações futuristas. Muito aprendi e até escrevi vários artigos e o livro “O Futurista e o Adivinho”, que me deu muita satisfação. Nele destaco a importância de planejar o futuro para alcançar o presente desejado. Nós,



brasileiros, principalmente os nordestinos, não gostamos de planejar o futuro. Sem passado e sem futuro, vamos viver, simplesmente, o presente? E seja o que Deus quiser?

Costumo destacar que temos dois tipos fundamentais de memórias cognitivas: a do presente e a do passado. A primeira é a memória do momento, para a solução das coisas imediatas e que decide sobre “o que” e “como” fazer . A segunda, a que “guarda” os valores antigos, acontecidos, e que valeram e que valem a pena para a pessoa, a família, amigos e, depois, para as bibliotecas e historiadores. De enorme importância com o passar dos anos, nos permite permanecer lúcido e atualizado com as “coisas” do presente, com a nossa vida diária. Os dois tipos constituem toda uma grande luta da gerontologia e geriatria atuais, na tentativa de mantê-las sempre vivas, permitindo a nossa “normalidade”, com o passar dos anos.

Devemos destacar que a mente também mobiliza outros tipos de memórias (associativa, interpretativa, dedutiva, seletiva, etc.), no desenvolver das ações diárias de nossa vida. E mais, a mobilização e bom uso dessas memórias ajudam a permanência de uma vida ativa, saudável e com melhor qualidade.

Portanto, quando valorizo a memória me refiro ao seu conjunto. E, garanto para vocês, esta atitude tem me presenteado com uma evidente melhoria da minha qualidade de vida. Espero que também me ajude na longevidade que vou poder alcançar. E, como destaque especial na perpetuação de nossas memórias sociais, profissionais, educacionais, científicas, técnicas, etc., lembro a importância das bibliotecas, dos colecionadores, dos memorialistas e de outros meios modernos de comunicação.

Vamos então memorizar a nossa vida? Vamos escrever artigos, livros, poesias, canções, manifestos, biografias?

Vamos fotografar, esculpir, pintar, gravar, digitar? Sem isso meu amigo, eu sempre digo: a vida simplesmente passou e não existiu.

E você, amigo velho, vai querer que seu bisneto não saiba nem quem foi o seu bisavô? Nem mesmo o seu nome? Será que você esteve mesmo na Terra?

Antero Coelho Neto, acoelho@secrel.com.br

Médico, professor e presidente da Academia Cearense de Medicina



quarta-feira, setembro 07, 2011

Felizmente ele morreu

Por que continuamos dizendo isso? Até quando vamos ter de ouvir esta frase de “consolação” ?
Há poucos dias, um idoso e querido amigo meu morreu, após anos de muito sofrimento, e ouvi vários outros companheiros e familiares falando mais ou menos assim. Claro que convencidos de que ele já tinha o “direito” de não sofrer mais. Grande consternação. E, hoje em dia, cada vez mais, temos casos semelhantes.
Com o envelhecimento, passamos a apresentar uma série de perturbações fisiológicas, transtornos físicos e patologias específicas que causam muitas dores, paralisações, perdas das nossas memórias (todas as que identificamos no presente) e até ausência da Consciência (dimensão essencial de nossa vida como a qualidade e quantidade).
Cientificamente já sabemos que vários neurotransmissores e hormônios importantes vão diminuindo com a idade e alguns até desaparecem.
Com isso muitos órgãos funcionam com dificuldades, as nossas defesas imunológicas diminuem ou desaparecem e as doenças se desenvolvem.
Felizmente o destaque dessas doenças, que aparecem na velhice, está sendo assunto freqüente nos órgãos de comunicações. Mas é pouco. Pesquisas mundiais revelam que também, e principalmente, necessitamos utilizar Promoção da Saúde (Prevenção das enfermidades, estilos saudáveis de vida, comunicação em saúde e eliminação dos fatores de riscos) pois, quando aplicada desde a infância, possibilita uma velhice com poucas dessas patologias, alem de, também, aumentar a nossa longevidade.
Mas o grande problema que conhecemos é que os políticos não dão o devido valor para a Promoção da Saúde da população e também para os idosos. Será por que muitos deles não votam mais ?
Mas nós, como profissionais da saúde, temos que “gritar” a verdade de todas as maneiras, temos que lutar por ela e convencer os políticos e a população em geral da verdade conhecida: promoção da saúde vale muito mais que muitos dos medicamentos e é fundamental para evitar os padecimentos na velhice. Lembrando, como sempre fazemos, que nós é que somos os maiores responsáveis pelos estilos saudáveis de vida. E, assim fazendo, não teremos de ouvir esta frase que nos entristece mais, a cada ano que passa. Apenas como um lembrete final para os políticos, população jovem e os ricos donos do país: Já, já, vocês chegam lá. Muito mais rápido do que pensam. E a família está preparada para cuidar de você, velho doente e sofredor? E vão dizer: felizmente ele morreu ?

