terça-feira, maio 11, 2010

"Saúde só, é pouco!"

SAÚDE SÓ, É POUCO!

Está chegando no Brasil a conscientização da importância de “trabalhar” a qualidade de vida dos enfermos pelos profissionais de saúde que são responsáveis por eles. Estamos começando a acreditar e praticar a afirmação de que “saúde só é pouco”. Isto querendo significar que devemos ir além de, simplesmente, curar o enfermo.
Assumiremos a cultura de pensar em Q.V. para os nossos doentes e que isto não é um luxo impossível, mesmo para os milhões de brasileiros pobres e portadores de doenças.
Buscar a melhoria da Q.V. vai envolver a saúde dentro de um processo global da qual ela não pode ser manejada isoladamente. Sem uma visão integrada e holística de nossos clientes dentro das dimensões da vida, a saúde que por acaso possa ser alcançada, não terá sustentabilidade.
Um aspecto que destacaremos é que o conhecido e tradicional check-up, que se iniciou na década dos 60’s, teve seu máximo desenvolvimento nos anos 70’s, 80’s e 90,s. Agora começa a ser contestado, apesar de muitas pessoas ainda seguirem com o duvidoso hábito. Ele está dirigido para o diagnóstico das condições de saúde no momento e de prováveis enfermidades existentes.
Através de uma grande bateria de exames laboratoriais sofisticados e a partir de um diagnóstico negativo, presumem que o cliente está livre para viver a sua vida como vinha fazendo. Com os exames “normais”, e isso acontece na maior parte dos casos, o comportamento do cliente quase sempre é: “estou ótimo, posso continuar fazendo tudo como dantes” ou “posso continuar comendo, bebendo, sedentário e fumando como sempre”.
Está dirigido principalmente para detectar enfermidades, de acordo com os padrões médicos de uma época que já está passando, com o “mistério” científico cultivado exageradamente..
Esse check-up tradicional também ainda é utilizado por pessoas que, pagando caro por um seguro ou plano de saúde, tentam compensar esse alto custo fazendo exames. Assim, no momento atual dos nossos conhecimentos e de acordo com os nossos princípios dirigidos para um processo integral de melhoria de qualidade de vida e na tentativa de obtenção de uma vida saudável sem enfermidades, mas também com satisfação, estamos indicando o que denominamos o “check-up para a vida”.
Esse exame, de custo muito baixo, utilizando somente os exames laboratoriais complementares que sejam necessários pelos reais fatores de risco, é indicado para determinar as possibilidades futuras do cliente manter-se saudável, identificar uma doença não conhecida antes, verificar a progressão dessa patologia e suas possibilidades futuras e, principalmente, utilizar o exame como instrumento educacional e orientador de uma vida saudável. Durante esse exame explicamos os diferentes elementos importantes para a prevenção de futuras enfermidades próprias da idade se não forem tomadas ações preventivas e de proteção; estimulamos a adoção de novos hábitos que sejam saudáveis e analisamos, com mais detalhes, alguns aspectos do corpo (distribuição da gordura, dados antropométricos, posturas, etc.).
Acreditamos que, assim, temos muito mais condições de ajudar a todos que querem ter uma vida mais longa e mais saudável, utilizando um exame muito mais econômico e de melhor qualidade. Nele você fala com seu médico e não com as máquinas.
Este é o cenário prospectivo e futurista que faço para o Brasil nesta década. Vocês estão de acordo?


Antero Coelho Neto –
Médico e professor

quarta-feira, março 03, 2010

"Riscos Físicos, os esquecidos".

O Povo -Opinião
Artigo

Riscos físicos, os esquecidos.
Antero Coelho Neto -03 Mar 2010

Entre os condicionantes fundamentais da promoção da saúde e garantia da longevidade, estão os cuidados físicos, químicos e biológicos. A evidência da necessidade de prevenção em cuidados especiais com os riscos físicos, principalmente, vem se tornando cada vez maior na medida que a nossa longevidade aumenta.
Nos países desenvolvidos esses cuidados têm crescido e melhorado de uma maneira vertiginosa. As estatísticas européias, canadenses e americanas revelam que, mesmo assim, as probabilidades de acidentes e quedas dos idosos com fraturas de bacia e colo de fêmur são altamente preocupantes. Podem ocasionar que até 50% dos fraturados não mais se levantam e destes até 10% possam morrer no primeiro ano após o acidente. Uma estatística que chega a ser superior à morte por acidente vascular, primeira causa de morte, em pessoas acima de 80 anos de idade.
Daí a explicação simples do aumento extraordinário de medidas preventivas governamentais e privadas, com o desenvolvimento fabuloso da indústria contra os acidentes físicos, que passou a ser uma das maiores nos Estados Unidos.
No Brasil também foi comprovado que mais de 50% dos idosos com mais de 80 anos caem uma vez por ano. Como membro da ``Associação Internacional de Casas e Serviços para os Idosos-`` (IAHSA), participei há poucos anos, na Flórida, do maior congresso de tecnologia e saúde em minha longa vida profissional, com mais de 80 mil participantes e uma extraordinária programação e exibição tecnológica onde pude comprovar a enorme importância dada ao assunto: a queda nos idosos.
No sul do Brasil a preocupação com o assunto tem aumentado bastante, principalmente a partir do trabalho da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). No Ceará, infelizmente, apesar da ação da SBGG-CE na área da saúde pouco tem sido feito nas áreas públicas e privadas e isto não parece preocupar.
Qual o edifício residencial ou condomínio interessado no assunto? Quais os fabricantes e lojas especiais de produtos para prevenir os acidentes com os idosos? Riscos físicos em velhos? Que importância tem isso? E o pior: que autoridade municipal ou estadual está interessada em melhorar as calçadas, passeios e avenidas e retirar a sujeira para prevenir as quedas? Triste do velho como eu que sai de casa distante três quadras da praça do Hospital Militar para caminhar. E em lá chegando? Que tristeza!
A nossa nova e grande esperança é que agora com a questão ambiental atingindo a sua desejada importância os riscos físicos estejam concebidos dentro da nova concepção de ecologia integral relacionada à saúde.
Que a ecologia pessoal, social e ambiental estimule o conhecimento e as práticas preventivas e os cuidados com os riscos físicos. É o cuidado com o ambiente da casa, rua, quadra, bairro, cidade e, mais ainda, com o nosso próprio corpo (alimentação saudável, movimentação física, respiração adequada, sono e repouso necessários) e também o cuidado com outros seres humanos nossa grande esperança.
Que os profissionais de saúde e das áreas tecnológicas e sociais se integrem em nossa (SBGG-CE) grande luta contra os riscos físicos para a melhoria da qualidade de vida e maior longevidade ativa, criativa e saudável.
E que, principalmente, os nossos próximos eleitos lembrem-se disto e façam o que é preciso e têm o dever de fazer.
Viva o ambiente! Viva a vida!
Antero Coelho Neto - Médico e professor

domingo, fevereiro 21, 2010

Nosso Programa de Rádio: Novas Idades

Ouça nosso Programa "Novas Idades" por Rádio ou através da Internet, todos os sábados, as 11:00 horas e colabore com a Promoção da Saúde relacionada com a Qualidade de Vida do brasileiro.

Veja nosso folder abaixo e não falte, TODOS OS SÁBADOS.

