quarta-feira, setembro 07, 2011

Felizmente ele morreu

Por que continuamos dizendo isso? Até quando vamos ter de ouvir esta frase de “consolação” ?
Há poucos dias, um idoso e querido amigo meu morreu, após anos de muito sofrimento, e ouvi vários outros companheiros e familiares falando mais ou menos assim. Claro que convencidos de que ele já tinha o “direito” de não sofrer mais. Grande consternação. E, hoje em dia, cada vez mais, temos casos semelhantes.
Com o envelhecimento, passamos a apresentar uma série de perturbações fisiológicas, transtornos físicos e patologias específicas que causam muitas dores, paralisações, perdas das nossas memórias (todas as que identificamos no presente) e até ausência da Consciência (dimensão essencial de nossa vida como a qualidade e quantidade).
Cientificamente já sabemos que vários neurotransmissores e hormônios importantes vão diminuindo com a idade e alguns até desaparecem.
Com isso muitos órgãos funcionam com dificuldades, as nossas defesas imunológicas diminuem ou desaparecem e as doenças se desenvolvem.
Felizmente o destaque dessas doenças, que aparecem na velhice, está sendo assunto freqüente nos órgãos de comunicações. Mas é pouco. Pesquisas mundiais revelam que também, e principalmente, necessitamos utilizar Promoção da Saúde (Prevenção das enfermidades, estilos saudáveis de vida, comunicação em saúde e eliminação dos fatores de riscos) pois, quando aplicada desde a infância, possibilita uma velhice com poucas dessas patologias, alem de, também, aumentar a nossa longevidade.
Mas o grande problema que conhecemos é que os políticos não dão o devido valor para a Promoção da Saúde da população e também para os idosos. Será por que muitos deles não votam mais ?
Mas nós, como profissionais da saúde, temos que “gritar” a verdade de todas as maneiras, temos que lutar por ela e convencer os políticos e a população em geral da verdade conhecida: promoção da saúde vale muito mais que muitos dos medicamentos e é fundamental para evitar os padecimentos na velhice. Lembrando, como sempre fazemos, que nós é que somos os maiores responsáveis pelos estilos saudáveis de vida. E, assim fazendo, não teremos de ouvir esta frase que nos entristece mais, a cada ano que passa. Apenas como um lembrete final para os políticos, população jovem e os ricos donos do país: Já, já, vocês chegam lá. Muito mais rápido do que pensam. E a família está preparada para cuidar de você, velho doente e sofredor? E vão dizer: felizmente ele morreu ?

Publicado Jornal O Povo em 07-09-11

segunda-feira, julho 25, 2011

AMOR DE VELHO

ARTIGO DE JULHO
JORNAL “O POVO”
Publicado dia 05-07-11

AMOR DE VELHO

De início gostaria que vocês, companheiros idosos, não ficassem zangados comigo pela denominação de “velho”. Pelo contrário, considerem um elogio, já que nos países desenvolvidos, vimos que no início não gostavam do termo, mas depois passaram a usá-lo como um direito, valorização, distinção e até um destaque. Conseguiram essa posição na sociedade depois de muita luta e trabalho. Estamos também conseguindo isto. A idade, como já disse para vocês é o nosso Banco, a nossa Fortuna. E aceitamos investidores.
Hoje o nosso tema é o amor entre os velhos. Claro que existe uma grande diferença entre o amor como mostrado no cinema, com mulheres jovens de biquíni, de calcinha e o que acontece geralmente. Mesmo na idade mais avançada as pessoas gostam de praticar o sexo e isso tem que ser aceito, pois sabemos que “o amor do jovem é querer ser feliz e o amor do idoso é querer ver o outro feliz”.
As pessoas mais idosas conseguem mobilizar mais e melhor as emoções humanas e também aquelas especiais do ato de amar. A medida que o cérebro envelhece, na grande maioria dos idosos, ele caminha no sentido de buscar maior satisfação de viver e felicidade. As pessoas, à medida que envelhecem, parecem ver a vida de modo positivo e aceitam fatos que quando jovem os perturbavam e aborreciam. Mentes jovens tendem exagerar, com lágrimas, tristezas e até desmaios. O amor de velho é muito mais ameno e saboroso. A medida que envelhecemos reconhecemos que nada dura para sempre. Os momentos ruins acabam como também acabam os momentos bons.
Com certeza pode-se sofrer com a perda de um amor na idade avançada, mas dizem ainda os entendidos: “é diferente nos velhos, que não berram nem gritam e nem choram o dia inteiro, como acontece com os jovens”. Nós que estudamos a velhice sorrimos irônicos para os jovens apaixonados que afirmam nunca querer chegar a ser um casal de velhos. Enquanto existir homem e mulher na face dessa Terra e de todas as idades, eles se encontrarão, se amarão e farão sexo.
Sabe-se que a partir dos 65 anos o homem começa a ficar impotente, e que apenas 25% afirmam continuar sexualmente ativos e mesmo assim apenas algumas vezes por mês. Obviamente trata-se do sexo tradicional mas a desinibição de comportamento de hoje aceita uma clara diversificação.
Muitos idosos descobrem que para realizar sensíveis e gostosas atividades sexuais não é obrigatório alcançar o orgasmo. Ao contrário, este momento tão importante para muitos homens marca o final do ato. E muitas mulheres sempre muito “sabidas”, para satisfazerem os “seus machos”, simulam orgasmos em muitas ocasiões. Quando digo isto em minhas palestras elas sempre riem e confirmam que fazem assim. E sempre temos uma grande alegria na sala.
O uso dos medicamentos modernos para o tratamento da ereção deficiente tem ajudado muito na solução do problema orgânico e psicológico.
Ainda falta muito para a solução do problema mas, seguramente, temos alcançado um grande avanço. Nós esperamos que, muito em breve, isto será uma coisa do passado e o Amor dos Velhos será o MELHOR.

Antero Coelho Neto - Professor e Presidente da Academia Cearense de Medicina

domingo, junho 05, 2011

QUAL A SUA SATISFAÇÃO DE VIVER?

QUAL A SUA SATISFAÇÃO DE VIVER?