Publicado Jornal O Povo em 07-09-11

segunda-feira, julho 25, 2011

AMOR DE VELHO

ARTIGO DE JULHO
JORNAL “O POVO”
Publicado dia 05-07-11

AMOR DE VELHO

De início gostaria que vocês, companheiros idosos, não ficassem zangados comigo pela denominação de “velho”. Pelo contrário, considerem um elogio, já que nos países desenvolvidos, vimos que no início não gostavam do termo, mas depois passaram a usá-lo como um direito, valorização, distinção e até um destaque. Conseguiram essa posição na sociedade depois de muita luta e trabalho. Estamos também conseguindo isto. A idade, como já disse para vocês é o nosso Banco, a nossa Fortuna. E aceitamos investidores.
Hoje o nosso tema é o amor entre os velhos. Claro que existe uma grande diferença entre o amor como mostrado no cinema, com mulheres jovens de biquíni, de calcinha e o que acontece geralmente. Mesmo na idade mais avançada as pessoas gostam de praticar o sexo e isso tem que ser aceito, pois sabemos que “o amor do jovem é querer ser feliz e o amor do idoso é querer ver o outro feliz”.
As pessoas mais idosas conseguem mobilizar mais e melhor as emoções humanas e também aquelas especiais do ato de amar. A medida que o cérebro envelhece, na grande maioria dos idosos, ele caminha no sentido de buscar maior satisfação de viver e felicidade. As pessoas, à medida que envelhecem, parecem ver a vida de modo positivo e aceitam fatos que quando jovem os perturbavam e aborreciam. Mentes jovens tendem exagerar, com lágrimas, tristezas e até desmaios. O amor de velho é muito mais ameno e saboroso. A medida que envelhecemos reconhecemos que nada dura para sempre. Os momentos ruins acabam como também acabam os momentos bons.
Com certeza pode-se sofrer com a perda de um amor na idade avançada, mas dizem ainda os entendidos: “é diferente nos velhos, que não berram nem gritam e nem choram o dia inteiro, como acontece com os jovens”. Nós que estudamos a velhice sorrimos irônicos para os jovens apaixonados que afirmam nunca querer chegar a ser um casal de velhos. Enquanto existir homem e mulher na face dessa Terra e de todas as idades, eles se encontrarão, se amarão e farão sexo.
Sabe-se que a partir dos 65 anos o homem começa a ficar impotente, e que apenas 25% afirmam continuar sexualmente ativos e mesmo assim apenas algumas vezes por mês. Obviamente trata-se do sexo tradicional mas a desinibição de comportamento de hoje aceita uma clara diversificação.
Muitos idosos descobrem que para realizar sensíveis e gostosas atividades sexuais não é obrigatório alcançar o orgasmo. Ao contrário, este momento tão importante para muitos homens marca o final do ato. E muitas mulheres sempre muito “sabidas”, para satisfazerem os “seus machos”, simulam orgasmos em muitas ocasiões. Quando digo isto em minhas palestras elas sempre riem e confirmam que fazem assim. E sempre temos uma grande alegria na sala.
O uso dos medicamentos modernos para o tratamento da ereção deficiente tem ajudado muito na solução do problema orgânico e psicológico.
Ainda falta muito para a solução do problema mas, seguramente, temos alcançado um grande avanço. Nós esperamos que, muito em breve, isto será uma coisa do passado e o Amor dos Velhos será o MELHOR.

Antero Coelho Neto - Professor e Presidente da Academia Cearense de Medicina

domingo, junho 05, 2011

QUAL A SUA SATISFAÇÃO DE VIVER?

QUAL A SUA SATISFAÇÃO DE VIVER?