Antero e João Macedo

"NOVAS IDADES" :
Um Programa que trabalha promoção da saúde e qualidade de vida para que as pessoas atinjam a Terceira e Quarta Idades de forma ativa, criativa e saudável
Realização:
Centro de Atenção ao Idoso da UFC,
Instituto de Geriatria e Gerontologia do Ceará
Fundação Brasil Cidadão (FBC-IQVida),
em parceria com a
Liga de Geriatria e Gerontologia e a
Divisão de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário Walter Cantídio da UFC.

Coordenação: Dr. Antero Coelho Neto e
Dr. João Macedo Coelho Filho

Colaboradores Permanentes: Dr. Charlys Barbosa e Dr. Jarbas Roriz
Apresentação: Todos os sábados - 11 horas - ao vivo

RÁDIO FM UNIVERSITÁRIA - 107,9 Mhz Fone: 3366-7474

Internet: www.radiouniversitariafm.com.br
acoelho@secrel.com.br
jmacedocoelho@yahoo.com.br

Avenida Universidade, 2910 - Benfica - CEP: 60.020-181 - Fortaleza - Ceará


OBS: NO DIA 27/09/2008 COMPLETAMOS 500 PROGRAMAS (Dispomos de todos os Programas Gravados e Fotografados em DVD's -Coleção 500 Programas) que podemos enviar para as Bibliotecas que ainda não a possuem e solicitem.

Promoção da Saúde

Publicado no jornal "O Povo" em 3 Fev 2010 -

Já lá se vão muitos anos que se fala na ``nova`` escola de medicina para o País. A Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, no fim da década de 60 e início de 70, desenvolveu um importante movimento para a melhoria do ensino médico e da organização pedagógica e administrativa da Escola, com a proposta inovadora e adequada do médico para a comunidade. Foram anos de glória e de alegria nossa na medida em que conseguimos graduar um profissional diferente com características completamente inovadoras e orientado para trabalhar na comunidade.
Mas poucos anos durou o sonho. Alguns professores que jamais quiseram a mudança e lá estavam por engano conseguiram a incrível façanha de destruir o modelo estabelecido. Depois, na Faculdade de Medicina da USP, tentaram um curso experimental, ao lado do tradicional, com características inovadoras e algo semelhante ao de Brasília, mas logo foi desativado pelos inimigos das mudanças.
Há uns 25 anos, houve outro excelente movimento chamado de ``o médico necessário`` desenvolvido na nossa Faculdade de Medicina da UFC.
Mais uma vez, muitos reconheceram a imensa necessidade de melhoria do curso, adequação curricular, modernização dos processos educacionais, formação de um profissional dirigido para as necessidades da comunidade em geral com a utilização do conhecimento prático já adquirido por inúmeras outras escolas de todo o mundo.
Foram meses de prazer e de muito trabalho quando muitos disseram qual era o médico necessário para nosso Estado. Mas o sonho durou pouco e quase nada foi feito. Depois, em épocas mais recentes, muito se tem discutido sobre a necessidade de melhorias no ensino médico e na criação de novas escolas de Medicina.
Alguns médicos são extremamente rápidos em incorporar as novas tecnologias, os medicamentos que aparecem no mercado e os novos aparelhos sofisticados que inventam com frequência, tornando a Medicina cada vez mais distante das suas reais necessidades de humanização, promoção da saúde e metodologia adequada para a atenção da saúde que são as três condições essenciais para o ensino médico.
Para mim, o problema maior está exatamente no fato de que falam de novas escolas de medicina com novas metodologias (ensino-aprendizagem, participativas, ativas, ensino por objetivos, baseada em evidências, etc) e até de humanização, mas esquecem o outro elemento fundamental: promoção da saúde com melhoria da qualidade de vida, com seus componentes (prevenção das enfermidades, prática de estilos de vida saudáveis, proteção contra os fatores de riscos, mobilização do conhecimento para uma vida saudável e busca da melhoria das condições socioeconômicas para a saúde da população). A OMS já declarou que somente com estilos saudáveis evitamos 70% das doenças.
Por acreditar nisso é que o professor Viliberto Porto e eu elaboramos o projeto de um ``novo`` curso de Medicina para Quixadá (Faculdade Católica Rainha do Sertão). Infelizmente o Ministério da Educação, numa atitude radical, suspendeu a criação de cursos de Medicina até não sabemos quando. Quem sabe um dia, no Brasil, se acredite nas evidências da qualidade de vida relacionada à saúde.

Antero Coelho Neto - Médico e professor de Medicina

Satisfação de Viver

Publicado no jornal "O Povo" em 06 Jan 2010 -

Neste início de ano eu desejo para todos vocês uma permanente ``Satisfação de viver``. E o que é isto? Muita gente confunde os termos qualidade de vida, bem-estar, satisfação de viver e felicidade. E tudo se complica ainda mais porque Qualidade de Vida é uma dimensão ou condição de vida de interpretação complexa e variada, na dependência do local do nascimento e de vivência, idade, classe social, nível de educação e até circunstancial.
A nossa consciência, dimensão exclusiva do ser humano, animal que possui córtex cerebral, é que interpreta as ``sensações`` de uma maneira exclusiva e que nos dar a capacidade de querer, ser, fazer, saber, sentir e ter. E as sensações humanas nos possibilitam ter e sentir bem-estar, satisfação de viver e felicidade.
A literatura está recheada de definições, principalmente de felicidade, por famosas e variadas personalidades da humanidade. Algumas são realmente lindas e satisfazem o prazer de muitos colecionadores de palavras bonitas e variadas. No Google, você vai encontrar mais de 15 milhões de referências para felicidade e quase 3 milhões para qualidade de vida. Mas, numa análise realizada por nós, consultando vários centros internacionais famosos de pesquisas no assunto, através de um programa nosso realizado pela Internet e trabalhando em vários momentos importantes com grupos da população brasileira,, chegamos a seguinte conclusão: - o bem -estar físico, mental e social é uma sensação de tranquilidade, um equilíbrio harmônico de não existência de problemas nessas áreas;- na satisfação de viver, alem de um bem-estar, há um prazer de participar, alegria de ser útil e necessário, de gostar de si mesmo, de amar outras pessoas e seu Deus; -já a felicidade é sentida em momentos especiais, de maior satisfação e de grande alegria e, assim sendo, está presente apenas em momentos especiais de nossa vida.. Ninguém é ou pode ser feliz por toda a vida e nem por períodos muito longos. Alguma coisa acontece para modificar o nosso sistema produtor dos neuro-transmissores responsáveis por essa sensação e ela desaparece. Claro que pode voltar outra vez e será essa a nossa busca constante.
E exatamente são os Condicionantes de Qualidade de Vida, principalmente as condições financeiras básicas, educação, saúde, estilos saudáveis de vida e ambiente,, que mobilizam as nossas sensações de satisfação de viver e felicidade. Sem eles tudo fica muito difícil e até impossível.
Por isso é que defendemos e indicamos, como de fundamental importância, fazer um plano de vida, anual para os idosos, para alcançarmos ou mantermos a nossa satisfação de viver e conseguir o máximo de tempos felizes. Bem-estar é bom, mas é pouco. Dizer isto num país com tantos miseráveis como o nosso pareceria até um contrassenso.E então, neste início de ano de eleições, vamos aproveitar e votar apenas naqueles candidatos que possibilitem, principalmente, os condicionantes de nossa qualidade de vida.
Por certo vamos exigir que se comprometam com eles e que digam como vão fazer para mudar. Por certo não vamos votar naqueles que roubam a nossa felicidade e satisfação de viver no Brasil.