Publicado Jornal O Povo em 18/05/11

Um leitor desta coluna, no Dia do Trabalhador, mandou-me um E-mail dizendo: “O Lula disse que melhorou a qualidade de vida do trabalhador brasileiro e agora a Presidente Dilma diz que vai melhorar mais ainda. Eu não senti nada de melhoria. Ela fez foi piorar. O Sr. que escreve e fala sobre isso poderia me explicar?”
O termo “qualidade de vida” teve uma maior valorização a partir dos últimos anos e com interesse progressivo em todo o mundo. Tive a felicidade de estar na OMS quando os países em desenvolvimento começaram a apresentar seus resultados crescentes nos diferentes fatores e elementos condicionantes. Ocorre que, mesmo entre os cientistas e estudiosos neste assunto, há uma grande variação de definições e valorizações dos conceitos. Mas o fundamental é saber selecionar o complexo termo em relação aos seus diferentes condicionantes sociais, econômicos, políticos, regionais, de saúde, educacionais e humanos. Daí a confusão estabelecida por defensores de cada uma dessas áreas. Daí o termo ter valores para os políticos brasileiros completamente diferentes da maioria dos países. No Brasil os níveis reconhecidos como válidos para a divisão das classes sociais e reconhecidos para a nossa “boa” qualidade vida são ridículos quando comparados com os dos países desenvolvidos. É uma grande “enganação” com os valores aritméticos considerados. Então, temos de destacar que o importante são os valores pessoais e como eles são interpretados pela nossa consciência que determina o que somos, queremos, temos, podemos, gostamos, amamos, etc. São eles, nossos valores, que provocam o que denominamos de “sensações profundas” que são fundamentais para a “nossa vida”. Através dos neurotransmissores e hormônios elaborados no nosso corpo é que sentimos a sensação de bem-estar, satisfação de viver e felicidade. É como dizia o filósofo inglês John Locke, há muitos anos, citado pelo famoso brasileiro Denis Lerrer, “nenhuma pessoa pode ser forçada a ser rica ou saudável contra a sua vontade” e que ele acrescenta “Os homens devem ser entregues à própria consciência”.
Vamos então lutar pelos fatores que nos dão satisfação de viver, condição fundamental de nossa vida, e felicidade naqueles momentos maiores de alegria e prazer de nossa existência. E vamos votar naqueles que identificamos como possíveis de oferecer os “nossos fatores” e não os fantasiosos.
Diria como na TV, aquele carioca pobre, desdentado e sorridente, ao ser entrevistado numa pesquisa: “Minha qualidade de vida? É ótima! Sou torcedor do Flamengo!!!”.
Eu também!
Antero Coelho Neto, Professor e Presidente da Academia Cearense de Medicina

Unidade Hospitalar para os idosos

UNIDADE HOSPITALAR PARA OS IDOSOS
Publicado Jornal O Povo em 20-04-11

Sempre tenho destacado para meus amigos que tive muita felicidade de, várias vezes, “estar no lugar certo, no momento certo”.
Assim, pude aprender e participar de muitos momentos importantes de transformações e realizações nas áreas de educação, saúde e longevidade com qualidade de vida, no Brasil e no Exterior.
Lembro isto para justificar e explicar as minhas declarações, críticas e posições que sempre tenho assumido, principalmente nos últimos anos, em situações como a que estamos no Brasil.
Quero destacar 3 delas: a do nosso atual sistema de saúde (SUS), o grande aumento da população idosa do país (dentro de poucos anos seremos o 6º país do mundo) e que esta população idosa tem e terá, cada vez mais, patologias desgastantes e traumatizantes.
Esclareço, como sempre tenho feito, que o SUS constitui, como projeto, um excelente sistema para a prevenção e atenção de saúde. Considero o melhor da América Latina e também, até dos Estados Unidos. Estava na OMS/OPS quando ele foi planejado e implantado e pude conviver e compará-lo com vários outros dos locais onde trabalhei ativamente e participei dando consultorias e ajudas. O que ocorre e agora mais ainda, é a sua falta de estruturação material, número insuficiente de profissionais capacitados e a grande deformação política de sua administração, provocando uma destruidora falta de distribuição de seus níveis de atenção de saúde.
Assim explicado, destaco o momento atual quando o Instituto de Geriatria do Ceará apresenta uma excelente proposta para a criação de uma Unidade Hospitalar que diminuirá muito as deficiências existentes na atualidade devidas ao nosso sistema de saúde e o grande aumento de idosos.
E ai temos a excelente oportunidade de estabelecer uma prática e oportuna associação entre o Plano SUS e a eficiente, adequada e importante configuração da Universidade Federal do Ceará que poderá dirigir um Hospital com os seus ótimos e diferentes cursos de formação e treinamento de médicos, enfermeiros, odontólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, assistentes sociais, sociólogos, agentes de saúde, cuidadores de idosos e outros para a elaboração da Unidade proposta.
Senhores representantes políticos de nosso Estado e população em geral, vamos nos juntar neste momento tão oportuno para a melhoria da saúde e qualidade de vida dos nossos pais e avós e para muitos de nós mesmos? Vamos ajudar na luta pela construção dessa Unidade Hospitalar? É uma excelente oportunidade para participar do nosso desenvolvimento. Temos de ser mais participativos. Temos de aprender a lutar pelos nossos direitos.
Antero Coelho Neto – Médico, professor e presidente da Academia Cearense de Medicina

domingo, maio 01, 2011

MAIS VIÚVAS ALEGRES

O Povo-Coluna Opiniões
Mais viúvas alegres
23.03.2011

Com o aumento constante da sobrevida humana e, mais nas mulheres do que nos homens, em todo o mundo (as brasileiras vivem 8,2 anos mais), temos, consequentemente, mais viúvas do que viúvos. E, como as condições sociais e trabalhistas também mudaram para melhor, não encontramos mais viúvas tristes e vestidas de preto como antigamente.
Claro que muitas sofrem uma saudade imensa com a perda do companheiro de muitos anos. Mas, pelos excelentes condicionantes de longevidade e de qualidade de vida, logo mudam, superam e passam a viver com satisfação, e muitas, com alegria.
Tenho analisado várias pesquisas realizadas por importantes organizações e as diferenças dos condicionantes de qualidade de vida, entre homens e mulheres, continuam grandes, principalmente em países da América Latina, Ásia e África. No Brasil temos melhorado, mas ainda é muito pouco. O nível de desigualdade de direitos entre os sexos ainda é muito elevado.
Os elementos ou fatores condicionantes da melhor qualidade de vida nas mulheres são comportamentais e sociais. Elementos bem conhecidos e destacados em todo o mundo, motivo de muita literatura internacional, de muitos poemas famosos e estórias pitorescas, vários são os comportamentos femininos que são destacados: maior capacidade de mudar, mais religiosidade e espiritualidade (compartilhar, doar, participar da vida familiar, aceitar), capacidade de solucionar problemas caseiros e dos filhos, maior facilidade em mudar de hábitos, praticam estilos de vida saudáveis, choram quando necessário e, mais importante de tudo, amam muito mais do que os homens.
Quanto aos elementos sociais tem sido destacado que elas sofrem menos acidentes de trânsito, participam muito mais dos eventos sociais, cantam em corais, dançam, jogam com grupos de amigas, frequentam academias, hidroginástica e outras coisas mais. E, além disso, com a morte do marido ficam livres de uma série de obrigações domésticas que eram muito cansativas e até traumáticas. E fica muito mais fácil viver.
Com muita frequência estou destacando esses fatos nas várias palestras que realizo para poder explicar “porque” as coisas acontecem diferenciando a qualidade de vida nos dois sexos. E, frequentemente, na presença de muitas mulheres, algumas viúvas, costumo brincar dizendo: “as mulheres estão matando tudo que é marido no Brasil”. Elas caem na risada e, certa vez, uma disse rindo: “Eu já matei dois”. Foi aquela gozação.
Mas falando sério e com muita ênfase: homens, vamos mudar, deixar de ser tão “machos”, amar mais e adotar comportamentos sem a vergonha de parecer mais “femininos”. Quanto mais cedo vocês assim fizerem mais anos de vida terão com melhor qualidade de vida. E elas ficarão viúvas sim, mas muitos anos depois. Com excelentes resultados tenho conseguido mudar e me tornado cada vez mais “feminino”. Perguntem a minha mulher.
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Antero Coelho Neto - Médico, prof. e presidente da Academia Cearense de Medicina
acoelho@secrel.com.br