Publicado Jornal O Povo em 18/05/11

Um leitor desta coluna, no Dia do Trabalhador, mandou-me um E-mail dizendo: “O Lula disse que melhorou a qualidade de vida do trabalhador brasileiro e agora a Presidente Dilma diz que vai melhorar mais ainda. Eu não senti nada de melhoria. Ela fez foi piorar. O Sr. que escreve e fala sobre isso poderia me explicar?”
O termo “qualidade de vida” teve uma maior valorização a partir dos últimos anos e com interesse progressivo em todo o mundo. Tive a felicidade de estar na OMS quando os países em desenvolvimento começaram a apresentar seus resultados crescentes nos diferentes fatores e elementos condicionantes. Ocorre que, mesmo entre os cientistas e estudiosos neste assunto, há uma grande variação de definições e valorizações dos conceitos. Mas o fundamental é saber selecionar o complexo termo em relação aos seus diferentes condicionantes sociais, econômicos, políticos, regionais, de saúde, educacionais e humanos. Daí a confusão estabelecida por defensores de cada uma dessas áreas. Daí o termo ter valores para os políticos brasileiros completamente diferentes da maioria dos países. No Brasil os níveis reconhecidos como válidos para a divisão das classes sociais e reconhecidos para a nossa “boa” qualidade vida são ridículos quando comparados com os dos países desenvolvidos. É uma grande “enganação” com os valores aritméticos considerados. Então, temos de destacar que o importante são os valores pessoais e como eles são interpretados pela nossa consciência que determina o que somos, queremos, temos, podemos, gostamos, amamos, etc. São eles, nossos valores, que provocam o que denominamos de “sensações profundas” que são fundamentais para a “nossa vida”. Através dos neurotransmissores e hormônios elaborados no nosso corpo é que sentimos a sensação de bem-estar, satisfação de viver e felicidade. É como dizia o filósofo inglês John Locke, há muitos anos, citado pelo famoso brasileiro Denis Lerrer, “nenhuma pessoa pode ser forçada a ser rica ou saudável contra a sua vontade” e que ele acrescenta “Os homens devem ser entregues à própria consciência”.
Vamos então lutar pelos fatores que nos dão satisfação de viver, condição fundamental de nossa vida, e felicidade naqueles momentos maiores de alegria e prazer de nossa existência. E vamos votar naqueles que identificamos como possíveis de oferecer os “nossos fatores” e não os fantasiosos.
Diria como na TV, aquele carioca pobre, desdentado e sorridente, ao ser entrevistado numa pesquisa: “Minha qualidade de vida? É ótima! Sou torcedor do Flamengo!!!”.
Eu também!
Antero Coelho Neto, Professor e Presidente da Academia Cearense de Medicina

Unidade Hospitalar para os idosos

UNIDADE HOSPITALAR PARA OS IDOSOS
Publicado Jornal O Povo em 20-04-11

Sempre tenho destacado para meus amigos que tive muita felicidade de, várias vezes, “estar no lugar certo, no momento certo”.
Assim, pude aprender e participar de muitos momentos importantes de transformações e realizações nas áreas de educação, saúde e longevidade com qualidade de vida, no Brasil e no Exterior.
Lembro isto para justificar e explicar as minhas declarações, críticas e posições que sempre tenho assumido, principalmente nos últimos anos, em situações como a que estamos no Brasil.
Quero destacar 3 delas: a do nosso atual sistema de saúde (SUS), o grande aumento da população idosa do país (dentro de poucos anos seremos o 6º país do mundo) e que esta população idosa tem e terá, cada vez mais, patologias desgastantes e traumatizantes.
Esclareço, como sempre tenho feito, que o SUS constitui, como projeto, um excelente sistema para a prevenção e atenção de saúde. Considero o melhor da América Latina e também, até dos Estados Unidos. Estava na OMS/OPS quando ele foi planejado e implantado e pude conviver e compará-lo com vários outros dos locais onde trabalhei ativamente e participei dando consultorias e ajudas. O que ocorre e agora mais ainda, é a sua falta de estruturação material, número insuficiente de profissionais capacitados e a grande deformação política de sua administração, provocando uma destruidora falta de distribuição de seus níveis de atenção de saúde.
Assim explicado, destaco o momento atual quando o Instituto de Geriatria do Ceará apresenta uma excelente proposta para a criação de uma Unidade Hospitalar que diminuirá muito as deficiências existentes na atualidade devidas ao nosso sistema de saúde e o grande aumento de idosos.
E ai temos a excelente oportunidade de estabelecer uma prática e oportuna associação entre o Plano SUS e a eficiente, adequada e importante configuração da Universidade Federal do Ceará que poderá dirigir um Hospital com os seus ótimos e diferentes cursos de formação e treinamento de médicos, enfermeiros, odontólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, assistentes sociais, sociólogos, agentes de saúde, cuidadores de idosos e outros para a elaboração da Unidade proposta.
Senhores representantes políticos de nosso Estado e população em geral, vamos nos juntar neste momento tão oportuno para a melhoria da saúde e qualidade de vida dos nossos pais e avós e para muitos de nós mesmos? Vamos ajudar na luta pela construção dessa Unidade Hospitalar? É uma excelente oportunidade para participar do nosso desenvolvimento. Temos de ser mais participativos. Temos de aprender a lutar pelos nossos direitos.
Antero Coelho Neto – Médico, professor e presidente da Academia Cearense de Medicina