Antero Coelho Neto - Médico e professor

Pecados Capitais

Pecados capitais

Publicado no jornal "O Povo" em 02 Dez 2009

Já lá se vão milênios que o homem, sentindo a gravidade dos vícios do corpo, criou os “pecados” que deveriam ser evitados visando manter a “alma” ou “espírito” de bem com o Senhor. Alguns pecados seriam perdoáveis mas os “capitais” eram merecedores de condenação. Nós sabemos hoje que esses pecados são na maioria maus estilos de vida, resultados de uma vida mal orientada e mais dirigida para os prazeres da gula, sexo, satisfação física e psíquica.
Temos já destacado em várias oportunidades, por palavras escritas ou faladas, que esses pecados ou maus costumes são de três tipos: os que são culpa nossa e que constituem a grande maioria (60 a 70%); os que são culpa de nosso próprio corpo (genética) com aproximadamente 15 a 20% de ocorrência e os que são culpa do ambiente enfermo onde moramos e trabalhamos com até 20% de responsabilidade e que somente agora estão sendo destacados no nosso país
O novo Relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre “Riscos à Saúde Global” está confirmando esse conhecimento quando destaca que a nossa saúde depende dos hábitos comportamentais (maior responsável), características ambientais e saúde pública . E também é extremamente importante quando afirma que os principais riscos de mortalidade no mundo são: pressão alta (responsável por 13%), consumo de tabaco (9%), hiperglicemia (6%), inatividade física (6%) e obesidade ou estar acima do peso (5%).
Vejam que apenas esses cinco ``pecados`` são responsáveis por 40% de mortalidade do homem atual. E mais ainda: a má nutrição infantil , sexo inseguro, álcool, condições precárias de higiene e alta pressão arterial, devem ser responsabilizados por cerca de um quarto dos 60 milhões de mortes prematuras em todo o mundo, anualmente, como muito bem destacou a OMS. É o “pecado capital” ocasionando a morte do filho logo após o seu nascimento.
E o Relatório não fica somente nisso, comprova que a falta ou mau uso de alimentos nutritivos apresenta-se como um grande risco para os que moram em países mais pobres.
Mas também que a obesidade e o sobrepeso representam riscos ainda maiores nos países ricos ou em desenvolvimento, levando a uma situação na qual esses “pecados” causam mais mortes no mundo do que o baixo peso.
Estão vendo, caros leitores, aonde nós chegamos? O grande diferencial agora é que sabemos os valores e as causas desses determinantes ou “pecados” o que não acontecia no passado, quando colocávamos toda a culpa no nosso “destino”, nos pais ou nos amigos, como eu próprio fiz durante muitos anos de minha vida. E também e muito freqüentemente, culpamos os nossos governantes.
Agora sabemos que a culpa é quase toda nossa! E ai leitores? Preparados para o Carnaval que se aproxima ou não estão interessados em saber que os seus ``pecados``, quando não bem controlados podem matar? Por isso o aviso do amigo ``chato``, como sou chamado algumas vezes: moderação. E que na 4ª feira de Cinzas voltem a ter uma vida equilibrada e saudável. Pois a grande verdade e sabedoria da natureza é o equilíbrio.

Antero Coelho Neto - Médico e professor

Resiliência na Saúde e na Qualidade de Vida

“RESILIÊNCIA NA SAÚDE E NA QUALIDADE DE VIDA”

Publicado no jornal "O Povo" em 04-11-2009 –

As empresas e as organizações privadas, mais uma vez se antecipam e até desenvolvem novos processos operativos na busca da qualidade de vida de seus funcionários, ao contrário das organizações públicas que parecem pouco se importar com os seus integrantes.
Como já destacamos em artigo anterior sobre Saúde Corporativa, muitas organizações privadas do nosso país, desenvolvem importantes e efetivos programas de promoção da qualidade de vida de seus funcionários. Agora estão utilizando os ensinamentos dessa “nova tecnologia” denominada RESILIÊNCIA.
Muitas organizações privadas do sul do país estão desenvolvendo programas específicos sobre o assunto, declarando resultados surpreendentes. Diferentes técnicas pedagógicas são utilizadas de acordo com o tipo de trabalho e de profissionais operantes e seus problemas apresentados em termos de saúde, capacitação e qualidade de vida em geral.
Resiliência é um termo utilizado pela Física há 2 séculos. Recentemente foi incorporado pela Psicologia para definir a capacidade que algumas pessoas apresentam de passar por situações de estresses e continuarem com a vida de maneira normal e saudável.
Temos exemplos de indivíduos que conseguem vencer dificuldades, obstáculos, grandes traumas e até catástrofes, sem apresentarem seqüelas. Constitui, portanto, um grande atributo da personalidade desenvolvida no contexto psico-social-cultural em que a pessoa vive.
Pode e deve estar presente em vários locais e praticada por diferentes profissionais, principalmente das áreas de educação e saúde.
Deveria ser matéria de grande destaque na formação e desenvolvimento de profissionais dessas duas áreas. Escolas, faculdades, universidades, unidades de saúde, consultórios e hospitais são locais onde a resiliência é de enorme importância. Processos de resiliência no contexto da hospitalização deverá ser assunto de estudo nos próximos anos como estão já salientando alguns pesquisadores.
Claro que em alguns países mais desenvolvidos, as técnicas de uso e manejo da nova tecnologia (ou nova ciência) vem sendo destacadas.
Entre as diferentes doenças psicosomáticas que apresentam os brasileiros que não possuem resiliência estão: estresse, síndrome do pânico, gastrite, doenças intestinais, hipertensão arterial e várias outras patologias.
É possível mantermos boa qualidade de vida e o equilíbrio de nossa saúde, praticando o desenvolvimento da resiliência.
Portanto, deveremos destacar para o público em geral que já temos o conhecimento, maneiras e possibilidades de se aumentar a capacidade de resiliência dos brasileiros sofredores.
Usar a resiliência para manter sadio e ativo, o pobre cidadão que se encontra frente a esta triste situação social do Brasil atual é a nossa fundamental responsabilidade como profissional da saúde.
E muitos brasileiros, alguns técnicos e estudiosos dos problemas políticos e sociais do Brasil, estão afirmando com grande destaque que uma nova modalidade de Resiliência seja usada na política como solução salvadora . Queira Deus!