terça-feira, março 15, 2011

NÓS TAMBÉM SOMOS RESPONSÁVEIS

23.02.2011

Muitas vezes nós é que somos os responsáveis sim! Nós das classes sociais alta, média alta e média é que somos os maiores responsáveis por quase todos os condicionantes fundamentais de nossa qualidade de vida que são: aspectos comportamentais individuais , socioculturais, saúde, educação, estilos de vida saudáveis e o ambiente integral e saudável. E a escala de responsabilidade é: a própria pessoa, a família, as organizações com seus profissionais e o poder público.
Pena que em nosso país essas classes são minoritárias e muito baixas. A análise feita há muitos anos pela ONU, Organização Mundial de Saúde (OMS) e por várias instituições científicas famosas revela que são essas pessoas privilegiadas que, através de programas de promoção da saúde (prevenção das enfermidades e dos riscos físicos, comunicação em saúde e estilos de vida saudáveis), garantem os fatores condicionantes tidos como mais importantes para a qualidade de vida da população. E, mais que isto, através de sua força social e política, garantem leis e organizações que desenvolvem as medidas necessárias para estabilização das práticas desejadas.
Assim sendo, também contribuem para o desenvolvimento do ciclo determinante da longevidade ativa, produtiva e saudável. Muitos dos condicionantes da qualidade de vida são, direta ou indiretamente, também responsáveis pela nossa longevidade, o que é duplamente satisfatório. mas que será duplamente grave para os pobres que não podem e não praticam as normas recomendadas e necessárias referidas. Vivem mal e pouco.
Portanto, é equivocado e prejudicial colocar toda a culpa nas organizações públicas, como muitos fazem. A culpa é nossa quando sabemos disso. Temos as condições de praticar o correto e não fazemos isto em nome das “delícias” de uma ”boa vida, cheia de prazeres e liberdades”. E colocamos a culpa no governo, no sistema social, nos nossos profissionais da saúde, na nossa família que não ajuda e até no Carnaval que nos “obriga” a fumar, beber e comer o que não devemos. E pior, tentam corrigir o que é errado e suas consequências utilizando práticas e remédios inapropriados e caros.
Nos países pobres o problema é muito mais grave: as más organizações de saúde e de educação e os ambientes insalubres “impedem” quase que completamente uma boa qualidade de vida.
Vamos então realizar a devida promoção da saúde, os estilos saudáveis de vida e lutar para que muitos brasileiros também possam usufruir destes benefícios. E apenas para lembrar o que sempre temos dito e que aprendemos na OMS/OPS: “Com estilos de vida saudáveis, cerca de 70% das doenças comuns não aparecem”. E se acrescentamos medidas preventivas de saúde e dos riscos físicos, químicos e biológicos?
Vamos viver os anos que já temos direito, ativos, criativos e saudáveis. E torcendo pelo nosso clube querido com todo o prazer sadio de um bom brasileiro. Viva a vida! Viva o Vovô, o Fortaleza, o Flamengo...
Antero Coelho Neto - Médico, Professor e Presidente da Academia Cearense de Medicina

O FUTURO A DEUS PERTENCE

O futuro a Deus pertence

26.01.2011

No livro “O futurista e o adivinho”, publicado em 2001, elaboramos uma visão (futuro possível) para o Brasil em 2010. A nossa perspectiva futurista foi realizada utilizando 165 cenários, nas seis áreas fundamentais de um desenvolvimento para o nosso país: o Estado e seu organismo econômico, população e as migrações, ecologia, tecnologias, ciências e reinvenção do social. O projeto está baseado em um estudo comparativo com muitos outros países, como recomendam várias organizações futuristas internacionais das quais fazemos parte. Brevemente estaremos trazendo para vocês os resultados obtidos e as nossas frustrações.
Em nossos outros livros sobre planejamento estratégico, qualidade de vida e longevidade, também recomendamos, como de grande importância no mundo atual, a elaboração de planos e projetos pessoais de vida. Com as grandes e rápidas variações atuais de nosso mundo, nas suas várias perspectivas de desenvolvimento, planejar o nosso futuro torna-se vital
As mudanças em certas áreas são rápidas e grandiosas e mais, o progresso caminha em progressão geométrica e não aritmética. Isto querendo dizer que evidenciamos verdadeiros saltos nas nossas perspectivas futuras. Podemos então imaginar com facilidade como seremos e estaremos em 2050? Não. Mas o que teremos nos próximos anos há melhores possibilidades de acertar. Por isto a nossa recomendação de planejar a nossa vida a curto prazo.
Nós, os brasileiros, não fomos acostumados a duas coisas essenciais da vida: planejar o amanhã e guardar as memórias do passado. Dois “pecados capitais”. Costumamos dizer: “o futuro a Deus pertence!”. Claro que pertence sim, mas Ele nos deixa livres para as nossas decisões e podemos lhe dar uma grande “ajuda” e sermos felizes, vivermos mais e melhor. Ele agradecerá.
Então o conselho que sempre damos, em escritos, palestras e pelos órgãos de comunicações, é a elaboração de um plano de vida, que pode ser escrito de uma maneira simples e fácil em um caderno ou pequeno livreto. Para o idoso o planejamento futuro nos parece ainda mais importante e deve ser menor (indicamos um ou dois anos). Será mais fácil, correto e de grande “sabor” quando realizamos aquilo que foi planejado e, mais ainda, quando realizamos coisas boas alem do previsto.
As regras que damos para todos são simples: o que fazer, como e quando, o que evitar e o que não fazer. Mas também importante, será pensar nas eventualidades não previstas e ter as indicações de como evitá-las ou mudar o nosso plano.
De início até poderá parecer muito difícil, mas com a prática pode-se tornar um “jogo” muito bom para o exercício de nosso cérebro. Vamos jogar com a nossa vida? Um convite para 2011.
Antero Coelho Neto - Médico, professor e presidente da Academia Cearense de Medicina