domingo, maio 01, 2011

MAIS VIÚVAS ALEGRES

O Povo-Coluna Opiniões
Mais viúvas alegres
23.03.2011

Com o aumento constante da sobrevida humana e, mais nas mulheres do que nos homens, em todo o mundo (as brasileiras vivem 8,2 anos mais), temos, consequentemente, mais viúvas do que viúvos. E, como as condições sociais e trabalhistas também mudaram para melhor, não encontramos mais viúvas tristes e vestidas de preto como antigamente.
Claro que muitas sofrem uma saudade imensa com a perda do companheiro de muitos anos. Mas, pelos excelentes condicionantes de longevidade e de qualidade de vida, logo mudam, superam e passam a viver com satisfação, e muitas, com alegria.
Tenho analisado várias pesquisas realizadas por importantes organizações e as diferenças dos condicionantes de qualidade de vida, entre homens e mulheres, continuam grandes, principalmente em países da América Latina, Ásia e África. No Brasil temos melhorado, mas ainda é muito pouco. O nível de desigualdade de direitos entre os sexos ainda é muito elevado.
Os elementos ou fatores condicionantes da melhor qualidade de vida nas mulheres são comportamentais e sociais. Elementos bem conhecidos e destacados em todo o mundo, motivo de muita literatura internacional, de muitos poemas famosos e estórias pitorescas, vários são os comportamentos femininos que são destacados: maior capacidade de mudar, mais religiosidade e espiritualidade (compartilhar, doar, participar da vida familiar, aceitar), capacidade de solucionar problemas caseiros e dos filhos, maior facilidade em mudar de hábitos, praticam estilos de vida saudáveis, choram quando necessário e, mais importante de tudo, amam muito mais do que os homens.
Quanto aos elementos sociais tem sido destacado que elas sofrem menos acidentes de trânsito, participam muito mais dos eventos sociais, cantam em corais, dançam, jogam com grupos de amigas, frequentam academias, hidroginástica e outras coisas mais. E, além disso, com a morte do marido ficam livres de uma série de obrigações domésticas que eram muito cansativas e até traumáticas. E fica muito mais fácil viver.
Com muita frequência estou destacando esses fatos nas várias palestras que realizo para poder explicar “porque” as coisas acontecem diferenciando a qualidade de vida nos dois sexos. E, frequentemente, na presença de muitas mulheres, algumas viúvas, costumo brincar dizendo: “as mulheres estão matando tudo que é marido no Brasil”. Elas caem na risada e, certa vez, uma disse rindo: “Eu já matei dois”. Foi aquela gozação.
Mas falando sério e com muita ênfase: homens, vamos mudar, deixar de ser tão “machos”, amar mais e adotar comportamentos sem a vergonha de parecer mais “femininos”. Quanto mais cedo vocês assim fizerem mais anos de vida terão com melhor qualidade de vida. E elas ficarão viúvas sim, mas muitos anos depois. Com excelentes resultados tenho conseguido mudar e me tornado cada vez mais “feminino”. Perguntem a minha mulher.
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Antero Coelho Neto - Médico, prof. e presidente da Academia Cearense de Medicina
acoelho@secrel.com.br