Antero Coelho Neto, Médico e Professor

O Brasil na próxima década

O Brasil na próxima década

Publicado no jornal "O Povo" em 07 Out 2009

Como estudioso no assunto da futurologia e membro ativo de várias associações, sempre tenho procurado fazer a previsão dos cenários futuros de nosso país.
Lembro para os leitores que no meu livro publicado em 2001, O Futurista e o Adivinho, destaco as mudanças previstas para a próxima década nas áreas do desenvolvimento econômico, tecnologia e as ciências, população e suas migrações, ecologia, assim como a qualidade de vida do povo brasileiro.
Há vários anos defendo, como vários outros estudiosos, que apenas o desenvolvimento econômico, medido pelo PIB, é insuficiente para retratar a felicidade do povo que é o importante na vida de todos.
Para mim, como para vários outros pesquisadores no assunto, as possibilidades de mudanças importantes no cenário mundial para a próxima década são evidentes. Alguns países com as mudanças efetuadas, devem melhorar significativamente de qualidade de vida, valores, cidadania e a longevidade de suas populações. Acreditamos que estes serão os elementos condicionantes mais importantes dos projetos políticos de alguns países do universo.
A busca do desenvolvimento econômico exclusivo está com os dias contados. Existem evidentes sinais que asseguram uma política dirigida para uma ecologia humana e integral em vários países do globo, inclusive no Brasil.
Acreditamos que os políticos e economistas serão inteligentes para entender que suas propostas terão que compartilhar com a segurança, desenvolvimento humano e a satisfação de viver da população. E isto somente poderá ser alcançado através das dimensões fundamentais da vida: saúde, educação, estilos de vida e ambiente saudável. As três primeiras dessas dimensões humanas já são conhecidas de grande parte de nossa população como fundamentais, em virtude da enorme difusão das informações através dos diferentes meios de comunicação. As publicações de muitos autores, a mídia de uma maneira em geral, a Internet e os ensinamentos adquiridos nas Escolas e Universidades tem destacado as nossas necessidades e desejos.
A quarta dimensão, ambiente saudável, finalmente e felizmente no Brasil, constitui assunto de destaque no cenário político de todo o país. A luta contra a destruição dos rios e florestas, aquecimento global e a perda da biodiversidade assim como a prática de uma humanização do ambiente de uma maneira integral, já são e serão os grandes assuntos da próxima década. Muitos já estamos convencidos que o ambiente é de vital importância e os partidos políticos vão ter que mudar suas visões exclusivamente economicistas. Temos de melhorar e aumentar a classe média e diminuir os pobres e, para isto, também é vital aumentar a satisfação do homem no ambiente saudável em que vive.
Vejo que não foi em vão quando procurava um Partido Político em 1984 e, como resultado de minha busca inútil, escrevia meu artigo neste O POVO (``Procura-se um Partido`` em 2/10/84) e concluía dizendo: ”Para conseguir participar de um real partido político é necessário aceitar e valorizar os seus princípios e objetivos fundamentais. Coisas que, infelizmente, não identifico nos Sarneys & Cia, que aí estão na pregação de um novo Partido``. Já naquele tempo... Há 25 anos atrás! Mas vai mudar. Acreditem. As marinas estão chegando.

Antero Coelho Neto - Médico e professor

sábado, setembro 05, 2009

SAÚDE DO HOMEM

Publicado no Jornal O Povo em 02-09-09

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É com grande satisfação que constatamos a oficialização do Projeto Nacional de Integração em Promoção e Atenção da Saúde do Homem. Durante muitos anos escrevemos e lutamos pela “igualdade” de uma política de saúde voltada para o homem, de uma maneira global e integrada, articulando os elementos e princípios fundamentais da saúde do corpo, mente e também espírito do homem. Espírito entendido como o conjunto de princípios e sentimentos dependentes das dimensões humanas que caracterizam a vida de cada pessoa: solidariedade, amizade, liberdade, compromissos, participação no meio em que vive, etc. Por que um grande desenvolvimento da saúde da mulher, da criança, do idoso (recente resultado de uma luta de muitos anos) e não também do homem? Por que a discriminação? Que interesses são contrários? Ao se analisar o cenário nacional, comprovamos que muitos homens não têm chance de procurar um médico por falta de tempo, serviço médico adequado e próximo e por não terem condições financeiras e nem estímulo para procurar um médico. E o que se constata é a grande diferença dos números entre os homens e a mulheres: Em 2007 foram ao SUS 2,5 milhões de homens e as mulheres quase 7 vezes mais: 17 milhões. O Instituto Nacional do Câncer, também em 2007, revela 45.400 mulheres com câncer e 49.530 homens apresentam Ca de próstata. O Ministério da Saúde também destaca que os princípios da masculinidade (do machismo brasileiro) limitam a procura preventiva e de promoção da saúde dos serviços médicos específicos. Muitos homens se negam a fazer exames de próstata, pênis, sexualidade, etc. o que tem causado grandes valores estatísticos prejudiciais. E o que mais agrava a situação é o conhecimento de que o homem tem uma alimentação muito mais deficiente, pratica menos exercícios físicos, tem mais estresses, menos religiosidade e sociabilidade, amam e choram menos do que as mulheres. E o mais significativo: bebem e fumam muito mais do que as mulheres. O consumo de álcool em Fortaleza, por exemplo, é de 35,9% de homens e 10,6% de mulheres. Nos dias 14 e 15 de agosto de 2009, a Sociedade Brasileira de Urologia, realizou em São Paulo, o Simpósio Internacional de Saúde do Homem, com uma programação muito variada e integral, articulando a vida saudável com qualidade, sexualidade e convivência com as doenças urológicas. Para confirmar a integração, a palestra de abertura foi proferida pelo ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, que fez uma análise do cenário médico brasileiro. E agora temos a maior alegria, ao constatarmos que o presidente Lula está do nosso lado, quando no Programa “Café com o Presidente”, no dia 10 de agosto passado, afirmou: “Além de procurar menos o serviço de saúde, os homens bebem mais, fumam mais e fazem menos exercícios do que as mulheres. Por isso, a importância de manter os hábitos muito saudáveis e fazer exame de prevenção rotineiramente, para evitar as doenças ou detectá-las em tempo, facilitando o tratamento e a cura.“ Até o presidente Lula! Viva o Brasil!
Antero Coelho Neto -
Médico e professor acoelho@secrel.com.br

Homem não chora!