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE

29.12.2010
Neste final de ano quero agradecer aos meus leitores que prestigiam e valorizam o que escrevo. Como é bom ouvir de vocês que gostam do que escrevo. São momentos de sensações profundas da minha vida que valem a pena. Por isso a valorização que comento sempre da comunicação nos níveis individuais e coletivos.
Por uma feliz coincidência estava na Organização Mundial da Saúde (OMS), no início da década de 90, quando o tema da “promoção da saúde” começava a ser analisado e desenvolvido. Ao regressar para o Brasil, em 1994, centralizei minhas atividades e atenção nesta área da saúde, juntamente com os condicionantes da nossa qualidade de vida e da longevidade, que formam a “trinca” responsável por uma vida longa e saudável.
Tenho tentado ampliar o tema em uma magnitude mais significativa e útil. Como já destaquei antes, ele está constituído pela prevenção das enfermidades, prática de estilos de vida saudáveis, proteção contra os fatores de riscos (físicos, químicos e biológicos), ambiente saudável e comunicação em saúde.
Gostaria de destacar o papel da comunicação entre o médico, seus clientes e o povo em geral. Falo da comunicação em saúde nos seus vários aspectos técnicos e operacionais entre todos os participantes do processo. Isto tem melhorado nos últimos anos, mas ainda é insuficiente pelo muito que é necessário.
Em primeiro lugar, deve o médico ressaltar para seus clientes, e população em geral, a grandeza desses componentes fazendo com que eles saibam as vantagens do uso da comunicação na prevenção e cura das doenças.
Também, comunicar os aspectos gerais e específicos das enfermidades possíveis ou existentes e as suas diferentes possibilidades presentes e futuras para eles e para seus familiares. Antigamente a nossa profissão quase nada informava para os pacientes e menos ainda para o público em geral. Felizmente isso mudou e muitos dos nossos atuais médicos são importantes comunicadores.
Mas também é necessário destacar, principalmente quando falamos de pacientes idosos, o inverso. Falo das informações que o paciente deve dar para o seu médico e que é, simplesmente, vital. Usando muitos medicamentos, quando vão se consultar com um novo médico, o que é muito frequente no nosso país, não lembram nomes e dosagens e alguns evitam até falar neles. E o resultado é a possibilidade de perigoso acúmulo ou para-efeitos. Por isso, recomendo sempre que guardem todas as receitas e bulas em uma espécie de “dossier” da saúde e levem para seus médicos nas novas consultas. Garanto que eles ficarão eternamente gratos.
Assim, usando este jornal amigo, desejo para todos vocês um Ano Novo cheio de “boas” comunicações individuais e coletivas. E, aproveitando o demonstrado em várias pesquisas de organizações famosas que “comunicar faz bem à saúde e a nossa longevidade”, vamos aumentar ainda mais os idosos saudáveis em 2011?
Antero Coelho Neto - Médico, Prof. e Pres.da Academia Cearense
A nossa consciência
03.11.2010

Na prática de nossa vida, as pessoas entendem “consciência” como a responsável pelo conhecimento de nossos atos e constitui como que apenas uma “análise crítica” do que fazemos. Mas ela tem uma importância muito maior e constitui uma dimensão da vida que perdemos muito quando não sabemos utilizá-la nos seus “poderes e capacidades” para a melhoria e engrandecimento de nossa vida.
Constitui a total diferenciação entre o homem e os animais.
Somente o homem tem consciência de seus atos e pode valorizá-los, modificá-los e utilizá-los para o bem e para o mal e isto ocorre pela existência da nossa córtex cerebral que os animais não possuem. Por isso alguns pesquisadores afirmam que, depois da qualidade e da quantidade, a dimensão mais importante de vida na prática diária é a consciência. E elas estão intimamente vinculadas.
A chamada “consciência objetiva” nos possibilita que os fenômenos sejam conhecidos e manipulados pelo indivíduo e principalmente representada pelos verbos amar, ser, querer, ter, fazer etc. e a “consciência subjetiva” consiste na capacidade que temos de perceber, conceituar, representar, etc. A junção das duas consciências dá uma enorme importância para a nossa vida. Querer uma coisa e usar a força da consciência para alcançá-la é a maneira correta e possível que devemos e podemos utilizar.
“Eu quero aquele carro!” “Quero aquela casa!” “Eu vou mudar meus hábitos apesar das dificuldades!” “Sei o quanto será difícil, mas vou
ser aprovado nesse concurso!” “Eu serei presidente da República!”
E conseguimos. E muitas coisas mais podemos fazer, utilizando a força de nossa consciência. O mecanismo como isso ocorre ainda não tem uma completa explicação dos estudiosos no assunto: psicólogos, biólogos, endocrinólogos, psiquiatras, neurologistas etc.
A explicação mais provável estaria na possibilidade que temos de poder atuar nos nossos próprios neurotransmissores nos seus diferentes tipos: noradrenalina, serotonina, dopamina, dopa, acetilcolina, neuropeptídios, etc., e assim nos dando a aceitação dos fatos, tranquilidade no seus manejos, força para continuar atuando frente aos problemas, valorizando ou não os diferentes novos fatos etc.
Outros afirmam que o mecanismo é muito diferente e não teria o papel tão importante dos neurotransmissores. Tudo indica que a explicação não esteja circunscrita à nenhuma área cerebral específica, mas se espalhe difusamente pelo celebro.
Mas seja como for, vamos tentar utilizar a nossa consciência? Vamos buscar utilizar o seu valor nas mudanças necessárias de nosso comportamento? Vamos nos olhar no espelho todas as manhãs e dizer “Eu sou lindo!”. Uma coisa temos já a certeza. Ficaremos lindos, pelo menos para nós mesmos.

E é o que mais interessa, não?
ANTERO COELHO NETO

segunda-feira, novembro 01, 2010

CINCO SENTIDOS NA QUALIDADE DE VIDA

Quando se analisa a imensa literatura científica sobre Qualidade de Vida verificamos a enormidade dos estudos e trabalhos realizados sobre a manutenção, desenvolvimento, melhoria, tratamento e valorização da nossa vida através dos 5 Sentidos (capacidades). A visão, audição, paladar, tato e olfato são as razões claras e necessárias da existência de centenas de especialidades, sub-especialidades e práticas em saúde, psicologia, educação, trabalho, esportes, etc. E muita coisa se estuda e se faz, há muitos anos, para manter os nossos sentidos livres de qualquer lesão ou patologia.

Infelizmente, apesar do enorme desenvolvimento de técnicas utilizando os nossos 5 sentidos, elas não são praticadas pelos vários profissionais envolvidos na promoção da saúde da população em geral com a devida importância e freqüência, na terapêutica de doenças como a ansiedade, depressão, estresse e outras patologias importantes.
Temos estudado, usado e indicado essa prática e os resultados da chamada “terapia pelos sentidos”, têm sido excelentes. Os 5 sentidos são elementos importantes na formação de nossos hábitos e é evidente que a decisão de mudá-los é fundamental e deve existir. E mudar hábitos e costumes, sabemos todos, não é fácil. Assim , para melhorar a nossa vida, destacamos:

Usar a Visão como um sentido terapêutico, nos colocando em um ambiente calmo e próprio, olhando fotos, slides, filmes, vídeos, televisão, etc. em momentos de total concentração e satisfação, esquecendo todas as situações adversas existentes. Mas é na leitura e escrita que encontramos a maior e nem sempre bem utilizada aplicação do sentido da Visão. Ler suficiente e adequadamente e saber utilizar a arte de escrever, é uma grande indicação para solucionar os maiores problemas diários, possibilitando uma grande melhoria de nossa vida.

A Audição tem sido utilizada com excelentes resultados, ouvindo o som agradável do ambiente natural em total relaxamento ou ouvindo o som de músicas lindas e queridas através dos aparelhos técnicos modernos que podem transmitir sons extremamente agradáveis. Alguns, fanáticos de músicas especiais, chegam a entrar em verdadeiros “êxtases psicológicos”, como chamamos na prática alegre de nossa abordagem.

Na utilização do Paladar temos a necessidade de alimentos especiais com grande sabor para o praticante e seu uso feito de maneira toda especial.
Degustar, por exemplo, o sabor de um vinho tinto especial, em grande concentração mental é uma pratica muito indicada, também pelo valor do vinho na nossa longevidade e pelo seu sabor delicioso.