terça-feira, março 15, 2011

NÓS TAMBÉM SOMOS RESPONSÁVEIS

23.02.2011

Muitas vezes nós é que somos os responsáveis sim! Nós das classes sociais alta, média alta e média é que somos os maiores responsáveis por quase todos os condicionantes fundamentais de nossa qualidade de vida que são: aspectos comportamentais individuais , socioculturais, saúde, educação, estilos de vida saudáveis e o ambiente integral e saudável. E a escala de responsabilidade é: a própria pessoa, a família, as organizações com seus profissionais e o poder público.
Pena que em nosso país essas classes são minoritárias e muito baixas. A análise feita há muitos anos pela ONU, Organização Mundial de Saúde (OMS) e por várias instituições científicas famosas revela que são essas pessoas privilegiadas que, através de programas de promoção da saúde (prevenção das enfermidades e dos riscos físicos, comunicação em saúde e estilos de vida saudáveis), garantem os fatores condicionantes tidos como mais importantes para a qualidade de vida da população. E, mais que isto, através de sua força social e política, garantem leis e organizações que desenvolvem as medidas necessárias para estabilização das práticas desejadas.
Assim sendo, também contribuem para o desenvolvimento do ciclo determinante da longevidade ativa, produtiva e saudável. Muitos dos condicionantes da qualidade de vida são, direta ou indiretamente, também responsáveis pela nossa longevidade, o que é duplamente satisfatório. mas que será duplamente grave para os pobres que não podem e não praticam as normas recomendadas e necessárias referidas. Vivem mal e pouco.
Portanto, é equivocado e prejudicial colocar toda a culpa nas organizações públicas, como muitos fazem. A culpa é nossa quando sabemos disso. Temos as condições de praticar o correto e não fazemos isto em nome das “delícias” de uma ”boa vida, cheia de prazeres e liberdades”. E colocamos a culpa no governo, no sistema social, nos nossos profissionais da saúde, na nossa família que não ajuda e até no Carnaval que nos “obriga” a fumar, beber e comer o que não devemos. E pior, tentam corrigir o que é errado e suas consequências utilizando práticas e remédios inapropriados e caros.
Nos países pobres o problema é muito mais grave: as más organizações de saúde e de educação e os ambientes insalubres “impedem” quase que completamente uma boa qualidade de vida.
Vamos então realizar a devida promoção da saúde, os estilos saudáveis de vida e lutar para que muitos brasileiros também possam usufruir destes benefícios. E apenas para lembrar o que sempre temos dito e que aprendemos na OMS/OPS: “Com estilos de vida saudáveis, cerca de 70% das doenças comuns não aparecem”. E se acrescentamos medidas preventivas de saúde e dos riscos físicos, químicos e biológicos?
Vamos viver os anos que já temos direito, ativos, criativos e saudáveis. E torcendo pelo nosso clube querido com todo o prazer sadio de um bom brasileiro. Viva a vida! Viva o Vovô, o Fortaleza, o Flamengo...
Antero Coelho Neto - Médico, Professor e Presidente da Academia Cearense de Medicina