Publicado no Jornal O Povo em 05-08-09

Cresci e me criei ouvindo esta frase de meus pais, familiares e de quase todos os amigos. Homem é homem! Não chora!
São milhares de referências em livros, artigos, pesquisas, músicas, etc. Na linda canção do guitarrista Roberto Frejaj ele canta: “Homem não chora, nem por dor, nem por amor. Homem não chora, nem por ter, nem por perder”
Pobres de nós, que tivemos de pagar um preço altíssimo por isso. Muitos machos morreram, sofreram, padeceram ou perderam ricos e lindos momentos da vida. Foram enganados, mortos e sacrificados em nome dessa “diferença fundamental” com a “pobrezinha” da mulher que realmente dirige e comanda a casa e os filhos fazendo de conta que está seguindo as “ordens” do marido, o grande chefão.
É interessante destacar que as mulheres Celtas, por razões locais específicas, nunca permitiram essa desigualdade e sempre foram as reais comandantes da vida familiar. E lá os homens estão felizes da vida, chorando e vivendo mais.
Claro que temos melhorado muito nesses últimos anos em relação às desigualdades entre os homens e mulheres, mas necessitamos, principalmente em certas regiões do país, melhorar muito mais. Ou “piorar muito mais” como diriam alguns machos?
Mas as brasileiras continuam vivendo mais do que os homens em valores muito acima de inúmeros países do globo. São 8 anos mais. E isto pela prática das mulheres de muitos elementos reconhecidamente de valor na nossa longevidade: maior sociabilidade participando de grupos de convivência e de amigas, dançando e cantando; religiosas e praticando muito mais a espiritualidade; amando com freqüência e habilidade; realizando mais atividade física; trabalhando muito (realizando atividades que lhes dão prazer); bebendo e fumando menos do que os homens. E chorando, sem fragilidade ou vergonha de mostrar para todos sua tristeza ou também alegria.
Comigo aconteceu uma transformação que jamais imaginava: passei a desenvolver vários dessas qualidades ditas femininas e hoje choro com facilidade, me sentindo muito melhor. Aprendi, trabalhando como médico na promoção da saúde e da qualidade de vida relacionada com a saúde e maior longevidade. E foi com as mulheres idosas, principalmente, que aprendi muitas coisas boas da vida humana.. Elas abriram para mim um horizonte diferente e melhor. Por isso, quando dou entrevistas na mídia, palestras nas organizações públicas e privadas ou em cursos de Faculdades, brincando eu afirmo, “Estou cada vez mais feminino”. Eles riem e para que não pensem “outras coisas” eu explico também sorrindo. E todos ficamos alegres.
Por isto, neste momento, o meu conselho: homens, vamos mudar de comportamento e vamos viver muito mais e melhor. E chorar vai nos ajudar muito. Os “machos” que nos condenem, mas “chorar é fundamental”. E que isto possa acontecer antes que a afirmação do famoso geneticista Steve Jones seja uma realidade: “o cromossoma Y vai desaparecer do mapa genético e os homens vão desaparecer”.

Antero Coelho Neto
Médico e professor

domingo, junho 14, 2009

Como ganhar mais anos de vida.

Várias pessoas me questionaram sobre o artigo publicado na revista Veja, destacando como podemos ganhar mais anos de vida “boa” e com “qualidade”. Será mesmo verdade isso que a revista publicou?
Quando regressei em 1994, da OPS/OMS e em artigos e entrevistas na mídia, falava de nossas possibilidades presentes e futuras de maior longevidade, soube que alguns amigos duvidavam e um deles chegou a dizer: “O Antero voltou maluco...”
Eu destacava números de organizações internacionais e de pesquisadores conhecidos mundialmente pela seriedade e grandezas. Pois aconteceu que vários desses números tidos como fantasiosos foram superados.
A evolução das ciências responsáveis pelo nosso funcionamento e desenvolvimento orgânico e psicológico, a melhoria das condições ambientais, o uso de práticas já conhecidas de comportamento saudável e de medicamentos modernos têm possibilitado alcançar esses valores.
Os elementos apresentados pela revista estão comprovados por várias pesquisas em organizações de grande destaque. Algumas delas até encontraram resultados mais animadores.
Alguns pesquisadores também famosos, no entanto, descartam a idéia de novos avanços tecnológicos e científicos, dentro do critério de “avanços em progressão geométrica”. Assim sendo, os avanços supostos para aumentos nos próximos 100 anos, chegando até a afirmativa de que alcançaremos em torno de 200 anos de perspectiva de vida, serão dificultados por uma série de impedimentos de nossa própria estrutura física e mental. Dizem alguns que, depois de 80 a 100 anos de perspectivas de vida, mesmo em países como França e Japão, não teremos possibilidades de avanços maiores. Os otimistas, que são muitos, recusam dizendo que esses avanços são imprevisíveis e não são colocados como indicadores nas pesquisas atuais nos seus devidos valores.
Seja como for, a maior importância da valorização dos principais condicionantes de nossa longevidade está também no fato de que eles estão associados a outros elementos estruturais como a prática de uma vida com hábitos e costumes saudáveis em seus aspectos físicos, químicos, biológicos, sociológicos, culturais e espirituais. Verdade que muita coisa tem de ser incorporada a nossa prática de vida diária, principalmente em certas populações do globo para podermos ter uma maior longevidade. Alguns desses condicionantes são simplesmente olvidados e pouca importância lhes é dada. No Brasil, vários são ainda os elementos que são esquecidos pela população e mesmo pelos órgãos de comunicação como a proteção contra os fatores de riscos físicos e químicos.
Termino lembrando que a verdade da longevidade está no equilíbrio: físico, químico, psicológico, biológico, sociológico e espiritual, o que nem sempre é fácil de conquistar e, algumas vezes não são aqueles elementos “espetaculares” que a mídia gosta de comentar.
Antero Coelho Neto
Médico e Professor

segunda-feira, maio 18, 2009

Responsabilidade social, individual e coletiva na Saúde.

Responsabilidade social, individual e coletiva na Saúde.

Muitos estão perguntando o que significam expressões, que agora estão cada vez mais presentes e atuantes, como: “saúde e responsabilidade social”, “promoção da saúde com satisfação de viver”, “saúde corporativa”, “saúde com qualidade de vida” e outras.
E já estamos muito atrasados na tentativa de desenvolvermos mais ações e projetos dirigidos com estas finalidades.
É exatamente a falta de um “sentimento” de cidadania dirigida para o público não governamental que nos diferencia dos países mais desenvolvidos.
Fomos orientados, durante muitos anos e ainda continuamos, para um “público-governo” em que os bens são na maioria de “propriedade governamental”. Quase tudo é de responsabilidade do governo. A rua e a praça, símbolos da nossa sociedade, são “para” e não “do” povo. E é isto que faz a grande diferença.
Esta praça deve ser do povo e não apenas para o povo. Esta praça é nossa! E não do governo para o povo. O Governo constrói esta rua para o povo, que passa a ser o seu dono. Porque o povo lhe deu o direito e a responsabilidade para isso. O governo faz porque nós queremos que faça a praça e passa a administrá-la porque nós lhe damos essa função. E muitas praças nós mesmos iremos administrá-las. E, como praças, também estão hospitais, centros de saúde, ambulatórios, campanhas de saúde pública e muito mais. Desse direito nasce em contrapartida: a nossa responsabilidade social individual e coletiva;
E isto em saúde é de suma importância porque são muitos os direitos que temos de adquirir, assumindo muitos deveres e funções que darão muito trabalho. Esta praça sendo minha, tenho de ajudar a limpá-la e conservá-la. E toda uma nova conduta social aparece. E muitas palavras novas tomam sentidos mais rigorosos e valorosos como o da responsabilidade individual e coletiva. As organizações particulares, muito mais “inteligentes” estão, rapidamente, adotando a prática da responsabilidade da “saúde corporativa”, como já destaquei em artigo anterior quando fui convidado para participar de vários de seus programas. Os resultados têm sido enormes e de grande significado no sul do país.
Nos países desenvolvidos já não basta que as pessoas tenham somente saúde, mas sim que alcancem saúde com qualidade de vida, longevidade saudável e com satisfação de viver. E assim crescem as nossas responsabilidades individuais no Índice de Desenvolvimento Humano, Promoção da Saúde, Qualidade de Vida, Extensão da Vida, Longevidade Digna, etc. Alguns desses conceitos começaram a ser falados em nosso país mas muito pouco tem sido feito.
É necessário correr para compensar o prejuízo caso contrário, ficaremos sempre perdendo o bonde que passa. Desculpem o lamento. É que tenho sofrido muito nos últimos anos de luta pela nossa responsabilidade pública, mas também individual sobre Qualidade de Vida, Promoção da Saúde e Longevidade ativa, criativa e saudável. Os políticos têm prometido muito e pouco feito. O tempo está passando e o brasileiro ficando velho (como eu próprio) com um ótimo Estatuto do Idoso sem ser aplicado. Até quando?
Desculpem o meu “Delenda Cartago”, mas como “água mole em pedra dura tanto bate até que fura...”
Antero Coelho Neto.( Médico, Professor e Diretor do IQVida)

domingo, abril 12, 2009

Jovem pobre, pense no assunto!