O Olfato nos permite sentir o cheiro de um ambiente natural com variados perfumes que pode ser utilizado para nos ajudar a alcançar outros planos de sensação. Alguns cientistas utilizam diferentes baterias com cheiros variados com ótimos resultados no relaxamento corporal e mental. Muitos de nós guarda o cheiro que sentimos em alguns locais quando crianças.

E o Tato humano também constitui um excepcional Sentido para relaxar e fazer esquecer as vicissitudes da vida. Utilizar as mãos passando suavemente sobre a pele do rosto, pescoço, tórax e barriga para fazer carícias com o pensamento em coisas boas da vida pode dar um grande relaxamento. E o beijo com amor tem sido o suporte maior de muitos momentos e destacado em lindos livros, teatros e filmes.

E é grátis o uso de nossos Sentidos auxiliando o custo de medicamentos que são necessários nessas eventualidades patológicas.

É isto ai amigos, o uso dos 5 Sentidos auxiliando na cura ou profilaxia de muitas sensibilidades patológicas da vida humana. Acreditem e depois creditem ao nosso Deus que nos deu essas incríveis sensações.

Antero Coelho Neto

terça-feira, agosto 24, 2010

"Nosso Velho Querido"

NOSSO VELHO QUERIDO

Na luta que temos para a promoção da saúde e prevenção das doenças nas
idades extremas da vida – infância e velhice – é que encontramos as
barreiras mais complexas e desafiantes.

E, das idades extremas, a velhice no Brasil é a mais carente de ajuda e de
suporte. No racional e cruel jogo das prioridades, simplesmente "elimina-se"
o velho.

As barreiras psicossociais são graves e importantes na medida em que há uma
profunda mudança no comportamento do próprio indivíduo ao atingir a velhice
ao lado da clássica e criticável atitude de rejeição dos familiares, ainda
comum em algumas sociedades do mundo. No Brasil estamos, felizmente,
começando a melhorar.

A causa fundamental dessa mudança comportamental é o medo que muitos temos
da velhice. Medo biológico da deficiência ou incapacidade funcional de todos
os nossos órgãos vitais e da vida em relação ao meio exterior. Medo
fisiológico da diminuição das motivações orgânicas, determinantes que são as
mais preocupantes para os homens em geral. E há, também, o medo da
ociosidade, da dependência, da segregação familiar e da sociedade. Chegar ao
o momento do "nada fazer" e do "nada poder fazer" é uma cruel antevisão do
homem maduro no mundo moderno. Quando as taxas de desemprego atingem valores
insuportáveis, essa situação agrava-se ainda mais.

As barreiras orgânicas, representadas pela patologia das células e dos
órgãos envelhecidos são de enorme complexidade pelo pouco conhecimento que a
ciência dispõe sobre as causas fisiopatológicas do processo de
envelhecimento protoplasmático e, principalmente, sobre a sua morte.

Várias e graves doenças acontecem após os 50 anos de idade acometendo os
sistemas cardio-vascular, endócrino, urinário, respiratório, digestivo,
músculo-esquelético e metabolismo. Sem esquecer, naturalmente, o estigma do
câncer que, inexoravelmente, aparece com maior freqüência à medida que
avançamos nos anos. As ciências médicas não conseguiram ainda aquele
progresso que desejávamos no tratamento dessas inúmeras doenças mas o
progresso nessa década passada foi muito estimulante.

As barreiras funcionais ainda são muito complexas pois há uma grande
inadequação gerencial na administração dos problemas dos indivíduos da
terceira e quarta idades e a não utilização da Promoção da Saúde e
dos devidos níveis de atenção da saúde da população.

O Censo Brasil 2010, iniciado este mês, será de enorme importância para
comprovar o progresso de nossos idosos. E em 2020 estaremos aqui, novamente,
para comentar as melhorias alcançadas. De acordo?

Dr. Antero Coelho Neto

Médico e Professor

ProQVida

O IQVida , desde há algum tempo não tem mais personalidade jurídica como organismo operacional e fiscal
Presentemente constitui um dos Programas da Fundação Brasil Cidadão e denominado ProQVida. Com isto acreditamos que ganharemos muito mais operacionalidade e conseguiremos com muito mais facilidade atingir os nossos objetivos técnicos e científicos.

Antero Coelho Neto

domingo, junho 20, 2010

Amor na Vida

A grande importância do amor como um dos elementos condicionantes de nossa Qualidade de Vida e também Longevidade, somente foi conhecida e destacada pelos pesquisadores há poucos anos. Amor, qualidade de vida e longevidade eram sempre analisados como condições independentes.
Amor tem sido assunto de grande destaque e de ampla e belíssima significação por escritores, poetas, cantores e religiosos. Mas na minha infância e até poucos anos atrás a palavra Amor era reservada para configurar a procurada situação emocional entre sexos opostos ou, o amor à Deus.
Meu pai, jamais disse que me amava e eu sei que era isso o que ele sentia pelos seus filhos..Maravilhas sobre o Amor foram escritas de várias maneiras, desde há muitos séculos, passando pelo filósofo grego Platão quando descreveu seu tipo de Amor com ampla e belíssima interpretação que, depois, muitos confundiram com a de um amor impossível. Mas somente há poucos anos as ciências modernas têm revelado que, quando se ama há uma grande mobilização de nosso corpo físico com a elaboração dos chamados neuro-transmissores da felicidade, satisfação, prazer e bem estar (serotonina, acetil-colina, noradrenalina, etc) acarretando uma melhoria da nossa qualidade de vida e também de nossa maior longevidade.
Quem ama mais, vive mais e melhor! Por isso a nossa campanha para que o termo “amor” tenha o seu importante destaque e seja também utilizado entre os homens. Sem a necessidade de uma confusão com o homossexualismo.
Nas mulheres, a permanência por mais anos de vida elaborando o hormônio do crescimento e de mais melatonina (a glândula pineal que fabrica este hormônio permanece mais anos na mulher) fazem com que elas vivam mais (no Brasil 8 anos) que os homens. E como se acostumaram desde o princípio a amar na expressão maior do termo, tem sua qualidade de vida facilitada para melhor.
E o amor do idoso e da idosa? Continua a vantagem para as “nossas” mulheres idosas que, muito frequentemente, amam sem grandes interesses e de uma maneira mais “doce”, alegre e mais permanente. É neste importante momento de minha vida, quando faço uma análise mais detalhada do meu presente e passado, de minhas memórias, que eu encontro diversos momentos em que deveria ter amado mais, dado mais de mim, oferecido mais carinho. Mas eu não sabia o que sei hoje em dia, não tinha o conhecimento para tais transformações de comportamento pois arrastava a pesada carga de uma herança de preconceitos e repressão cultural.
Muitos homens idosos pensam e agem ainda de uma maneira teimosa de não querer mudar. “Eu sou assim mulher e você tem que me aguentar”. E elas aguentam sim, até a nossa partida quando então elas contratam um jovem e alegre dançarino para ir às festas dançar e ser felizes. E outras coisas mais.Vale então esta minha advertência aos “machos” que ainda pensam assim e não sabem que estão perdendo muitos anos de vida com qualidade. Por isso minha atual e frequente conclamação: machos copiem as mulheres (nesse bom sentido, claro) e vivam mais anos com satisfação e felicidade. Eu sempre brinco e digo nas minhas palestras, conferências, programas de rádio: Eu estou cada vez mais feminino. E elas adoram quando ouvem isso.

terça-feira, maio 11, 2010

"Saúde só, é pouco!"