O FUTURO A DEUS PERTENCE

O futuro a Deus pertence

26.01.2011

No livro “O futurista e o adivinho”, publicado em 2001, elaboramos uma visão (futuro possível) para o Brasil em 2010. A nossa perspectiva futurista foi realizada utilizando 165 cenários, nas seis áreas fundamentais de um desenvolvimento para o nosso país: o Estado e seu organismo econômico, população e as migrações, ecologia, tecnologias, ciências e reinvenção do social. O projeto está baseado em um estudo comparativo com muitos outros países, como recomendam várias organizações futuristas internacionais das quais fazemos parte. Brevemente estaremos trazendo para vocês os resultados obtidos e as nossas frustrações.
Em nossos outros livros sobre planejamento estratégico, qualidade de vida e longevidade, também recomendamos, como de grande importância no mundo atual, a elaboração de planos e projetos pessoais de vida. Com as grandes e rápidas variações atuais de nosso mundo, nas suas várias perspectivas de desenvolvimento, planejar o nosso futuro torna-se vital
As mudanças em certas áreas são rápidas e grandiosas e mais, o progresso caminha em progressão geométrica e não aritmética. Isto querendo dizer que evidenciamos verdadeiros saltos nas nossas perspectivas futuras. Podemos então imaginar com facilidade como seremos e estaremos em 2050? Não. Mas o que teremos nos próximos anos há melhores possibilidades de acertar. Por isto a nossa recomendação de planejar a nossa vida a curto prazo.
Nós, os brasileiros, não fomos acostumados a duas coisas essenciais da vida: planejar o amanhã e guardar as memórias do passado. Dois “pecados capitais”. Costumamos dizer: “o futuro a Deus pertence!”. Claro que pertence sim, mas Ele nos deixa livres para as nossas decisões e podemos lhe dar uma grande “ajuda” e sermos felizes, vivermos mais e melhor. Ele agradecerá.
Então o conselho que sempre damos, em escritos, palestras e pelos órgãos de comunicações, é a elaboração de um plano de vida, que pode ser escrito de uma maneira simples e fácil em um caderno ou pequeno livreto. Para o idoso o planejamento futuro nos parece ainda mais importante e deve ser menor (indicamos um ou dois anos). Será mais fácil, correto e de grande “sabor” quando realizamos aquilo que foi planejado e, mais ainda, quando realizamos coisas boas alem do previsto.
As regras que damos para todos são simples: o que fazer, como e quando, o que evitar e o que não fazer. Mas também importante, será pensar nas eventualidades não previstas e ter as indicações de como evitá-las ou mudar o nosso plano.
De início até poderá parecer muito difícil, mas com a prática pode-se tornar um “jogo” muito bom para o exercício de nosso cérebro. Vamos jogar com a nossa vida? Um convite para 2011.
Antero Coelho Neto - Médico, professor e presidente da Academia Cearense de Medicina

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE

29.12.2010
Neste final de ano quero agradecer aos meus leitores que prestigiam e valorizam o que escrevo. Como é bom ouvir de vocês que gostam do que escrevo. São momentos de sensações profundas da minha vida que valem a pena. Por isso a valorização que comento sempre da comunicação nos níveis individuais e coletivos.
Por uma feliz coincidência estava na Organização Mundial da Saúde (OMS), no início da década de 90, quando o tema da “promoção da saúde” começava a ser analisado e desenvolvido. Ao regressar para o Brasil, em 1994, centralizei minhas atividades e atenção nesta área da saúde, juntamente com os condicionantes da nossa qualidade de vida e da longevidade, que formam a “trinca” responsável por uma vida longa e saudável.
Tenho tentado ampliar o tema em uma magnitude mais significativa e útil. Como já destaquei antes, ele está constituído pela prevenção das enfermidades, prática de estilos de vida saudáveis, proteção contra os fatores de riscos (físicos, químicos e biológicos), ambiente saudável e comunicação em saúde.
Gostaria de destacar o papel da comunicação entre o médico, seus clientes e o povo em geral. Falo da comunicação em saúde nos seus vários aspectos técnicos e operacionais entre todos os participantes do processo. Isto tem melhorado nos últimos anos, mas ainda é insuficiente pelo muito que é necessário.
Em primeiro lugar, deve o médico ressaltar para seus clientes, e população em geral, a grandeza desses componentes fazendo com que eles saibam as vantagens do uso da comunicação na prevenção e cura das doenças.
Também, comunicar os aspectos gerais e específicos das enfermidades possíveis ou existentes e as suas diferentes possibilidades presentes e futuras para eles e para seus familiares. Antigamente a nossa profissão quase nada informava para os pacientes e menos ainda para o público em geral. Felizmente isso mudou e muitos dos nossos atuais médicos são importantes comunicadores.
Mas também é necessário destacar, principalmente quando falamos de pacientes idosos, o inverso. Falo das informações que o paciente deve dar para o seu médico e que é, simplesmente, vital. Usando muitos medicamentos, quando vão se consultar com um novo médico, o que é muito frequente no nosso país, não lembram nomes e dosagens e alguns evitam até falar neles. E o resultado é a possibilidade de perigoso acúmulo ou para-efeitos. Por isso, recomendo sempre que guardem todas as receitas e bulas em uma espécie de “dossier” da saúde e levem para seus médicos nas novas consultas. Garanto que eles ficarão eternamente gratos.
Assim, usando este jornal amigo, desejo para todos vocês um Ano Novo cheio de “boas” comunicações individuais e coletivas. E, aproveitando o demonstrado em várias pesquisas de organizações famosas que “comunicar faz bem à saúde e a nossa longevidade”, vamos aumentar ainda mais os idosos saudáveis em 2011?
Antero Coelho Neto - Médico, Prof. e Pres.da Academia Cearense