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL O POVO EM 01-04-09

JOVEM POBRE, PENSE NO ASSUNTO"

Sei que não é fácil pedir ao brasileiro jovem e pobre que pense em sua qualidade de vida e, menos ainda, em sua satisfação de viver. Viver satisfeito com tantos problemas e dificuldades? Eu devo estar brincando ou querendo agredi-lo pois não saberia o que é, realmente, ser pobre no Brasil. Longe disso, principalmente quando me lembro do tempo de jovem quando até a comida era difícil em nossa casa. Mas é que muitos estudos e pesquisas atuais estão a revelar, cada vez mais, a importância e a utilização de condicionantes fundamentais da qualidade de vida em jovens pobres: promoção da saúde (prevenção das enfermidades e dos riscos físicos, químicos e biológicos e estilos saudáveis de vida), conhecimento básico e atual sobre qualidade de vida, obtenção de uma educação dirigida para as profissões sócio-culturais e tecnológicas mais necessárias na atualidade e uma auto-estima elevada. No Brasil as pesquisas utilizam apenas indicadores básicos de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e de IDJ (Índice de Desenvolvimento Juvenil) que estão entre os mais baixos dos países em desenvolvimento. Há anos que falo na criação do ISV (Índice de Satisfação de Viver) para ao brasileiros. E uma melhor qualidade de vida pode ser alcançada pelo próprio jovem pobre desde que, realmente, queira alcançar essas condições. É preciso destacar, no entanto, que falo do pobre e não do “muito pobre” que não tem, na grande maioria dos países, pobres ou ricos, a menor possibilidade de dirigir a sua vida e de poder condicionar o seu comportamento para o que quer alcançar. O pobre sim, pode e deve querer. Estudos revelam que a vontade de se desenvolver e ter melhor qualidade de vida, pode mudar condicionantes supostamente imutáveis. Mas essa proposta assusta, pois a responsabilidade passa a ser maior para o próprio indivíduo e menos do Governo como é comum e mais fácil de acusar. O maior esforço passa a ser nosso e isso não é conveniente para muitos acomodados da vida. Pense no assunto jovem, com muito cuidado e verá que isto é uma verdade da atualidade. Esses conhecimentos estão sendo generalizados e utilizados por muitos jovens, principalmente pertencentes às classes pobres e médias de países desenvolvidos e em desenvolvimento. Por exemplo, os europeus jovens (numa pesquisa em 27 países, em 2008), numa escala de 1 à 10 , a média dos participantes deu nota 7 para ”satisfação de viver” e 7,5 para “felicidade”. Mas também, obviamente, nunca esquecer que para podermos alcançar esses condicionantes fundamentais de desenvolvimento humano, temos de saber escolher os nossos políticos e dirigentes públicos que são aqueles que possibilitarão a execução de leis e normas públicas dirigidas para a melhoria da qualidade de vida da população. Que não exista a corrupção dos órgãos públicos destacada atualmente na imprensa e que não mais aconteça como nas últimas eleições, quando os candidatos não quiseram e não falaram nada em qualidade de vida e muito menos em satisfação de viver do brasileiro. Falar em jovem feliz, então, nem pensar! Gente feliz e letrada aprende a votar. Antero Coelho Neto - Médico e Professor acoelho@secrel.com.br

segunda-feira, março 16, 2009

Estilos saudáveis de vida

Publicado no Jornal O Povo em 04-03-09

Quando as pessoas me dizem o quanto é difícil e “chato” adquirir e manter estilos saudáveis de vida, sempre estou a lembrar de meu tio Joaquim, que gostava tanto do lazer que muitos lhe davam o apelido de “Feriado”. Preguiçoso, estará o leitor a pensar? Pelo contrário, era muito trabalhador e tinha grande alegria de realizar seu trabalho, na loja de seu pai. Todos os dias, se levantava bem cedinho para caminhar na praia Formosa, com os pés dentro da água do mar. Diziam os irmãos dele que ia era “flertar” com as garotas que encontrava pelo caminho. Alegre como ninguém, todo sábado à noite ia para a farra nas pensões alegres da Major Facundo onde era conhecido como grande dançarino e por não gostar de álcool. Vez por outra bebia um pouco e pagava cerveja para todos para agradar a “madame”, dona das “raparigas”. Odiava a fumaça dos cigarros e charutos porque dizia que fedia e manchariam os seus dedos, sempre com unhas muito bem feitas e pintadas pela manicura no seu salão predileto na rua Floriano Peixoto. Era o tipo, cantado em prosa e verso, do almofadinha. Boa pinta e boa fala, cantava todas que chegavam perto. Mas tinha uma estranha maneira de selecionar as suas “caças”: somente queria as magras, mais de 20 anos de idade, alegres e que fossem carinhosas e não as “boas de cama” como todos exigiam na época. Era magro, comia pouco e quase sempre estava pedindo peixe com batatas. Dizia que a gordura da carne de boi lhe fazia arrotar e que não fazia bem a sua digestão. Vez por outra, no entanto, quando tinha vontade, comia carne assada com os amigos. Nas férias, ia para a Serra da Meruoca onde tinha uns lugares secretos para passear. Ah! Ia esquecendo que, depois de mulher, o que mais gostava era de ler os romances da época. Vez por outra foi flagrado escrevendo poesias que ninguém jamais conseguiu ler, pois as escondia com muito cuidado. Era religioso e tinha muita fé em São Paulo que ele achava um “senhor santo” e que muito a ele devia de sua vida. Quando já tinha uns 40 anos foi embora para a Bahia, casou , teve vários filhos e netos e lá viveu sempre muito alegre e feliz, até que faleceu com 105 anos, lúcido e ativo. Sentiram, meus leitores, os estilos de vida do Joaquim? Por suas razões e escolhas já naquele tempo tinha estilos de vida exemplares com muita satisfação de viver. Por sua própria decisão praticava exatamente o que receitamos hoje como verdadeiros “remédios” para a cura e prevenção: momentos de lazer, alegria, alimentação saudável, atividade física, sem fumo e sem álcool, trabalho com prazer, ler romances e poesias, gostar de mulheres carinhosas, praticar sexo com amor, ter fé em Deus e muita auto-estima. Como estou fazendo um estudo das minhas memórias, tive a grata satisfação de ler estes dados sobre o Joaquim, deixados por sua irmã em um caderno velho. Querem uma surpresa mais? Adorava cenoura (betacaroteno), laranjas (vitamina C) e leite (cálcio). E também bebia muita água, pois dizia que era bom fazer muito pipi. Viram como é possível ter estilos saudáveis de vida de uma maneira alegre e feliz? Nada de radicalismos e sim, equilíbrio com satisfação.
ANTERO COELHO NETO Médico e professor

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

RICO, pense no assunto!