SAÚDE SÓ, É POUCO!

Está chegando no Brasil a conscientização da importância de “trabalhar” a qualidade de vida dos enfermos pelos profissionais de saúde que são responsáveis por eles. Estamos começando a acreditar e praticar a afirmação de que “saúde só é pouco”. Isto querendo significar que devemos ir além de, simplesmente, curar o enfermo.
Assumiremos a cultura de pensar em Q.V. para os nossos doentes e que isto não é um luxo impossível, mesmo para os milhões de brasileiros pobres e portadores de doenças.
Buscar a melhoria da Q.V. vai envolver a saúde dentro de um processo global da qual ela não pode ser manejada isoladamente. Sem uma visão integrada e holística de nossos clientes dentro das dimensões da vida, a saúde que por acaso possa ser alcançada, não terá sustentabilidade.
Um aspecto que destacaremos é que o conhecido e tradicional check-up, que se iniciou na década dos 60’s, teve seu máximo desenvolvimento nos anos 70’s, 80’s e 90,s. Agora começa a ser contestado, apesar de muitas pessoas ainda seguirem com o duvidoso hábito. Ele está dirigido para o diagnóstico das condições de saúde no momento e de prováveis enfermidades existentes.
Através de uma grande bateria de exames laboratoriais sofisticados e a partir de um diagnóstico negativo, presumem que o cliente está livre para viver a sua vida como vinha fazendo. Com os exames “normais”, e isso acontece na maior parte dos casos, o comportamento do cliente quase sempre é: “estou ótimo, posso continuar fazendo tudo como dantes” ou “posso continuar comendo, bebendo, sedentário e fumando como sempre”.
Está dirigido principalmente para detectar enfermidades, de acordo com os padrões médicos de uma época que já está passando, com o “mistério” científico cultivado exageradamente..
Esse check-up tradicional também ainda é utilizado por pessoas que, pagando caro por um seguro ou plano de saúde, tentam compensar esse alto custo fazendo exames. Assim, no momento atual dos nossos conhecimentos e de acordo com os nossos princípios dirigidos para um processo integral de melhoria de qualidade de vida e na tentativa de obtenção de uma vida saudável sem enfermidades, mas também com satisfação, estamos indicando o que denominamos o “check-up para a vida”.
Esse exame, de custo muito baixo, utilizando somente os exames laboratoriais complementares que sejam necessários pelos reais fatores de risco, é indicado para determinar as possibilidades futuras do cliente manter-se saudável, identificar uma doença não conhecida antes, verificar a progressão dessa patologia e suas possibilidades futuras e, principalmente, utilizar o exame como instrumento educacional e orientador de uma vida saudável. Durante esse exame explicamos os diferentes elementos importantes para a prevenção de futuras enfermidades próprias da idade se não forem tomadas ações preventivas e de proteção; estimulamos a adoção de novos hábitos que sejam saudáveis e analisamos, com mais detalhes, alguns aspectos do corpo (distribuição da gordura, dados antropométricos, posturas, etc.).
Acreditamos que, assim, temos muito mais condições de ajudar a todos que querem ter uma vida mais longa e mais saudável, utilizando um exame muito mais econômico e de melhor qualidade. Nele você fala com seu médico e não com as máquinas.
Este é o cenário prospectivo e futurista que faço para o Brasil nesta década. Vocês estão de acordo?


Antero Coelho Neto –
Médico e professor

quarta-feira, março 03, 2010

"Riscos Físicos, os esquecidos".

O Povo -Opinião
Artigo

Riscos físicos, os esquecidos.
Antero Coelho Neto -03 Mar 2010

Entre os condicionantes fundamentais da promoção da saúde e garantia da longevidade, estão os cuidados físicos, químicos e biológicos. A evidência da necessidade de prevenção em cuidados especiais com os riscos físicos, principalmente, vem se tornando cada vez maior na medida que a nossa longevidade aumenta.
Nos países desenvolvidos esses cuidados têm crescido e melhorado de uma maneira vertiginosa. As estatísticas européias, canadenses e americanas revelam que, mesmo assim, as probabilidades de acidentes e quedas dos idosos com fraturas de bacia e colo de fêmur são altamente preocupantes. Podem ocasionar que até 50% dos fraturados não mais se levantam e destes até 10% possam morrer no primeiro ano após o acidente. Uma estatística que chega a ser superior à morte por acidente vascular, primeira causa de morte, em pessoas acima de 80 anos de idade.
Daí a explicação simples do aumento extraordinário de medidas preventivas governamentais e privadas, com o desenvolvimento fabuloso da indústria contra os acidentes físicos, que passou a ser uma das maiores nos Estados Unidos.
No Brasil também foi comprovado que mais de 50% dos idosos com mais de 80 anos caem uma vez por ano. Como membro da ``Associação Internacional de Casas e Serviços para os Idosos-`` (IAHSA), participei há poucos anos, na Flórida, do maior congresso de tecnologia e saúde em minha longa vida profissional, com mais de 80 mil participantes e uma extraordinária programação e exibição tecnológica onde pude comprovar a enorme importância dada ao assunto: a queda nos idosos.
No sul do Brasil a preocupação com o assunto tem aumentado bastante, principalmente a partir do trabalho da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). No Ceará, infelizmente, apesar da ação da SBGG-CE na área da saúde pouco tem sido feito nas áreas públicas e privadas e isto não parece preocupar.
Qual o edifício residencial ou condomínio interessado no assunto? Quais os fabricantes e lojas especiais de produtos para prevenir os acidentes com os idosos? Riscos físicos em velhos? Que importância tem isso? E o pior: que autoridade municipal ou estadual está interessada em melhorar as calçadas, passeios e avenidas e retirar a sujeira para prevenir as quedas? Triste do velho como eu que sai de casa distante três quadras da praça do Hospital Militar para caminhar. E em lá chegando? Que tristeza!
A nossa nova e grande esperança é que agora com a questão ambiental atingindo a sua desejada importância os riscos físicos estejam concebidos dentro da nova concepção de ecologia integral relacionada à saúde.
Que a ecologia pessoal, social e ambiental estimule o conhecimento e as práticas preventivas e os cuidados com os riscos físicos. É o cuidado com o ambiente da casa, rua, quadra, bairro, cidade e, mais ainda, com o nosso próprio corpo (alimentação saudável, movimentação física, respiração adequada, sono e repouso necessários) e também o cuidado com outros seres humanos nossa grande esperança.
Que os profissionais de saúde e das áreas tecnológicas e sociais se integrem em nossa (SBGG-CE) grande luta contra os riscos físicos para a melhoria da qualidade de vida e maior longevidade ativa, criativa e saudável.
E que, principalmente, os nossos próximos eleitos lembrem-se disto e façam o que é preciso e têm o dever de fazer.
Viva o ambiente! Viva a vida!
Antero Coelho Neto - Médico e professor

domingo, fevereiro 21, 2010

Nosso Programa de Rádio: Novas Idades

Ouça nosso Programa "Novas Idades" por Rádio ou através da Internet, todos os sábados, as 11:00 horas e colabore com a Promoção da Saúde relacionada com a Qualidade de Vida do brasileiro.

Veja nosso folder abaixo e não falte, TODOS OS SÁBADOS.

Antero e João Macedo

"NOVAS IDADES" :
Um Programa que trabalha promoção da saúde e qualidade de vida para que as pessoas atinjam a Terceira e Quarta Idades de forma ativa, criativa e saudável
Realização:
Centro de Atenção ao Idoso da UFC,
Instituto de Geriatria e Gerontologia do Ceará
Fundação Brasil Cidadão (FBC-IQVida),
em parceria com a
Liga de Geriatria e Gerontologia e a
Divisão de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário Walter Cantídio da UFC.

Coordenação: Dr. Antero Coelho Neto e
Dr. João Macedo Coelho Filho

Colaboradores Permanentes: Dr. Charlys Barbosa e Dr. Jarbas Roriz
Apresentação: Todos os sábados - 11 horas - ao vivo

RÁDIO FM UNIVERSITÁRIA - 107,9 Mhz Fone: 3366-7474

Internet: www.radiouniversitariafm.com.br
acoelho@secrel.com.br
jmacedocoelho@yahoo.com.br

Avenida Universidade, 2910 - Benfica - CEP: 60.020-181 - Fortaleza - Ceará


OBS: NO DIA 27/09/2008 COMPLETAMOS 500 PROGRAMAS (Dispomos de todos os Programas Gravados e Fotografados em DVD's -Coleção 500 Programas) que podemos enviar para as Bibliotecas que ainda não a possuem e solicitem.

Promoção da Saúde

Publicado no jornal "O Povo" em 3 Fev 2010 -

Já lá se vão muitos anos que se fala na ``nova`` escola de medicina para o País. A Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, no fim da década de 60 e início de 70, desenvolveu um importante movimento para a melhoria do ensino médico e da organização pedagógica e administrativa da Escola, com a proposta inovadora e adequada do médico para a comunidade. Foram anos de glória e de alegria nossa na medida em que conseguimos graduar um profissional diferente com características completamente inovadoras e orientado para trabalhar na comunidade.
Mas poucos anos durou o sonho. Alguns professores que jamais quiseram a mudança e lá estavam por engano conseguiram a incrível façanha de destruir o modelo estabelecido. Depois, na Faculdade de Medicina da USP, tentaram um curso experimental, ao lado do tradicional, com características inovadoras e algo semelhante ao de Brasília, mas logo foi desativado pelos inimigos das mudanças.
Há uns 25 anos, houve outro excelente movimento chamado de ``o médico necessário`` desenvolvido na nossa Faculdade de Medicina da UFC.
Mais uma vez, muitos reconheceram a imensa necessidade de melhoria do curso, adequação curricular, modernização dos processos educacionais, formação de um profissional dirigido para as necessidades da comunidade em geral com a utilização do conhecimento prático já adquirido por inúmeras outras escolas de todo o mundo.
Foram meses de prazer e de muito trabalho quando muitos disseram qual era o médico necessário para nosso Estado. Mas o sonho durou pouco e quase nada foi feito. Depois, em épocas mais recentes, muito se tem discutido sobre a necessidade de melhorias no ensino médico e na criação de novas escolas de Medicina.
Alguns médicos são extremamente rápidos em incorporar as novas tecnologias, os medicamentos que aparecem no mercado e os novos aparelhos sofisticados que inventam com frequência, tornando a Medicina cada vez mais distante das suas reais necessidades de humanização, promoção da saúde e metodologia adequada para a atenção da saúde que são as três condições essenciais para o ensino médico.
Para mim, o problema maior está exatamente no fato de que falam de novas escolas de medicina com novas metodologias (ensino-aprendizagem, participativas, ativas, ensino por objetivos, baseada em evidências, etc) e até de humanização, mas esquecem o outro elemento fundamental: promoção da saúde com melhoria da qualidade de vida, com seus componentes (prevenção das enfermidades, prática de estilos de vida saudáveis, proteção contra os fatores de riscos, mobilização do conhecimento para uma vida saudável e busca da melhoria das condições socioeconômicas para a saúde da população). A OMS já declarou que somente com estilos saudáveis evitamos 70% das doenças.
Por acreditar nisso é que o professor Viliberto Porto e eu elaboramos o projeto de um ``novo`` curso de Medicina para Quixadá (Faculdade Católica Rainha do Sertão). Infelizmente o Ministério da Educação, numa atitude radical, suspendeu a criação de cursos de Medicina até não sabemos quando. Quem sabe um dia, no Brasil, se acredite nas evidências da qualidade de vida relacionada à saúde.

Antero Coelho Neto - Médico e professor de Medicina

Satisfação de Viver

Publicado no jornal "O Povo" em 06 Jan 2010 -

Neste início de ano eu desejo para todos vocês uma permanente ``Satisfação de viver``. E o que é isto? Muita gente confunde os termos qualidade de vida, bem-estar, satisfação de viver e felicidade. E tudo se complica ainda mais porque Qualidade de Vida é uma dimensão ou condição de vida de interpretação complexa e variada, na dependência do local do nascimento e de vivência, idade, classe social, nível de educação e até circunstancial.
A nossa consciência, dimensão exclusiva do ser humano, animal que possui córtex cerebral, é que interpreta as ``sensações`` de uma maneira exclusiva e que nos dar a capacidade de querer, ser, fazer, saber, sentir e ter. E as sensações humanas nos possibilitam ter e sentir bem-estar, satisfação de viver e felicidade.
A literatura está recheada de definições, principalmente de felicidade, por famosas e variadas personalidades da humanidade. Algumas são realmente lindas e satisfazem o prazer de muitos colecionadores de palavras bonitas e variadas. No Google, você vai encontrar mais de 15 milhões de referências para felicidade e quase 3 milhões para qualidade de vida. Mas, numa análise realizada por nós, consultando vários centros internacionais famosos de pesquisas no assunto, através de um programa nosso realizado pela Internet e trabalhando em vários momentos importantes com grupos da população brasileira,, chegamos a seguinte conclusão: - o bem -estar físico, mental e social é uma sensação de tranquilidade, um equilíbrio harmônico de não existência de problemas nessas áreas;- na satisfação de viver, alem de um bem-estar, há um prazer de participar, alegria de ser útil e necessário, de gostar de si mesmo, de amar outras pessoas e seu Deus; -já a felicidade é sentida em momentos especiais, de maior satisfação e de grande alegria e, assim sendo, está presente apenas em momentos especiais de nossa vida.. Ninguém é ou pode ser feliz por toda a vida e nem por períodos muito longos. Alguma coisa acontece para modificar o nosso sistema produtor dos neuro-transmissores responsáveis por essa sensação e ela desaparece. Claro que pode voltar outra vez e será essa a nossa busca constante.
E exatamente são os Condicionantes de Qualidade de Vida, principalmente as condições financeiras básicas, educação, saúde, estilos saudáveis de vida e ambiente,, que mobilizam as nossas sensações de satisfação de viver e felicidade. Sem eles tudo fica muito difícil e até impossível.
Por isso é que defendemos e indicamos, como de fundamental importância, fazer um plano de vida, anual para os idosos, para alcançarmos ou mantermos a nossa satisfação de viver e conseguir o máximo de tempos felizes. Bem-estar é bom, mas é pouco. Dizer isto num país com tantos miseráveis como o nosso pareceria até um contrassenso.E então, neste início de ano de eleições, vamos aproveitar e votar apenas naqueles candidatos que possibilitem, principalmente, os condicionantes de nossa qualidade de vida.
Por certo vamos exigir que se comprometam com eles e que digam como vão fazer para mudar. Por certo não vamos votar naqueles que roubam a nossa felicidade e satisfação de viver no Brasil.