Artigo Publicado Jornal O Povo
Rico, pense no assunto!
Antero Coelho Neto04 Fev 2009 - 00h16min

Você aí brasileiro rico, que quer ser cada vez mais rico, que trabalha de maneira estressante todos os dias da semana para aumentar o seu patrimônio e que tem pouco tempo para a família e não colabora com os pobres, já pensou nas seguintes possibilidades? Quando você morrer os seus filhos e netos, para os quais você pouco teve tempo de amá-los, poderão gastar o dinheiro que herdarem de uma maneira que você não aprovaria? Que, sua viúva poderá ser então uma mulher feliz e até se casar com um jovem “enxuto e sarado” ? Que seus filhos poderão fazer a maior batalha na divisão da riqueza que você vai deixar para eles? Que até podem descobrir o quanto você gastou com as suas amantes? Que muita gente se lembrará de você apenas como um homem rico que não teve amor e não ajudou os seus funcionários, nem os pobres e enfermos necessitados? E que, mesmo com toda a sua riqueza, teve uma qualidade de vida muito deficiente? É isto que você deseja? Ou vai pensar neste assunto com bastante cuidado?
Com toda a certeza estará dizendo que estou fazendo essas perguntas por que sou um pobre, invejoso e incompetente.
Pois vocês necessitam saber que todas essas perguntas e muitas outras, foram feitas de uma maneira científica e objetiva, em uma grande pesquisa realizada nos Estados Unidos sobre “A satisfação de viver dos ricos na atualidade”.
E aí o resultado geral e já esperado: riqueza não é condicionante fundamental de boa qualidade de vida e menos ainda de satisfação de viver. Que o dinheiro necessário para uma boa qualidade de vida é somente aquele suficiente para que se tenha uma boa moradia, educação para os filhos, seguro saúde e de vida, reserva para eventualidades e situações de emergência, transporte adequado para a movimentação da família, alimentação saudável, possibilidades de períodos de lazer e férias proveitosas, valorização e uso de aspectos sócio-culturais e de estímulo para a melhoria da auto-estima e, nos últimos anos, a caracterização cada vez maior de uma espiritualidade livre e fundamental. Ou seja: principalmente para as pessoas da classe média dos países desenvolvidos. Sim, por que considerar classe média com R$ 1070,00 por mês numa família de cinco pessoas, como se faz no Brasil, é a esdrúxula classificação de brasileiro para agradar o Presidente da República.
Mas o mais gratificante para nós foi a revelação de que muitos ricos melhoraram de QV quando descobriram o valor da responsabilidade social deles mesmos e de suas empresas na melhoria da saúde e da qualidade de vida de seus funcionários (Saúde/QV corporativa), necessitados e familiares e passaram a aplicar somas significativas nessas áreas.
E, como já era previsto, lucrando mais e tendo uma grande repercussão de suas ações que lhes transformaram em verdadeiros benfeitores. Por isso este nosso convite para os ricos de nossa terra: vamos pensar no assunto? Antero Coelho Neto - Médico e professor

quinta-feira, janeiro 08, 2009

A MEMÓRIA

"A memória"

Artigo publicados no Jornal "O Povo" em 07-01-09

As dimensões fundamentais da Vida são a Quantidade, Qualidade, Consciência, Valores, Crenças, Liberdade e Ética. Mas é o Amor que engrandece a Vida e a Memória que permite que ela seja lembrada para sempre. Esta, nas suas duas interpretações essenciais: capacidade anatomo-fisiológica de reter as idéias, nomes, impressões e conhecimentos adquiridos e, como lembrança, reminiscência e recordação. Por isso achei excelente e muito oportuna a matéria sobre os cientistas Gordon Bell e Deb Roy, publicada na Veja Especial de Setembro (Tecnologia). Excelente pela maneira como foi detalhada e agradavelmente escrita. Oportuna por tratar do assunto Memória (lembranças) de uma maneira moderna, atual e necessária. Nós, brasileiros, não temos ainda o hábito do cultivo da Memória na guarda e preservação do passado e na possibilidade de ser usada para não repetir erros, mudar julgamentos e melhorar as nossas decisões. Em muitos países as pessoas desenvolvem a Memória como um elemento fundamental e inteligente da Vida, numa verdadeira demonstração de que não é suficiente apenas viver, é necessário que ela tenha valor para ficar na nossa lembrança, dos familiares, amigos e até da população, em muitos casos. Sempre tenho dito que aquilo que não pintamos, escrevemos, cantamos, esculpimos, fotografamos, gravamos, filmamos, poetizamos, etc..., não existiu. Existe no momento e depois passa, é esquecido. O tempo passou e levou. Principalmente nos jovens brasileiros vemos um total desprezo por guardar e perpetuar o acontecido. Depois, na velhice, comprovamos a tristeza de não ter guardado nada ou quase nada. E o que fazer, depois? Não lembramos, muitas vezes, nem o nome dos nossos antepassados próximos. Vocês podem imaginar como seria a nossa história sem memorialistas como Marciano Lopes, Nirez e Cristiano Câmara? A informática nos possibilita guardar a nossa memória com muito maior facilidade. Como fizeram Bell e Roy. E aí o excepcional exemplo para todos nós na perpetuação dos dados e elementos de nossa vida. O Google constitui o gigante da internet que nos ajudará, cada vez mais, nessa empreitada. Mas a alegria foi ainda maior ao comparar com a mesma idéia que tive em 1994 ao regressar do exterior. Desde então tenho arquivado tudo no meu Banco da Vida. São cerca de 40 gigabytes arquivados em HD e DVD’s, com fotos, documentos, webs visitadas, vídeos, apresentações em PowerPoint (aulas, conferências, palestras, projetos de organizações, etc.), músicas, cartas e e-mails, situações bancárias, diário de viagens, todos os programas de Rádio que tenho coordenado nesses últimos 10 anos (Novas Dimensões na Rádio AM-do Povo e Novas idades na Rádio FM-Universitária) e todos os artigos e livros que escrevi em todos esses anos. Conforta-me saber que, mesmo que tudo isto não seja nunca conhecido do público, as palavras e os momentos que valeram a pena, estarão arquivados no meu HD e será parte do que deixarei como “lembrança” para meus familiares como minha Memória. Se alguém , algum dia, quiser saber... Guimarães Rosa disse: “Se eu lembro, tenho”. Nada mais certo. Mas o lembrado precisa ser guardado.

Antero Coelho Neto - Médico e professor

segunda-feira, novembro 24, 2008

FAÇA UMA AUTO-AVALIAÇÃO DE SUA Q.V.

INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE

NOME:
SEXO: IDADE: ESTADO CIVIL:
PROFISSÃO:
CIDADE EM QUE MORA :
GANHA MAIS DE 10 SALÁRIOS: Sim ( ) Não ( )

O IQVida-Instituto para a Qualidade de Vida, pesquisa a qualidade de vida relacionada à Saude do brasileiro sob diferentes aspectos e interpretações.