Antero Coelho Neto - Médico e professor

Pecados Capitais

Pecados capitais

Publicado no jornal "O Povo" em 02 Dez 2009

Já lá se vão milênios que o homem, sentindo a gravidade dos vícios do corpo, criou os “pecados” que deveriam ser evitados visando manter a “alma” ou “espírito” de bem com o Senhor. Alguns pecados seriam perdoáveis mas os “capitais” eram merecedores de condenação. Nós sabemos hoje que esses pecados são na maioria maus estilos de vida, resultados de uma vida mal orientada e mais dirigida para os prazeres da gula, sexo, satisfação física e psíquica.
Temos já destacado em várias oportunidades, por palavras escritas ou faladas, que esses pecados ou maus costumes são de três tipos: os que são culpa nossa e que constituem a grande maioria (60 a 70%); os que são culpa de nosso próprio corpo (genética) com aproximadamente 15 a 20% de ocorrência e os que são culpa do ambiente enfermo onde moramos e trabalhamos com até 20% de responsabilidade e que somente agora estão sendo destacados no nosso país
O novo Relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre “Riscos à Saúde Global” está confirmando esse conhecimento quando destaca que a nossa saúde depende dos hábitos comportamentais (maior responsável), características ambientais e saúde pública . E também é extremamente importante quando afirma que os principais riscos de mortalidade no mundo são: pressão alta (responsável por 13%), consumo de tabaco (9%), hiperglicemia (6%), inatividade física (6%) e obesidade ou estar acima do peso (5%).
Vejam que apenas esses cinco ``pecados`` são responsáveis por 40% de mortalidade do homem atual. E mais ainda: a má nutrição infantil , sexo inseguro, álcool, condições precárias de higiene e alta pressão arterial, devem ser responsabilizados por cerca de um quarto dos 60 milhões de mortes prematuras em todo o mundo, anualmente, como muito bem destacou a OMS. É o “pecado capital” ocasionando a morte do filho logo após o seu nascimento.
E o Relatório não fica somente nisso, comprova que a falta ou mau uso de alimentos nutritivos apresenta-se como um grande risco para os que moram em países mais pobres.
Mas também que a obesidade e o sobrepeso representam riscos ainda maiores nos países ricos ou em desenvolvimento, levando a uma situação na qual esses “pecados” causam mais mortes no mundo do que o baixo peso.
Estão vendo, caros leitores, aonde nós chegamos? O grande diferencial agora é que sabemos os valores e as causas desses determinantes ou “pecados” o que não acontecia no passado, quando colocávamos toda a culpa no nosso “destino”, nos pais ou nos amigos, como eu próprio fiz durante muitos anos de minha vida. E também e muito freqüentemente, culpamos os nossos governantes.
Agora sabemos que a culpa é quase toda nossa! E ai leitores? Preparados para o Carnaval que se aproxima ou não estão interessados em saber que os seus ``pecados``, quando não bem controlados podem matar? Por isso o aviso do amigo ``chato``, como sou chamado algumas vezes: moderação. E que na 4ª feira de Cinzas voltem a ter uma vida equilibrada e saudável. Pois a grande verdade e sabedoria da natureza é o equilíbrio.

Antero Coelho Neto - Médico e professor

Resiliência na Saúde e na Qualidade de Vida

“RESILIÊNCIA NA SAÚDE E NA QUALIDADE DE VIDA”

Publicado no jornal "O Povo" em 04-11-2009 –

As empresas e as organizações privadas, mais uma vez se antecipam e até desenvolvem novos processos operativos na busca da qualidade de vida de seus funcionários, ao contrário das organizações públicas que parecem pouco se importar com os seus integrantes.
Como já destacamos em artigo anterior sobre Saúde Corporativa, muitas organizações privadas do nosso país, desenvolvem importantes e efetivos programas de promoção da qualidade de vida de seus funcionários. Agora estão utilizando os ensinamentos dessa “nova tecnologia” denominada RESILIÊNCIA.
Muitas organizações privadas do sul do país estão desenvolvendo programas específicos sobre o assunto, declarando resultados surpreendentes. Diferentes técnicas pedagógicas são utilizadas de acordo com o tipo de trabalho e de profissionais operantes e seus problemas apresentados em termos de saúde, capacitação e qualidade de vida em geral.
Resiliência é um termo utilizado pela Física há 2 séculos. Recentemente foi incorporado pela Psicologia para definir a capacidade que algumas pessoas apresentam de passar por situações de estresses e continuarem com a vida de maneira normal e saudável.
Temos exemplos de indivíduos que conseguem vencer dificuldades, obstáculos, grandes traumas e até catástrofes, sem apresentarem seqüelas. Constitui, portanto, um grande atributo da personalidade desenvolvida no contexto psico-social-cultural em que a pessoa vive.
Pode e deve estar presente em vários locais e praticada por diferentes profissionais, principalmente das áreas de educação e saúde.
Deveria ser matéria de grande destaque na formação e desenvolvimento de profissionais dessas duas áreas. Escolas, faculdades, universidades, unidades de saúde, consultórios e hospitais são locais onde a resiliência é de enorme importância. Processos de resiliência no contexto da hospitalização deverá ser assunto de estudo nos próximos anos como estão já salientando alguns pesquisadores.
Claro que em alguns países mais desenvolvidos, as técnicas de uso e manejo da nova tecnologia (ou nova ciência) vem sendo destacadas.
Entre as diferentes doenças psicosomáticas que apresentam os brasileiros que não possuem resiliência estão: estresse, síndrome do pânico, gastrite, doenças intestinais, hipertensão arterial e várias outras patologias.
É possível mantermos boa qualidade de vida e o equilíbrio de nossa saúde, praticando o desenvolvimento da resiliência.
Portanto, deveremos destacar para o público em geral que já temos o conhecimento, maneiras e possibilidades de se aumentar a capacidade de resiliência dos brasileiros sofredores.
Usar a resiliência para manter sadio e ativo, o pobre cidadão que se encontra frente a esta triste situação social do Brasil atual é a nossa fundamental responsabilidade como profissional da saúde.
E muitos brasileiros, alguns técnicos e estudiosos dos problemas políticos e sociais do Brasil, estão afirmando com grande destaque que uma nova modalidade de Resiliência seja usada na política como solução salvadora . Queira Deus!

Antero Coelho Neto, Médico e Professor