Esta avaliação deve ser considerada como uma aproximação da “realidade e do julgamento pessoal” utilizando, obviamente, atributos e indicadores (quantitativos e subjetivos) já conhecidos e tidos como válidos e de importância.
Após a avaliação vamos associar a “nossa” interpretação sobre a “sua” qualidade de vida com os aspectos qualitativos e de riscos que estudamos há muito tempo. Este instrumento pode ser utilizado por pessoas de qualquer idade.
(a) Para cada indicador (são 60) assinalar com um ( X ) quando a resposta for “sim” ou “positivo”;
(b) Os indicadores estão classificados de (+), (++) e (+++) conforme a sua
importância na Qualidade de Vida: R – Situação de Risco ; ( < ) Perda de anos de
vida de acordo com várias pesquisas

DIMENSÃO I - CONDIÇÕES ESSENCIAIS DE VIDA :
1- Tem alimentação suficiente (quantidade) ( ) (+++)
2- Tem lugar digno para morar ( ) (++)
3- Veste-se dignamente e como deseja ( ) (+)
4- O transporte que usa é suficiente para as suas atividades ( ) ( ++)
5 – Tem emprego ou trabalho ou não necessita ( ) (+++)
6 – Tem condições mínimas de segurança ( ) (+++) ( < ) ®
7 - Tem acesso à tecnologia essencial atual ( ) (+)

DIMENSÃO II - ASPECTOS ECONÔMICOS:
8- Possui depósitos bancários / investimentos ( ) (++)
9- Consegue ter poupança ( ) (++)
10- Possui bens patrimoniais ( ) (++)
11. Tem condições de sustentar a família / filhos (ou não
necessita) ( ) (+++)
12- Está satisfeito economicamente ( ) (+++) ( < ) ®

DIMENSÃO III – ASPECTOS SÓCIO-CULTURAIS:
13 - Está satisfeito com as suas condições sociais e culturais ( ) (+++) ®
14 -Tem amizades e convive bem com outras pessoas ( ) (+++) ( < ) ®
15- Participa de associações, clubes, sindicatos, etc. ( ) (++)
16- Pratica algum tipo de arte, literatura, música, etc. ( ) (+++)
17. Lê com freqüência ( ) (+++)
18. Pratica a sua cidadania/desenvolve princípios éticos ( ) (+)
19. Trabalho é adequado às suas condições físicas e funcionais ( ) (+++)
20. Pratica atividade de convivência agradável ( ) (+++)

DIMENSÃO IV- ASPECTOS INDIVIDUAIS/PESSOAIS
21- Sente satisfação de viver ( ) (+++) ( < ) ®
22- Sente bem-estar físico e mental ( ) (+++) ( < ) ®
23- Os níveis de expectativa de vida estão satisfeitos ( ) (+++)
24- Julga-se uma pessoa afetuosa, carinhosa ( ) (+++)
25- Tem capacidade de solucionar problemas da vida ( ) (++)
26. Tem capacidade de se ajustar frente aos conflitos ( ) (+++) ( < ) ®
27- Não tem medo da velhice ( ) (+++)
28. Não sente solidão ( ) (+++)
29. Não tem incapacidade cognitiva (conhecimento / memória) ( ) (+++) ®
30. Tem nível desejado de auto-estima ( ) (+++) ( < ) ®

DIMENSÃO V- EDUCAÇÃO
31. Está satisfeito com a sua educação ( ) (+++) ®
32. Fez e está satisfeito com sua pós-graduação ( ) (+++)
33- Teve outro tipo de educação importante para a vida ( ) (++)
34. Ainda estuda ou ensina ( ) (+++)

DIMENSÃO VI- SAÚDE
35 - Está satisfeito com a medicina que dispõe ( ) (+++)
36 - Tem seguro saúde/plano particular de saúde ( ) (+++) ( < )
37. Apresenta boas condições de saúde física ( ) (+++) ( < ) ®
38- Apresenta boas condições de saúde mental ( ) (+++) ( < ) ®
39- Não toma medicamentos constantemente ( ) (+)(++)(+++)
40- Não aceita indicação de remédios por qualquer pessoa ( ) (++)
41- Não procura médicos com freqüência ( ) (++)
42- Nunca foi hospitalizado ( ) (+++)
43- Pratica prevenção das enfermidades e Riscos ( ) (+++) ( < )
44 – Não encontra-se em situação de estresse ( ) (+++) (<) ®

DIMENSÃO VII – ESTILOS DE VIDA
45- Não fuma ( ) (+++) ( < ) ®
46- Não toma bebida alcoólica ( ) (+++) ( < ) ®
47- Não usa drogas ilícitas ( ) (+++) ( < ) ®
48. Dorme o suficiente e regularmente ( ) (+++) ®
49- Pratica sexo com qualidade e com amor ( ) (+++) ( < ) ®
50- Pratica lazer e recreação regularmente ( ) (+++) ( < ) ®
51- Realiza atividade física / ginástica / Cooper ( ) (+++) ( * ) ®
52- Tem uma alimentação saudável ( ) (+++) ( < ) ®
53- Pratica atos religiosos / crenças ( ) (+++) ®
54- Pratica atividades socio-culturais do contexto ( ) (+)
55. Iniciou estilos saudáveis de vida há mais de 5 anos ( ) (+++)


DIMENSÃO VIII – AMBIENTE
56- Possui área física de trabalho satisfatória/saudável ( ) (++)
57- O ambiente da casa onde vive é saudável e agradável ( ) (+++) ( < ) ®
58- Os companheiros de trabalho são agradáveis ( ) (+)
59- O ambiente da região onde vive é saudável ( ) (+++) ( < )
60. O ambiente da casa está de acordo com a sua idade ( ) (+++)

1. ANÁLISE QUANTITATIVA DA QUALIDADE DE VIDA:

CLASSIFICAÇÃO (IQV - Índice de Qualidade de Vida)): Verifique quantos indicadores você assinalou com um “X”

QV MÁ Quando menor do que 40% - 1 a 24 indicadores
QV INSUFICIENTE Quando for 40 a 60 % - 24 a 36 indicadores
QV REGULAR Quando for 60 a 70 % -36 a 42 indicadores
QV BOA Quando for 70 a 90 % - 42 a 56 indicadores
QV EXCELENTE Quando maior do que 90% - 56 a 60 indicadores

2. AVALIAÇÃO TÉCNICA: Realizada pelo Técnico de acordo com os indicadores selecionados pelo participante

3. RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS / PROGRAMA DE MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA

sexta-feira, novembro 14, 2008

A Festa e o Bolo de Número 500


Momentos que valeram a pena


COMEMORAÇÃO: Com muita Felicidade


NO DIA 27 DE SETEMBRO DE 2008

COMEMORAMOS 10 ANOS DE RÁDIO * 500 PROGRAMAS

PROGRAMA “NOVAS DIMENSÕES”: 370 Programas
Rádio AM – do POVO: 1010
Aos Sábados: de 11:00 hs às 12:00 hs (De 06.12.1997 a 30.04.2005)
COORDENADOR: Dr. ANTERO COELHO NETO


PROGRAMA “NOVAS IDADES”: 130 Programas
Rádio FM-Universitária: 107,9 MHz
www.radiouniversitariafm.com.br
Aos Sábados: de 11:00 hs às 12:00 hs ( De 18.02.2006 a 27.09.2008)

COORDENADORES: Dr. ANTERO COELHO NETO
Dr. JOÃO MACEDO COELHO FILHO

Trabalhamos a Promoção da Saúde e Qualidade de Vida para que as pessoas atinjam a Terceira e Quarta Idades de forma ativa, criativa e saudável